Você já encontrou seu propósito de vida?
Você já encontrou seu propósito de vida?

Você já encontrou seu propósito de vida?

Você anda em círculos? Vive sem bússola e direção? Ache um caminho que valha a pena percorrer para trilhar sua carreira sob princípios virtuosos e tipicamente enobrecidos

A liberdade é uma dádiva extraordinariamente motivadora. Através dela podemos criar ideias próprias, hábitos singulares e objetos particulares, transformando nossas existências em um núcleo universalmente único e poderosamente inigualável.

Não se engane, o livre-arbítrio permite que voemos para um reino peculiarmente nosso - onde temos poder para esculpir todas as coisas de acordo com os nossos desejos e volições. Usando letras diferentes, um ser humano realizado é aquele que aprendeu como escapar das regras estabelecidas, dando ao mundo ornatos ímpares por sua maneira independente de interpretar e imaginar os cenários instituídos (excentricidade). Em contrapartida, uma pessoa que vive sem rumo é facilmente levada por alegorias arquetípicas montadas por gurus centralizadores que querem fazer do planeta suas arenas pessoais tendo como sumos personagens aqueles que foram impedidos de desenvolverem suas consciências, tendo que se alimentar - obrigatoriamente - nas mãos tóxicas dessas mentes ditatoriais e fantasmagóricas que existem apenas para satisfazerem suas concupiscências endiabradamente planificadas e suas lascívias ardilosamente arquitetadas.

Então, é uma questão paradoxal: de um lado vislumbramos a luz dos guerreiros inteligentes que vivem para a criatividade e para pensarem por si mesmos (autenticidade), e do outro, as trevas insipientes dos paladinos da escuridão que transitam para a repetição e para terceirizarem suas opiniões (hipocrisia).

Sobre essas duas estradas, Diderot nos brinda com uma reflexão estupidamente perfeita e definitiva: “Em qualquer país em que o talento e a virtude não produzam progresso, o dinheiro será a divindade nacional.” Oh raios, que comunidade é essa: ninguém acredita na eternidade da alma, na importância de se entregar por uma causa, na singeleza angelical do caráter e na caridade feita sem barganhas ou manipulações. Tempestades permeiem meu juízo e me façam embaralhar telepaticamente as cartas do tabuleiro, pois essa é uma existência medíocre onde todos são escravos de um vale de círculos que nunca termina, tal qual um circuito de fórmula 1 onde os esforçados pilotos jamais contemplam a última bandeirada, percorrendo infinitas milhas a fio para nada encontrarem a não ser uma pia desmedida de desgostos, descontentamentos e decepções.

Acredite: você é responsável pela sabedoria do universo – cada gesto, movimento e posicionamento seu se reflete como o sol nas cabeças alheias, de sorte que as pessoas são influenciadas constantemente por tudo aquilo que suas mãos desenham. Por isso, seja um artista de figuras formosas - pintando as molduras com seriedade, hombridade e alteridade para que sua obra seja dotada de rochas finas e puramente clarificadas, fazendo seus pares se entorpecerem de bondade, leveza e total castidade. Lembre-se: você é um semeador e como tal precisa separar as melhores sementes para que o campo germine frutos primorosos, evitando que enxertos malignos surjam e matem as racionalizações proeminentes.

Em outras palavras, ser apenas “bem sucedido” não faz de ninguém um ente divinizado em nossa comunidade, porquanto essa posição gloriosa está disponível para criaturas retas ou corruptas, benignas ou astutas, afáveis ou estultas. À vista disso, homens de entendimentos verdadeiramente diferenciados vão muito além dessas conquistas pessoais (individuais), procurando trazer de volta inefáveis preciosidades que o mundo contemporâneo (dotado de tecnologias e avanços científicos) propositalmente se esqueceu.

Carreira e propósito: duas vertentes indivisíveis e interdependentes

Você deve alinhar sua carreira ao seu objetivo existencial, de modo que sua profissão reflita cotidianamente aquilo que seu coração verdadeiramente sente. Em outros termos, todas as suas ações devem convergir para a sua raiz vital, de forma que seus hábitos se transformem em genuínas movimentações tendo como pilar supremo valores e princípios arraigados em sua muralha interior.

Digo isso porque vejo que muitos indivíduos ficam melancólicos ao perceberem que não nasceram para desempenharem aquilo que desempenham regularmente, sofrendo por nadarem em um lago angustioso e piamente alienador. Normalmente, isso acontece porque caminham em uma ponte inversa: adentrando áreas que nada tem a ver com as suas crenças e convicções, contudo, essa lúgubre postura trará apenas infelicidades e insatisfações frequentes, visto que fará esse individuo ter uma vida confusa onde tudo será decidido de acordo com interesses momentâneos e não por meio dos resquícios de um caráter singularmente solidificado.

Precisamos compreender que para uma pessoa se destacar brilhantemente em suas atividades é necessário que ela ame profundamente sua profissão, pois somente isso a permitirá criar uma resistência rija contra as turbulências que certamente aparecerão. Na realidade, a escolha profissional de um indivíduo precisa acompanhar seus atributos naturais, de modo que tal entidade conecte seus dons originais as suas funções habituais. Quer inferir melhor? Permita-me clarificar os elementos: suponhamos que você tenha impulsos para lidar com números e queira investir pesado nesse núcleo. Logicamente, seu rendimento será esplêndido, porém ele não será perfeito se isso ferir de alguma forma suas construções morais.

A minha preocupação é com a sociedade que vem sendo criada a minha volta, onde muitos indivíduos trocam suas sagradas colunaspor qualquer vantagenzinha banal, como se esses inefáveis espigões não representassem nada em suas vidas. Ora, como um homem encontrará o caminho da justiça ostentando uma conduta mentirosa e sendo recorrentemente um ator que é enganado pela respectiva sombra? Como uma criatura achará a trilha da integridade agindo como uma entidade mascarada que ama a demagogia e a hipocrisia ilimitada, como uma espécie de reles tirano falsificador da própria existência?

Para se situar melhor no mapa, pense alusivamente no seguinte: você trabalha em uma grande empresa e é o gerente financeiro da mesma. Tudo corre maravilhosamente bem até que um dia uma proposta tentadora chega até a sua mesa e o faz “balançar”. No entanto, essa estupenda sedução (que aparentemente é irrecusável) o levará a romper imediatamente seu muro de valores, destruindo seu portfólio de raízes éticas para ultrapassar os limites da nobreza e recompensá-lo por essa alucinada e anárquica decisão. Não estou falando apenas de corrupção, mas de algo que manche sua insígnia pessoal e destrone o laço de sua consistência intelectual, solapando suas certezas intrínsecas e o fazendo barganhar tesouros absolutamente inegociáveispor conta do sonho incontrolável de querer ser um pouco mais “expressivo” no meio dos outros (vaidade e ostentação).

Por conseguinte, devemos aprender uma verdade inquestionavelmente pura e pouco defendida em nosso ninho social: o item mais valioso que um ser pensante possui é a sua essência, de forma que todas as outras coisas devem servi-la (e não o contrário). Invertendo as letras, a riqueza é servidora da índole, o status é o sumo garçom da honradez, o poder é submisso ímpar dos princípios e a supremacia é escrava ínfima da integridade. Se um indivíduo não compreender, aceitar e praticar essas maravilhosas constatações será impossível esperar que sua alma alcance paz e felicidade, haja vista que tal energia cósmica depende integralmente de permear o topo de todas as prioridades humanas - sendo soberana em todas as instâncias do painel espiritual para reinar exclusivamente e perpetuamente perante esses universos socialmente interligados.

Infelizmente, nessa comunidade inculta e apatetada em que vivemos a sabedoria foi virada ao avesso, transmudada em objeto de repulsa e total aversão por parte daqueles que perseguem questionários ultrajantes e tipicamente abjetos. É como costumo dizer aos meus amigos mais íntimos: o culto ao ego enfraqueceu o coração humano: o ser moderno é vastamente enganado por reflexos que ele mesmo criou, dado que passeia por um oásis fantasiosamente real que fora materializado por seus cristalizados e cauterizados olhos.

Vida profissional sincera: o símbolo supremo de um homem íntegro e ludicamente livre das amarras da ignorância

A coisa mais sublime que um ser humano pode praticar é a generosidade, uma vez que o egoísmo destrói as qualidades do cerne e transforma as pessoas em criaturas ingratas, avarentas, presunçosas, orgulhosas e perversas. O fato de apoiar o semelhante, praticando a caridade e agindo empaticamente permite que sejamos libertos das algemas da insipiência, fazendo nossas existências serem poços de luz pelas nobres escolhas que sabiamente executamos.

Como vimos ao longo do texto, um homem significativo é aquele que consegue fazer da sua profissão uma excelsa oportunidade de ajudar o próximo, de modo que suas atitudes se tornem um amontoado de ações positivas e assertivas em prol do bem estar alheio. Ora, e essa não foi coincidentemente a maior lição dada pelo Maravilhoso Conselheiro? Quando reunido em volta de seus discípulos, o nazareno manifestou enfaticamente a importância do amor para o desenvolvimento intelectual da consciência humana, demostrando que sem tal competência ninguém amadurece, haja vista que essa faculdade é a única capaz de separar criaturas visionárias de entidades apequenadas. Por conseguinte, a ordenança do Rei dos judeus foi que todos vivessem e morressem por essa formidável causa: criando hábitos abnegadores com o intuito de apoiarem a ajudarem carinhosamente aqueles que necessitassem de apoio e direção, não importando de onde eles viessem ou pelo que eram movidos.

Isso de maneira nenhuma quer dizer que você deve se tornar um monge que jejua quinze horas por dia e reza incessantemente nas outras nove, visto que é uma questão de transformação na postura (e não um martírio pessoal), de sorte que suas transitadas sejam praticadas de acordo com seus fluxos interiores, permitindo suas inclinações serem motivo de orgulho e aclamação por demonstrarem que suas convicções particulares são pesadas e poderosamente respeitadas por suas recorrentes escolhas.

Aliás, isso é ter caráter - fomentar uma conduta aprumada, adornada de ideias rijas a transparentes para a compaixão reinar soberanamente e destruir qualquer possibilidade de corrupção ou engodo que venha ferir a dignidade humana e suas esplêndidas/coruscantes ramificações. Destarte, todo indivíduo que crê genuinamente nessas esferas díspares precisa gozar de culturas intrínsecas cimentadas e alocadas em um pedestal irremovível, demonstrando que independentemente dos desdobramentos que ocorram malignamente a sua volta seu coração permanecerá perpetuamente intacto por ter sido erigido em um lugar santo e peculiarmente sábio.

Quem não assimilar isso terá uma vida vazia e se frustrará demasiadamente no fim do percurso: olhando para trás e identificando uma cortina superficial de construções sem tangibilidade e filigrana. Não se engane: é absolutamente impossível separar a trilha profissional da pessoal, tendo em conta que você é um ente inseparável e, portanto, não pode ostentar duas personalidades.

Isto posto, dinheiro, reconhecimento, visibilidade, condecorações e status não são mais importantes que uma integridade graciosa, dado que possuir uma consciência limpa permite que anjos acampem ao nosso redor e nos abençoe por duradouras eras. Porque pense comigo: de que adiantam os píncaros e as estátuas de bronze se elas não forem capazes de produzir paz no coração e doçura no espírito? Ou ousaríamos ser os pífios masoquistas do espírito que nos fora concedido, deleitando glórias momentâneas e insígnias passageiras que somente servem para incitar uma falsa ilusão aos nossos angustiados e absintados âmagos? Então, é uma materialização definitiva - o segredo é educar minuciosamente o coração: ele é o sumo general da nossa mente e necessita ser virtuoso e responsável para que saiba valorizar a sinceridade, a humildade, a misericórdia, a equidade, a pureza, a ingenuidade, a candura, a simplicidade e a credulidade, permitindo suas linhas serem recheadas de folhas formosamente singelas e pacificadoras.

Destarte, uma carreira bem sucedida não é a que estampa sua cara num jornal, nem a que faz o país inteiro saber que você existe e tampouco a que lhe permite ajuntar joias raras de preço ilimitado e inestimado, mas sim a que pode torna-lo originalmente realizado, saindo bravamente do campo da demagogia para os quadros fidedignos de onde brotam ramos de justiça, equilíbrio e sabedoria, aptos a conceber um terreno de maravilhas e jubilações para o fomento de felicidades concretas e vastamente sintetizadas.

Portanto, que possamos agir com inteligência e sensatez para ceifarmos estrelas reluzentes e apalparmos cenários expoentes, evitando sermos engolidos pelo espírito negro da mediocridade que tanto abraça os nossos idiotizados semelhantes. Através desse intrépido e tenaz discernimento, poderemos ser mais lúcidos em nossas escolhas, ultrapassando os obstáculos plantados para alcançarmos nossas estimadas e elevadas realizações com mais facilidade e agradabilidade.

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