Você já aprendeu a cumprir sua palavra?
Você já aprendeu a cumprir sua palavra?

Você já aprendeu a cumprir sua palavra?

Grandes homens não hesitam diante de uma afirmação feita no passado. Eles honram seus compromissos com maestria e exatidão, realizando tudo aquilo que verbalmente prometeram para que seus terrenos sejam dotados de esferas concretas e tipicamente honradas

Quando pequenino, eu tinha um boneco do Ikki: famoso personagem do anime japonês “Os Cavaleiros do Zodíaco”. Certamente, ele foi o melhor presente que ganhei em toda a minha infância, pois eu era, sou e sempre serei um admirador da sua extraordinária e inigualável história.

Contarei um pouco da fábula desse bravo guerreiro para descortinar algumas preciosidades presentes nesse núcleo: de temperamento explosivo e dinâmico, ele era um órfão e juntamente com seu irmão Shun foi escolhido para fazer parte de um seleto grupo de crianças que seriam enviadas para as variadas partes do globo com o intuito de treinarem para se tornarem poderosos cavaleiros de Atena.

No sorteio dos potes onde seriam decididos os destinos geográficos de cada um, Shun acaba levando azar e apanha logo o pior terreno para crescer e se desenvolver: A Ilha da Rainha da Morte. O lugar, cheio das maiores malignidades pensáveis e não pensáveis caiu desgraçadamente nas mãos daquele que ostentava a alma mais serena e meiga de todo o orfanato, comparável meticulosamente a uma flor pura, delicada e briosamente frágil.

Vendo que o irmão não suportaria tamanha violência e coerção, Ikki decide (por empatia) trocar de direção e enfrentar o mal no lugar do seu amado e adorado mano. Prometendo voltar desse inferno com vida, ele parte com as lágrimas indizíveis daquele que preferia ter morrido a ver seu germano rumar para um ambiente tão colossalmente terrível e tão titanicamente mortífero.

Com o passar dos anos, tudo corre conforme o planejado e o tenaz soldado de punhos flamejantes volta com a ave fênix cravada homericamente em seu peito, disferindo golpes formidavelmente aterrorizadores e cumprindo a lépida promessa de que voltaria para arrasar seus algozes e se vingar de todos aqueles que o fizeram propositalmente sofrer.

Dono de um espírito agressivo, impiedoso, cruel e insensível, ele se tornara implacável e decidira destruir tudo que aparecesse em seu caminho, como um tanque desgovernado que existia apenas para causar o caos e a vasta demolição. Através dessa essência naturalmente agitada, o lutador de olhos afogueados e braços esbraseados acabou por se afogar displicentemente na lama sórdida de seus próprios pensamentos, demorando demasiadamente para despertar desse sono tétrico e alienador para voltar a ser tão somente aquele garoto que existia para proteger seu irmãozinho inseguro e tímido: blindando-o fortemente das perniciosas ameaças desse violento e perigoso reino. Em outras palavras, o maravilhoso Ikki havia se esquecido completamente da causa máxima de sua vida, agindo de forma insensata e arrogante contra aqueles que queriam apenas o seu bem estar e a sua mor satisfação. Obviamente, isso ocorreu muito por conta da energia diabólica que o cercou por longos dias na macabra Ilha em que seu treinamento foi realizado, porquanto a atmosfera causou-lhe uma inefável e memorável escuridão que se imortalizara trevosamente em sua castigada mente, o fazendo ficar confuso sobre sua identidade, seu propósito existencial e, prioritariamente, sobre quem merecia ou não, receber sua poderosa e justíssima vindita.

Infelizmente, após ter passado por tantos pesadelos lastimáveis sua aura foi tremendamente despedaçada e adornada de um profundo, inestimável e incurável ódio. Contudo, como Deus é magnificamente justo com todos os seus filhos - sem exceção -, Ikki foi agraciado com um entranhável amor que rompeu integralmente a malignidade que manchava sua revoltada e endiabrada alma. Foi mais ou menos assim: quando ele identificou a sinceridade no coração de seus velhos amigos e nos olhos imaculados de seu irmão mais novo, a chama que estava apagada em seu coração rapidamente se acendeu e ele passou a restaurar gradativamente os resquícios perdidos de sua original amabilidade: bondade, misericórdia, equidade, fraternidade, afabilidade e simpatia.

Poucas luas depois, ele havia reconquistado a confiança de todos a sua volta e semelhantemente a mitológica ave que renasce fortemente das cinzas iniciou prazerosamente uma nova vida: usando sua força para a justiça e para as jubilosas esferas da esperança, se tornando um excelso cavaleiro de Atena para proteger a terra das ameaças pestilentas do mal e para incitar a paz para todos aqueles que buscavam a felicidade e a perfeita completude de espírito.

A virtude grandiosa de honorificar uma promessa

Como conseguimos notar na lendária crônica criada pelo genial japonês Masami Kurumada, um homem pode perfeitamente regenerar sua consciência, porém para que isso possa acontecer, ele deve ater-se as suas escolhas: cumprindo seus pactos sem deixar suas palavras serem meros grãos de mostarda, objetivando submeter-se as suas juras e promissões inteiramente com o intuito máximo de fazer de suas propagações verdadeiras rochas fidedignamente reais.

É complexo aceitar o que vejo constantemente em minha comunidade: homens desrespeitando suas esposas e trocando suas alianças eternas por uma passageira noite num motel, rapazes barganhando suas amizades por pífias moedas de prata e bronze, gente que existe para prosperar usando ideias astutas e manipuladoras: sonhando sordidamente com riquezas torpes que servem apenas para engrandecer suas tóxicas vaidades, seres que não têm o mínimo de respeito pelo princípio vital do outro, difundindo bobagens e tripúdios que não passam de ínfimos “excrementos maquiavelicamente programados”, criaturas que odeiam a cultura e a erudição – coabitando perpetuamente com a ignorância de olhos fechados por amarem profundamente os engodos ominosos e as catarses malucas, mulheres que fazem de tudo para lapidarem seus corpos, mas que não movem uma palha sequer para otimizarem seus corações, pessoas que não possuem sensibilidade alguma pelos problemas alheios, fechando seus olhos e tapando seus ouvidos quando gritos veementes são lançados desesperadamente frente as suas solitárias moradas, personagens que não discernem entre o bem e o mal e fazem da mentira e da sinceridade apenas abjetas opções triviais, entidades que não se permitem serem potencializadas por estupidamente pensarem que já sabem tudo - e que de nada mais precisam -, meninos que andam em círculos e ostentam uma ilusão fantasiosa de que encontrarão o fim do labirinto por meio de suas forças pessoais (sem procurarem boas referências para se inspirarem), enfim essa ultrajante e perniciosa alienação em massa que me deixa impedido de me orgulhar do ser humano atual, me influenciando não a ter ódio dos meus semelhantes, mas sim desse peçonhento espírito fétido que neles habita.

Aqui farei uma pausa sensata para usar as palavras iluminadas do magnífico filósofo Jean Paul Sartre: “Por mim, creio que estamos mortos há muito tempo: morremos no exato momento em que deixamos de ser úteis.” Esse é o entendimento que devemos ter frente a um universo inculto e desafeiçoado como o nosso. A honestidade, a caridade, a unidade, a justiça, a alegria e o amor são armas infalíveis que impulsionam energias intensas capazes de enfraquecer essas negatividades presentes em nosso meio, as desvitalizando mediante o encontro com uma luminescência abastadamente superior.

Sob uma ótica antagônica, quando nossas ações assertivas são manifestadas passamos a brilhar e a atrair olhares. Certamente, muitos indivíduos sentirão nossa luz e passarão a seguir instintivamente esses propósitos, procurando acreditar nessas potencialidades que farão desse tabuleiro caído uma pintura criativamente esperançosa.

Isso é pensar grande, essa é a trajetória de um homem formoso. Até porque quem pode chegar a algum lugar sem caráter e idoneidade? Sem ser proeminente e integro? Sem ser dono de boa reputação e larga respeitabilidade? Indubitavelmente ninguém, nem mesmo os anjos.

À vista disso, que possamos absorver tais insights, mudando os fragmentos do mapa para regenerá-lo na sua totalidade. É como ensinou belamente o apóstolo Paulo (da Bíblia): “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que proveis qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”

Os perigos de querer “levar vantagem” sem estabelecer critérios sensatos e inteligentes

Sardônia, topázio, diamante, turquesa, ônix, jaspe, safira, carbúnculo, esmeralda e ouro. Essas eram as preciosidades que cobriam o corpo do querubim Lúcifer, que era extremamente sábio e conhecedor dos segredos dos segredos, porém lhe faltava algo que não ousarei tentar identificar, porque pense comigo: como um ser rodeado de absolutas perfeições pôde se transformar em uma entidade tão raivosa e incontrolavelmente destruidora?

Sem aquela que talvez seja a resposta mais procurada por todas as criaturas que não possuem a sublime consciência divina, usarei o famigerado evento luciferiano para demostrar a diferença entre um homem com objetivos claros e sólidos para um de divagações e dúvidas eternas.

Gosto de uma reflexão estarrecedora do escritor americano Ernest Hemingway: “O segredo da sabedoria, do poder e do conhecimento é a humildade.” Analisando as sagazes letras do referido pensador, compreendo a incompatibilidade do sucesso subsistir sem a existência da modéstia, de sorte que um indivíduo significativo é aquele que conhece a elegância de ser grande sem precisar demonstrar tamanha expressividade, experimentando uma conduta de simplicidade piamente singularizada para transitar com pés pesados sem derrubar os objetos pequeninos envoltos ao painel existencial.

Falando em humildade, ela é a mola máster do caráter e de nada adiantam todas as outras habilidades se ela não estiver presente. No céu, com todas as joias a sua disposição e tendo um infinito bosque para explorar, o anjo de inexprimível beleza e encantadora resplandescência resolveu devorar o ingrediente mais limitado, vulgar e tonto que estava a sua volta: o mal. Após ingerir essa venenosa substância, seu organismo teve um colapso mortífero que causou um efeito inenarrável na mente do anarquista que não quis aceitar o óbvio, isto é, de que o bem é o pedestal final. Em outros termos, o apogeu dos píncaros sempre foi e sempre será o amor, visto que inexiste algo que possa sobrepuja-lo, mesmo entre seres absolutamente absolutos.

Na nossa elevada trilha, as coisas são análogas: necessitamos de interpretarmos com mais tenacidade e prudência as variáveis que nos cercam: trocando a complexidade pela espontaneidade, a lucratividade pela caridade, o poder pela empatia e o engano pela legitimidade, materializando uma busca por insígnias concretas e fundamentalmente nobres, pois plantamos exatamente aquilo que colhemos e se as sementes forem produtivas e benevolentes, com certeza brotarão longas árvores imponentes e santificadoras que nos renderão frutos doces e refinados, enchendo todas as cestas humanas para que todos tenham a sempar oportunidade de degustarem iguarias formidavelmente purificadoras.

Seguramente, é hora de dar um basta na hipocrisia, na falsidade, na insipiência, na soberba e na cobiça, combatendo essas futilidades com exemplos retos de conduta, acreditando insanamente na bondade para que essas torres se esparramem pelos vales sombrios da execração, perecendo duradouramente no nocivo lodo de suas peculiares subdivisões.

A importância da palavra nos cargos de liderança

Um líder conquista seu espaço quando é mortalmente leal a sua equipe, porquanto o grupo confia respeito e confiança somente para aqueles que provam (na pratica) que são merecedores de tais vantagens. Ora, quem dará ouvidos para um comandante que exige do grupo uma coisa e no dia a dia faz outra? Quem acatará ordens de um general que quebra princípios morais por conta de favorecimentos específicos, trocando o OBJETIVO pela AGRADABILIDADE? Quem será capaz de seguir um sujeito que possui um comportamento perto das pessoas e outro completamente diferente longe delas?

Então, tudo é uma questão de coerência, onde o líder precisa provar sua integridade o tempo todo para que o plantel possa meritocraticamente estimá-lo. Logicamente, cabe também a este mentor exigir que seus liderados tenham a mesma sagacidade, delegando responsabilidades e autoridades para que todos se embriaguem desse venerável espírito, destruindo implacavelmente as manipulações e heresias que possam vir a surgir.

Em uma empresa indisciplinada e desorganizada todos acabam rompendo as regras e amassando as crenças levantadas, transformando a organização em um amontoado de interrogações que faz com que as pessoas se percam, perecendo pifiamente diante de um labirinto que elas mesmas criaram. Foi pensando nisso que Peter Drucker externou: “As únicas coisas que evoluem por vontade própria em uma organização são a desordem, o atrito e o mau desempenho.”

Na verdade, uma boa liderança se resume em boas maneiras, onde o líder exerce altruísmo, respeito e devoção pelos integrantes do seu arraial, gerando uma lúdica esfera de apoio para entusiasmar e motivar vastamente seus parceiros por meio dessas enobrecidas ações servidoras. Decerto, esses sublimes hábitos só poderão ser instituídos por uma criatura de forte caráter e posição, visto que exigirá além de um enorme esforço, uma pitada considerável de domínio próprio e influência positiva - que poucos gestores conseguem exercer -.

Em contrapartida, em uma instituição coercitiva (onde ventríloquos mascarados comandam), os colaboradores se sentirão:

  • Tristes: sabendo que vivem engolindo mentiras e manipulações;
  • Infelizes: recebendo influências torpes e atitudes embasbacadas;
  • Revoltados: conhecendo um futuro negativo que não passará da mediocridade já vislumbrada e angustiada no presente;
  • Rejeitados: concebendo o fato aterrorizador de que poderão ser substituídos a qualquer momento e por qualquer motivo (por serem banais peças de reposição);
  • Isolados: compreendendo que não podem contar com nenhum apoio, uma vez que precisam encontrar suas respostas solitariamente;
  • Atormentados: entendendo que devem ser diminuídos e rebaixados perpetuamente por terem nascido com esse estigma de escravidão e culpa eterna, onde se remordem instintivamente até sugarem suas vitalidades mais básicas de confiança e estima.

Então, um bom gestor é um ente que consegue dar segurança e tranquilidade para os seus discípulos, permitindo que eles encontrem estabilidade, passividade e responsabilidade, evitando que essas mumunhas derrotistas os intoxiquem.

Agindo dessa forma, o líder ultrapassará o terreiro apequenado do seu cargo e passará a ser uma referência para a comunidade em questão, materializando novas forças para que seus companheiros possam se realizar e conquistar seus alvos prioritários. Quando isso acontecer, tenha certeza de uma coisa: o sucesso nunca mais se afastará de tal criatura, permitindo a mesma ultrapassar o sol e rasgar poderosamente as estrelas.

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