Você me decepcionou, mas eu te perdoo

O fim do ano se aproxima e com ele as inevitáveis reflexões sobre a vida. Geralmente ficamos mais generosos e sensíveis. É a hora do perdão

O fim do ano se aproxima e com ele as inevitáveis reflexões sobre o que somos, o que faremos da vida e como administramos as emoções no ano que termina.

É uma época em que muitos têm sua espiritualidade elevada e o pensamento se volta para a harmonia das relações humanas. Ficamos mais generosos, afetivos e sensíveis. É a hora do perdão.

É muito pouco provável que passemos pela vida sem magoar ou ser magoado, sem prejudicar ou ser prejudicado. Intencionalmente ou não, estes verbos algum dia acabam sendo conjugados. E, neste caso, o substantivo "perdão" tem de ser chamado a compor o texto, sob pena da vida não completar sua sintaxe.

Como diz meu amigo Eugenio Mussak, "perdoar é o ato de libertar o outro da culpa, mas é mais que isso. Em sua função libertária, o perdão liberta quem o pratica. É um ato de grandeza de espírito, que representa, acima de tudo, uma doação".

Perdoar é digno, grande e belo. Pense nisso neste fim de ano. Quem você precisa perdoar? Como fará isso? Uma conversa franca, uma carta, um presente. Com espírito desarmado, lembrando sempre que o ser humano é imperfeito e que devemos viver a vida em toda sua plenitude.

Perdoe. Inclusive perdoe-se. E tenha um excelente 2016!

ExibirMinimizar
aci institute 15 anos compartilhando conhecimento