Você não é nada disso

Mitos profissionais estão em busca de maior reconhecimento e realização em suas carreiras. Mas diariamente vivem no automático, e se deixam confundir com o cargo que ocupa, com o produto que vende, ou com a empresa que trabalha. Dessa forma, deixam de mostrar o que os fazem únicos em suas atividades, e se sentem cada dia mais perdidos, frustrados e desencorajados a seguir adiante

Se eu pudesse desejar ter aprendido alguma coisa mais cedo, seria o seguinte:

"Use filtro solar"
Brincadeirinha… rsrs (mas o filtro solar é sim importante!!!)

Voltando… Se eu pudesse desejar ter aprendido alguma coisa mais cedo, seria o seguinte:
"Você não é o seu cargo! Nem o seu produto! Nem sua empresa!"

E por que estou dizendo isso? Um problema recorrente entre os profissionais das mais diversas áreas é a sensação de que não vai dar conta, além da insegurança e indecisão em relação à qual caminho seguir, por onde realmente ir. Ou seja, estão perdidos, cansados, exaustos.
E uma das principais causas disso é que essas pessoas vivem no “automático”, acordam com o despertador e o corpo já está programado a fazer tudo igual todos os dias. Seja na forma de se relacionar com as pessoas, o caminho para ir para o trabalho, a seqüência com que faz suas atividades.

Alguns podem dizer que isso é adaptação à rotina. Mas quero te alertar que existem grandes diferenças entre adaptar-se à rotina, e viver no automático. No automático, não estamos atentos (ou presentes) para o que acontece no momento. Apenas reagimos ao que está acontecendo. Sem pensar muito, sem entender o que pode ser feito de melhor. Quando buscamos a adaptação, identificamos tudo o que temos ao nosso redor, e usamos isso da melhor forma possível (para o nosso melhor bem estar).
E o que isso tem a ver com o título do texto?
Quando vivemos no automático em nossa vida profissional, acabamos deixando de ser “o profissional” e nos tornamos o cargo, ou o representante da empresa. Com nome e sobrenome. Lembro de que quando criança, meu tio era o Paulo da Bayer. Como eu era pequena, não sabia o que isso significava, mas achei que Bayer era o outro sobrenome do meu tio, e ele preferia se apresentar com esse nome do que com o da nossa família.
Chega um determinado momento que a influência do cargo, empresa ou produto é tão intensa que você não sabe mais quem é você. E as exigências que caem sobre você também não representam mais o que esperam do SEU trabalho. O seu, que é único e te diferencia das demais pessoas.
Quero que você observe que um cargo tem suas atribuições. Independente de quem o ocupe, há atividades que revisam ser cumpridas por quem o ocupa. Mas o que torna os resultados daquele cargo único e exclusivos é justamente quem o ocupa. A pessoa, que tem suas habilidades e características únicas e exclusivas.
Então observe, seu cargo é único. Você é único também. E na união de 2 pontos únicos, temos um resultados que apenas você pode entregar.
Não queira ser apenas “fiel" à empresa, e deixe de ser fiel à sua própria natureza. O cargo outras pessoas podem ocupar. O que você entrega, só você pode entregar! Torne a sua combinação única!
Sempre! E principalmente nesse momento em que vivemos em que as empresas precisam ainda mais de criatividade, de inovação. Mas não inovam porque você se tornou um cargo. E o cargo, outros têm.
Então, quero que você esteja presente agora: Você não é o seu cargo. Nem o seu produto. Nem a sua empresa. Você, único e exclusivo, ocupa uma posição única e exclusiva. E essas duas exclusividades formam um conjunto único.
Seja único!
Então me diga: o que você, que é único, pode fazer por você hoje, para que as combinações que você participa se tornem mais únicas e exclusivas?
Que seus relacionamentos com seus clientes tornem-se apaixonantes?
Vamos fazer esse exercício?
Eu começo:
Quem sou eu?
Eu sou a Nicole, filha de Nivaldo e Angela, irmão do Moacyr, apaixonada por dança, gosto de ser espontânea, já assisti Mamma Mia umas 380 vezes e assistirei muitas vezes ainda. Sou romântica assumida. Sou “cor-de-rosa” mais assumida ainda. Acredito que as pessoas podem sim ser mais felizes, e que a felicidade é sim pra todos! Acredito no poder que as relações humanas têm, e que sozinha eu não chego nem na esquina! Sonho em ter livros publicados, com noite de autógrafos na Saraiva e tudo. Quero viajar o mundo e proporcionar isso para os meus filhos.
Por escolha, paixão e identificação, me dei o título de Coach, de Psicóloga, de Especialista em RH e em Dinâmica dos Grupos. Não foram as escolas que me forneceram os títulos. Fui eu! Eu quis, eu procurei, eu aceito.
Essa sou eu! Com a minha vida!
E você, quem é você?
Espero saber de você aqui embaixo.
Por uma vida sem títulos! Sem cargos! Sem separação!
Mantenha-se firme em direção ao seu objetivo, pois o SEU trabalho transforma pessoas e situações da maneira que ninguém mais sabe fazer.
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