Você pensa como uma empresa?

Assim como nas empresas, a nossa vida requer um planejamento amplo, que contemple objetivos de curto, médio e longo prazo. Essa é a melhor estratégia para uma vida bem-sucedida

Se você analisar um modelo de gestão de empresa, por mais simples que seja, vai encontrar uma preocupação com os objetivos de curto prazo, como o faturamento e o resultado mês a mês. São impostos que devem ser pagos, taxas que precisam ser recolhidas, pagamentos de fornecedores, compras de matéria-prima e várias outras demandas.

Porém, o que as empresas também fazem - pelo menos as bem-sucedidas - são ações de curto prazo, pensadas e implementadas no presente, mas que renderão frutos a médio e longo prazo. Isso quer dizer que a empresa investe agora para colher lá na frente, em cinco, dez anos ou mais.

Se uma companhia não se precaver contra a depreciação dos equipamentos, por exemplo, em breve terá máquinas ultrapassadas, perderá produtividade e estará em risco diante do mercado. Se não se preocupar com o investimento no treinamento de pessoas, acabará com um quadro funcional frágil e ficará vulnerável. Se não estiver constantemente dedicada ao desenvolvimento de novos produtos, novos serviços e equipamentos para seu negócio, rapidamente ficará para trás.

Todas as empresas de sucesso fazem as duas coisas simultaneamente: preocupam-se com o final do mês, procurando estar com um fluxo de caixa positivo, e também priorizam investimentos de longo prazo em máquinas, equipamentos, novas tecnologias, aperfeiçoamento dos processos visando maior produtividade, treinamentos, compras e muito mais.

Mas qual a diferença básica entre a gestão das empresas e o nosso projeto de vida? Nenhuma. Ou melhor, deveria ser nenhuma. Afinal, estamos gerindo um empreendimento, nosso maior ativo, nossa vida.

Boas empresas fazem uma gestão de forma brilhante. No entanto, com a maioria das pessoas, é completamente diferente. Há uma visão extremamente míope, distorcida e com foco naquilo que é imediato. Passam o dia inteiro com o pensamento voltado para o curtíssimo prazo, sem quase se preocupar com o médio e longo prazo. A movimentação não é estratégica, mas puramente tática e, na maioria das vezes, defensiva, em reação aos acasos da vida.

Pensam nas contas do fim do mês, na fatura do cartão de crédito, na prestação da casa, do carro, nas despesas com a família, mas nem um pouco, ou quase nada, no longo prazo. Há pessoas que só conseguem pensar a longo prazo quando se trata das próximas férias e do décimo terceiro salário, para tapar todos os furos da má gestão do ano anterior. Nada mais.

A pergunta é: que tipo de investimento você está fazendo hoje para objetivos de médio e longo prazo na sua vida?

Eu sei que pensar a médio e, principalmente, longo prazo nos deixa desconfortáveis. A gente se acostumou a pensar nas emergências e a conviver ou sobreviver com elas. De fato, é difícil adotar uma postura diferente e criar o hábito do planejamento de vida. Mas, é necessário. E saiba que esta é uma característica desenvolvida pelas pessoas bem-sucedidas.

Então, reserve um momento e reflita sobre:

  • Quais são os seus sonhos?

  • O que você deseja conquistar na sua vida pessoal e profissional?

  • Que atitudes você pode tomar hoje para se aproximar do que deseja?

  • Que atitudes são de curto prazo? Aquelas imprescindíveis que você não pode deixar de tomar.

  • E quais ações são de médio e longo prazo, que você pode começar a implementar agora para chegar onde deseja mais adiante? Aquelas que renderão lá no futuro, mas que serão um diferencial na sua vida desde já.

O quanto antes você assumir o desafio de pensar a médio e longo prazo, e não somente a curto prazo, mais objetivos você alcançará e mais benefícios você trará para a sua vida.

Um forte abraço e sucesso!

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