Por que você deveria parar de consumir conteúdos pirateados
Por que você deveria parar de consumir conteúdos pirateados

Por que você deveria parar de consumir conteúdos pirateados

Piratear filmes, aplicativos e outros conteúdos já virou rotina na vida de muita gente. Para alguns, pode-se até dizer que não é considerado mais um crime nos olhos da sociedade.

A internet vem aproximando pessoas ao redor do mundo, já é até batido dizer isso. Indo um pouco mais além, ela está também levando para mais perto das pessoas todos tipos de conteúdos, sejam em imagem, vídeo, áudio ou texto. Há quem ache que tudo que está na internet é de domínio público ou, em outras palavras, de graça. Mas na verdade, não é bem assim.

Piratear filmes, aplicativos e vários outros conteúdos já virou rotina na vida de muita gente. Dá até para dizer que a prática não é considerada um crime nos olhos da sociedade. Infelizmente, ninguém baixa uma música por torrent morrendo de medo de ir para a cadeia: é algo natural e socialmente aceito e incentivado. Mas não deveria ser assim.

O título é bastante explicativo: você deveria parar de consumir conteúdos pirateados. Parece uma decisão estranha, ou até inviável, mas nesse artigo explicarei um pouco sobre porque isso é necessário.

Ninguém acha que está prejudicando alguém ao baixar conteúdos supostamente "gratuitos". Muitas pessoas se acham incríveis e são muito elogiadas quando conseguem fazer as peripécias para burlar os sistemas.

Se você refletir um pouco sobre algumas questões do que é certo ou errado na vida, decidirá então que não irá mais fazer uso de conteúdo pirateados, é uma questão de ética e caráter.

Depois de algumas pesquisas vejo que existem basicamente 3 motivos que levam as pessoas a consumirem conteúdos de maneira ilegal. Vou mostrá-los e fazer um breve comentário sobre o porquê de cada um estar equivocado.

1) Desconhecem que é ilegal (o famoso: se está no Youtube, é de graça e legal);

Nem todos que usam a internet sabem utilizá-la com certa desenvoltura. Às vezes, mal sabem ligar um computador, o que dirá discernir entre conteúdo pirateado e material original. Enquadro nesse grupo pessoas que REALMENTE não sabem que aquele conteúdo que estão consumindo é ilegal. São pessoas mais leigas digitalmente, entendem que, se algo está na internet, pode ser usado. Elas acreditam que piratear seria ver algo pago e fazer algo para burlar aquele pagamento, mas, se estiver disposto em algum local acessível sem necessidade de pagamento, ela pode fazer uso. Certamente a crescente normatização e aceitação da pirataria corrobora para que esse entendimento seja difundido, até por que os próprios websites e plataformas procuram deixar obscuro que aquele conteúdo é ilegal, fazem sempre parecer que está tudo OK.

2) Não tem condições de comprar aquele produto (jogo, aplicativo, filme…) e por isso se vê na necessidade (ou até no direito) de baixar pirata;

Esse motivo é o que mais me indignou depois que comecei a refletir mais profundamente. Na internet, parece ser válido o entendimento de que: se eu não posso pagar por algo, mas desejo, posso "roubá-lo". Se você trocar filmes online por uma blusa, nessa análise, jamais faria sentido entrar na loja e pegar uma blusa sem pagar. Muito menos você pegar a blusa de alguém que foi lá e a roubou, alegando que, por não ter sido você o agente do crime primário, você não tem culpa. Em resumo, se você não pode pagar por aquilo, VOCÊ NÃO PODE TÊ-LO. Salvo necessidades que são garantidas pela constituição, elementos essenciais para a vida do ser humano, se você não pode pagar por algo, ou você trabalha, junta dinheiro, negocia, se junta com amigos ou qualquer coisa e então compra aquilo, ou você simplesmente não deve tê-lo.

3) Acreditam que ao baixarem conteúdos piratas estão contribuindo para a baixa de preços dos produtos originais.

Essa premissa até que me intrigou. Ela a princípio até que faz sentido, pois, se a demanda estiver baixa, os preços irão baixar para se adequar a seu preço de mercado. Opções mais caras acabam criando a oportunidade perfeita para um outro player chegar no mercado e arrebatar a clientela latente, o caso mais comum disso é o Uber e seus correlatos. Entretanto… Depois de algumas pesquisas descobri vários estudos que provam que a pirataria não colabora, nem tem efeito positivo para a diminuição dos preços dos produtos originais. Para não me prolongar aqui, não farei grandes justificativas, mas depois de uma rápida pesquisa na internet, você verá que todos os artigos e conteúdos são bem taxativos: pirataria não diminui o custo do produto.

Depois de fazer esse levantamento sobre o assunto, se você decidir que não irá mais piratear conteúdo, precisa então descobrir o que fazer para não deixar de acessar conteúdos que tanto gosta e precisa.

Se você é muito rico, isso não será um problema, é só sair assinando e comprando tudo que contenha os seus conteúdos e a vida estará OK. Mas as coisas não são bem assim para boa parte da população… Você precisa bolar algumas estratégias e realizar algumas mudanças de hábito para poder se adequar a esse novo formato de consumo de conteúdos online.

Sinalizo agora alguma dessas ideias e mudanças de hábito que te ajudarão nessa jornada!

1. Corte sua ligação com as fontes de pirataria!

Desinstale os softwares de streaming pirata, bem como os que você frequenta/baixa conteúdos. É a parte mais difícil pois você já está habituado com aquele APP ou com a rotina de abrir aquele website, e parar nunca é fácil, mas é nessa hora que você tem que ser duro e decisivo. É o primeiro passo: parar de errar.

2. Entenda onde estão disponíveis, de forma legal, os conteúdos que você consome

Você irá descobrir que na parte de músicas, tudo pode ser resolvido com a assinatura de alguma plataforma de streaming como Spotify ou Deezer. Para séries e filmes, a Netflix é a plataforma mais completa e ainda há opções como Amazon Prime e TelecinePlay. Se você gosta de Animes, acabará encontrando o Crunchyroll, que é o maior acervo aqui para o Brasil. E por aí você segue…

3. Você precisa começar a rachar com os amigos

Praticamente todas as plataformas podem ser acessadas simultaneamente ou em mais de uma tela, e seus amigos também fazem uso desses aplicativos. Você pode descobrir que uma prima usa o Crunchyroll, investir no plano família do Spotify ou encontrar um amigo disposto a rachar o Netflix. Basta ver a seu redor e começar a fazer esse tipo de compartilhamento que é bom para você e seu conhecido, que irá inclusive começar a pagar menos, sem mudar nada em seu serviço!

4. Abra um pouco a carteira

Você nem sempre vai conseguir alguém para rachar o valor daquele software, app ou plataforma, então você precisará escolher entre 2 coisas: pagar o valor ou, simplesmente, seguir sua vida sem aquilo (sim, você irá sobreviver).

5. Tenha paciência

Alguns conteúdos são disponibilizados nas plataformas que você vai aderir, mas às vezes temos tanta pressa, que decidimos baixar logo no dia após o lançamento. Você precisa aguardar os conteúdos serem liberados nas plataformas que você já assina, ou até mesmo aguardar para comprá-los de maneira avulsa, por DVD, por exemplo.

6. Abra mão de certas coisas ou procure um substituto

O mundo não vai acabar se você não usar mais certo software ou consumir certos conteúdos. Se isso for vital para sua sobrevivência, tenho certeza que você achará meios para acessá-lo ou adquiri-lo, caso contrário, você deixará aquilo de lado (será ruim no início) e verá que pode substituir aquilo por outra coisa similar e gratuita, ou até mesmo deixar de usá-lo.

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    Jorge Albuquerque

    Jorge Albuquerque

    Graduado em Administração pela Universidade Federal da paraíba (UFPB) e em constante busca do seu Flow! #Hardwork

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