Você age como o protagonista da sua carreira?

Não nos surpreende que as pessoas que valorizam o protagonismo sejam mais propícias a liderar e enriquecer.

O protagonismo é um valor das pessoas que se posicionam de maneira ativa diante da vida, pensando de forma independente ao conformismo alheio. É entender que as situações são frutos dos homens, no lugar de acreditar que os homens são apenas frutos das circunstâncias. É claro que o ambiente externo lhe influencia, mas não é responsável por você. Você é o responsável por si próprio. Portanto, se você não está satisfeito com os resultados colhidos na sua carreira e na sua vida, tem todo o poder de mudá-los a partir de agora.

O psicólogo Julian B. Rotter, em 1966, criou o termo lócus de controle. Ele mostra como as pessoas encaram os sucessos e os fracassos da vida. A externalidade ou internalidade do lócus está associada à cultura social e familiar, mas, principalmente, à mentalidade do indivíduo. As pessoas com controle externo tendem a associar os acontecimentos aos fatores externos como “vontade de Deus”, sorte e azar, ou “o país não muda porque o governo não muda”. São pessoas que, ao invés de focarem nas próprias ações e nos resultados delas, buscam fatores externos para justificar os fatos. Aqueles que adotam o lócus interno associam os acontecimentos da vida aos fatores internos, como: esforço, mérito e competência.

O indivíduo que não se responsabiliza pela própria vida é vítima das circunstâncias, refém dos fatores externos. A vítima culpa o governo pela situação econômica da própria empresa. Responsabiliza a família e os pais pelo próprio nível de escolaridade e aponta o chefe como responsável pela carreira que possui. O protagonista atribui a si próprio as situações de fracasso e de sucesso. As vítimas gastam bastante tempo procurando os predadores do governo e das empresas para culpa-los por todos os problemas do mundo. Esquecem que no mundo só existem predadores porque existem vítimas.

Curiosamente, os estudos de Rotter mostraram que muitos diabéticos têm predominância de lócus de controle externo. Alguns cientistas acreditam que as pessoas com esse posicionamento tenham maior propensão para adiar cirurgias corretivas e quando participam de programas de controle de peso, são as de menor sucesso. Não nos surpreende que as pessoas com lócus de controle interno sejam mais propícias a liderar e enriquecer. Se algo está errado ou as incomoda, elas pensam em como podem agir para melhorar essa situação. Algumas atitudes são essenciais para fortalecer o seu protagonismo.

1. Buscar conhecimento prático. Conhecimento técnico e acadêmicos são básicos e fundamentais, mas não lhe diferenciam. Para você ser mais interessante, precisa saber sobre as empresas, culturas de outros países, mercados, artes, além de ser extremamente competente na sua profissão. Conhecimentos de Finanças Pessoais, Gestão do Tempo, Marketing e Vendas são necessários para todas as pessoas e profissões. Todos eles vão aumentar a sua produtividade e qualidade de vida, além de lhe gerar mais oportunidade de trabalho e negócios.

2. Qualificar os seus relacionamentos. Se você se relaciona apenas com pessoas de mentalidade pequena e covarde, esses relacionamentos exercerão influência negativa sobre você. Se elas forem positivas, corajosas e solidárias, as virtudes dessas pessoas servirão de inspiração. Flávio Augusto, um grande empreendedor brasileiro, recomendou: escolha bem os seus amigos, com quem você vai casar e com quem você vai trabalhar. Escolher bem as pessoas que trabalham com você, muitas vezes, é mais importante que escolher a sua própria profissão. Numa corrida no parque, assim como num trabalho voluntário, você também consegue conhecer pessoas boas para ajudar e ser ajudado, desde que você esteja pronto para isso.

3. Assumir a responsabilidade pelo sucesso e fracasso. Não importa quem é o culpado da situação. Em todas as hipóteses, você deve assumir a responsabilidade e refletir sobre as experiências. Isso vai gerar aprendizados e mudanças, ainda que gradativas. Quem não muda a si mesmo, não muda coisa alguma. Pablo Neruda nos lembra que somos livres para fazer escolhas, mas somos escravos das consequências.

As pessoas que crescem na carreira, nos negócios e na vida se responsabilizam pelas próprias escolhas. São arquitetos da própria vida. É claro que nem todo mundo nasce em situações totalmente favoráveis, uns mais pobres, outros mais ricos, mas todos nós somos capazes de mudar a nossa situação, seja ela qual for. Você escolhe, simplesmente, aceitar ser vítima das circunstâncias, ou ser protagonista da sua vida e, a partir disso, mudar.

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