Você e a autoestima

Muitas pessoas passam bastante tempo ouvindo ou dizendo que tem problemas com a autoestima, mas você sabe o que é isso?

Muitas pessoas dizem que têm “problemas” em relação a auto estima, mas você sabe o que é isso?

A autoestima é quase a mesma coisa que a autoconfiança. É um sentir-se competente para que enfrente os desafios que a vida lhe apresenta. Autoconfiança engloba, inclusive, a expressão de forma adequada tanto suas necessidades, quanto os desejos que possui. É não falar sim, quando se quer dizer não. É não falar “não” quando se quer dizer “sim”. Poderíamos ficar aqui por milhares de palavras para defini-la, mas em outras palavras, a auto estima depende diretamente do amor próprio. É o amar a si, de tal forma, que possa ser gerada uma felicidade interna, sem depender de ações externas ou de outras pessoas e coisas. É saber em si, e por fim, que há o direito e o merecimento da felicidade.

De outro lado, existe o contrário da autoestima, ou da autoconfiança. É aí que o perigo mora. A falta de autoestima pode gerar diversos problemas à sua saúde mental, e consequentemente também para a física. É a partir da falta de confiança em si, que os problemas tais como ansiedades, medos e também depressão passam a aparecer.

Mas não se preocupe. De certa forma, ter problemas de auto estima, são derivativos do ambiente social, que impõe uma série de regras de beleza, inteligência, comportamentos, etc., que por motivos óbvios, grande parte das pessoas não conseguem acompanhar. Mas há aqui, uma visão distorcida de fatos que levam uma pessoa a não se amar. Uma delas é a grande confusão que todos têm entre se amar e ser egoísta, e aquela parte de você que se chama “moral”, acaba não permitindo o amor próprio por conta do que os outros pensarão disso.

Veja, não estou dizendo que todo problema com a autoestima é provindo daí. Existem muitos fatores que podem levar a este problema que desencadeia tantos outros, mas o ambiente social contribui e muito para que se tenha alterações no amor.

Pense no seguinte: quem ama a si, gera um sentimento de respeito próprio, respeito por seus gostos e seus comportamentos. Quem ama a si, traz consigo no coração aquilo que julga correto, honesto e bom. Quem ama a si, dificilmente prejudicará outras pessoas, até porque, quem se ama, conhece bem os limites de onde pode chegar. Quem se ama, não precisa embasar-se na opinião alheia, muito menos importar-se com ela. Mas, se outros precisam de ajuda, a pessoa que tem boa auto estima, não medirá esforços para ajuda-los, lembrando que o faz também por amor, e não por recompensa.

Quer identificar pessoas que tem uma imagem ruim de si mesmos, ou seja, tem problemas em confiar em si? Seguem abaixo algumas características de quem possuem a conhecida “baixa estima”:

Aqueles que tem tendência a serem perfeccionistas e controladoras, são conhecidas também por serem pessoas centralizadoras de comportamentos e ações, o que gera um estresse agudo desnecessário tanto nos outros, quanto em si.

Pessoas que passam a culpar outros pelos problemas que possuem. É a auto vitimização e quase sempre tem um comportamento raivoso como resposta, e quase sempre, este comportamento está sendo dirigido de maneira errada e também para a pessoa errada.

Pessoas que temem correr quaisquer riscos que apareçam.

Dificuldade em olhar “olhos nos olhos” por muito tempo.

Muitas também têm dificuldade de concentração, focar-se nas coisas que tem que fazer por muito tempo, são geradores constantes de problemas e tendem a cometer erros e acidentes, principalmente no trânsito.

Pessoas com problemas de estima tendem a serem extremamente negativas, olhando o mundo de um jeito onde tudo pode dar errado (enquanto poderia estar olhando a outra metade que pode dar certo). Seu foco, neste caso, é o que gera o “emperramento da engrenagem” pessoal.

Em relacionamentos costumam ter problemas, pois o foco deste também é uma “união” por motivos errados. Já dizia Fernando Pessoa: Enquanto não atravessarmosa dor de nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades. Para viver a dois, antes, é necessário ser um.

Tendem a abusar de drogas, bem como de cigarros e bebidas alcóolicas.

Não raramente estão bem acima de seu peso ideal.

Estão sempre preocupados com as críticas e os comentários que qualquer um (inclusive fora do seu meio social) possam fazer a seu respeito.

Precisam constantemente de “feedbacks” para ter certeza que seu trabalho está bom e também buscam constantemente a aprovação dos outros.

Resumidamente, a baixa auto estima mostra com clareza uma pessoa que não fala o que deve falar, ou aja do jeito que deva agir, ou seja, não expressa o que sente. E como nossa psique é fantástica, esses comportamentos fazem com que a pessoa minta para si.

Um exemplo claro de uma auto estima baixa é não demonstrar a tristeza, por exemplo, para amigos ou para colegas de trabalho, pois a imagem que você construiu é de uma fortaleza. É aí que a pessoa passa a mentir para si, pois não se permite ser um humano normal, que tem dias bons e dias ruins, momentos felizes e também tristes. É aqui que vemos que as pessoas nesse estado não se permitem vivenciar seus próprios sentimentos, e por consequência, deixando o amor próprio de lado.

E, como bem sabemos, uma coisa sempre leva à outra. Quando deixamos de ter amor próprio, quando deixamos de mostrar o que sentimos, passamos a evitar outras pessoas, colocando-se em um casulo de proteção, e acabando sem colegas e amigos.

Muitas vezes, quando não há jeito de se evitar o contato (como por exemplo no âmbito profissional), a pessoa pode gerar compulsão por comida, engordando e criando camadas de gordura física para TENTAR proteger o psicológico. Isso é auto sabotagem.

Outros fatores que podem levar a uma baixa auto estima é crescer em um ambiente com amor e afeto escassos, onde não se podia colocar com clareza todas as emoções, ou, por opção própria, não expressá-los com medo de brigas, ou evitando para que não magoasse alguém.

De qualquer forma, independentemente do motivo que você esconda seus sentimentos e emoções, fazê-lo gera em qualquer âmbito, a diminuição do amor próprio.

Mas não existe um destino concreto de sofrimento por esse tipo de escolha inconsciente. Há sim como resgatar o “eu” de forma positiva, mas isso depende da escolha de cada um.

No fim, para que se pare de sofrer, é necessário mudar. Em momento algum de sua vida pense que é tarde para que isso ocorra. Comece a mudança, não pelos outros, mas por você mesmo. Ninguém fará a construção do amor próprio por você, mas profissionalmente podem lhe ajudar, então, se sentir muita dificuldade, busque a ajuda de um bom psicólogo.

Quanto mais sincero e verdadeiro você for consigo, melhor será seu desenvolvimento e sua retomada da auto estima.

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