Você perdido em Marte

Já pensou você acordar sozinho, ferido, em um planeta inabitável, com pouca água e comida, incomunicável e sem ter como voltar para a terra. E aí, O que você faria?

Bom, essa foi a experiência vivida pelo personagem Mark Watney interpretado pelo ator Matt Damon no filme de Ridley Scott, Perdido em Marte. Inclusive, o filme foi um dos ganhadores dos prêmios da 73ª edição do Globo de Ouro.

Bom, tive muitos insights ao assistir essa ficção/comédia sobre alguns temas e claro que eu vou compartilhar com vocês. Tirei as seguintes 5 lições:

1) Inteligência Emocional – Com tudo para fazer qualquer um entrar em desespero, pelo menos eu [=D rsrsrs], o personagem Mark Watney conseguiu lidar muito bem com as suas emoções. Ele não negou suas emoções primárias, o medo, a tristeza, raiva, alegria, pelo contrário aceitou-as, mas soube usá-las como forma de alcançar as melhores soluções para a sua situação tão crítica. Todas as emoções tem uma função importante em nossas vidas, principalmente no que diz respeito à nossa sobrevivência e também convívio pessoal. Precisamos reconhecer nossas emoções e aproveitá-las ao máximo. Em breve compartilho com vocês um texto bem legal sobre as emoções e como usá-las de uma maneira mais inteligente.

2) Bom Humor – Apesar dos infortúnios que Mark estava vivendo, ele não abriu mão da curtição. Não era lá um Oh, como estou feliz…[kkkkkk], mas era o que tinha para aquele momento. Ele até chega a comentar sobre as únicas opções de músicas que sua colega de trabalho havia deixado na cabine. Bom, de uma maneira similar, a gente sabe que a vida tem seus grandes momentos bons e ruins, não tem como selecionarmos e vivermos apenas com os bons e por isso vamos nos jogar para as infelicidades da vida? Que nada! Eu sei muito bem que o bom humor depende de fatores como personalidade, formação cultural, gravidade dos problemas, mas é importante exercitar o bom humor. Quanto menos bom humor, mais angustiado você ficará.

3) Criatividade – O personagem Mark alcançou o máximo de seu pensamento criativo para lidar com as adversidades de sua situação. E apenas ele e algumas pessoas são capazes disso? Não! Todos nós nascemos e continuamos criativos. A diferença entre algumas pessoas e outras é que umas exploram mais o pensamento criativo e outras, menos. Posso comentar rapidamente aqui sobre 3 princípios da criatividade que ajudaram o Watney a encontrar as saídas necessárias para os seus problemas e que também podem nos ajudar a resolvermos os nossos. O primeiro princípio é a Atenção. É preciso reconhecer a dificuldade e romper as barreiras da impossibilidade para percebermos as oportunidades, conexões solutivas. O segundo princípio é a Desapegar, isso mesmo! Distancie-se do pensamento convencional para não repetir comportamentos de antes. Desapegar é não se prender a uma mesma ideia, é pensar fora da caixa. Faça isso! E o último princípio é o Movimento, pois é, você precisa “andar”! É preciso explorar as conexões entre ideias e fazer isso vai exigir um esforço de sua parte. Se pensar cansa, colocar em prática os pensamentos cansa muito mais, pois exige disposição e aceitação da tentativa e erro. Uma dica final? Reaprenda a ser mais criativo com suas habilidades.

4) Valorização Intelectual – Como foi importante todo o aproveitamento dos estudos da formação de Mark para vislumbrar e executar as soluções. Muitas vezes ignoramos alguns ensinamentos, não percebendo a utilidade daquela aprendizagem para o momento atual, mas a verdade é que em algum momento a vida pode nos cobrar aquela aula da escola, faculdade, aquela conversa produtiva no treinamento, curso, na reunião de trabalho, aquele bate papo com os pais e amigos. Pois é! Valorize a aprendizagem e encontre saídas para as situações aparentemente impossíveis de sua vida.

5) Esperança consciente E agora vai o último insight. Mark acreditou no melhor, mas reconheceu suas limitações e ele sabia que a probabilidade de morrer era muito maior, mas isso não o derrubou. E não teve essa de culpar a equipe por tê-lo deixado em Marte. Ele confiava em sua equipe e se colocou no lugar dela, ou seja, agiu com empatia [Tá aí outra lição, Empatia ;)], compreendendo que não havia outra maneira a não ser seguir para a Terra sem ele, pois imaginavam que havia morrido. Mark fez o possível, dentro de suas condições, para sobreviver o máximo de tempo e ainda fazer contato com a NASA. Para isso ele fez bom uso de duas competências, o Planejamento e a Disciplina. Sem isso ele não iria viver tanto tempo. A comida precisou ser racionada, alguns sacrifícios e rotinas foram necessários. Nós precisamos cuidar muito bem dos nossos recursos, saber onde podemos investir mais ou menos para evitarmos sofrimentos desnecessários. Precisamos confiar em nossos parceiros positivos e parar de pensar que a culpa é sempre de alguém. Vale mesmo é focar na solução, no futuro e não remoer o passado melancolicamente. E pra fechar, é preciso reconhecer que a situação pode estar crítica, mas é fundamental fazer o melhor, sem viver intensivamente as expectativas negativas. Tenha esperança, mas consciente!

É isso aí pessoal! Espero que o que escrevi aqui faça sentido na sua vida! Até a próxima.

Publicado originalmente no site Duque Treinamentos

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