Você é um líder Bioético?

Você provavelmente já participou do alguma palestra sobre liderança em sua vida, já teve diversos líderes e buscou aprender com cada um deles, possivelmente obtém bons resultados na gestão de sua equipe, mas fica uma pergunta. Você é um líder Bioético?

Antes mesmo deste artigo se formar nas teclas do meu notebook surrado da Sansung eu já estou apanhando de todos os lados, líderes podem questionar sobre o que é ser bioético, bioeticistas ficam malucos quando trago a temática para fora do mundo da saúde e trato de bioética no campo empresarial, empresários podem até pensar sobre o porque ser ético... Mas vamos conversar um pouco sobre o assunto.

Eu sei que os resultados são a fonte de sobrevivencia das empresas, dos líderes e de toda equipe, e que bons líderes são disputados a tapa pelo mercado pois eles de uma maneira ou de outra conseguem entregar os resultados propostos. Mas são os líderes que entregam estes resultados, ou a equipe que seguindo um direcionamento se desdobra e bate as metas?

A necessidade de se debater o caráter bioético do líder parte da carência que possuímos em estudos que valorizem as condições intrínsecas aos trabalhadores e que por vez, buscam e realizam os resultados. Essa equipe é afetada diretamente por decisões e condições propostas por seus líderes e nem sempre existe uma devolutiva sobre o modo como são realizados e quais os impactos dessa delegação de tarefas, poderes e responsabilidades. Sendo assim, ocasiões que ocorrem no interior das empresas refletem positiva ou negativamente na vida pessoal dos colaboradores, que no memso instante retorna e reflete diretamente na vida profissional, impactando de maneira efetiva a carreira de talentos em potencial.

Ao resgatarmos aqui os princípios da bioética: justiça, beneficência, não-maleficência e autonomia, percebemos que estes são princípios diretamente ligados à questão da liderança e que podem ser atendidos ou não pelos líderes frente a sua equipe.

Talvez você não tenha parado para pensar sobre o caráter de justiça no seu ambiente profissional e nem em como isto impacta sua equipe, mas você líder, tem sido justo nas suas tomadas de decisões e atitudes frente à sua equipe? Ou você entende que ser justo é apenas cumprir com suas promessas, isto também faz parte, mas não somente. Acredite, existe ou já existiu injustiça no trato com sua equipe, mesmo que muitas vezes você mesmo nçao saiba que ela ocorra.

Beneficência não é filantropia, estamos falando de fazer bem às outras pessoas, aos seus subordinados, você é um líder que faz bem? Sua equipe confia em você, sente que você está disposto a agregar, a conduzir a todos para um crescimento pessoal, profissional e como equipe? Ou você não faz bem à sua equipe, seus subordinados possuem medo ao invés de respeito e muitas vezes desejam durante o expediente de trabalho deixar aquele serviço pois não aguentam mais o modo como são geridos. Neste mesmo parágrafo já podemos falar sobre a não-maleficência, pois de certo modo, não basta fazer bem aos seus comandados, mas também é necessário não fazer mal. Você já ouvir alguém falar em algum lugar distante que situações ocorridas no ambiente de trabalho afetaram diretamente a vida pessoal de famílias? E como estas vidas afetadas retornam ao ambiente profissional? Eu sei que isto nunca ocorreu com você, certo?

Eu tenho certeza que você já está cansado de ouvir falar do famoso empowerment, afinal, precisamos delegar tarefas e poderes, precisamos empoderar nossa equipe e cobrar resultados, e analisar e pahhh, estamos falando de um dos princípios da bioética, a autonomia. A questão que fica é, até onde vai a autonomia de sua equipe, e fazendo valer a autonomia, onde estes mesmos são valorizados pelos resultados que entregam? Não importa em que situação, por mais centralizador que você seja enquanto líder, na hora de realizar a atividade, seu colaborador é o dono da função, ele tem autonomia total na hora de empregar seus talentos. Não adianta você resmungar, é ele quem faz, então você precisa encarar esta realidade e obter frutos positivos da autonomia que ele já possui, hora lhe atribuindo mais autonomia, hora fazendo com que ele perceba o quão autonomo é, e por isto será cobrado e valorizado.

Somos seres viventes em sociedade, e o amibiente profissional nada mais é que uma pequena sociedade na qual tambpem estamos inseridos, ser ético, ou como preferi contextualizar, bioéticos não é uma escolha, mas uma imposição desta sociedade que de tempos em tempos atua através da seleção natural e escolhe seus sobreviventes.

Diego Pereira Lima - Administrador, professor e bioeticista

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