Café com ADM
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Viva a Guerra mas Saia Vivo

Um alerta para a necessidade de buscar controle sobre as finanças, e assim evitar falências e ser feliz!!! Imagine-se em um campo de batalha. Soam estrondos, projetam-se luzes, e em meio a muitos outros combatentes, está você, de arma na mão. As opções do que fazer são muitas, mas a única certeza é que você buscará aquelas que lhe deixem bem vivo. Ou melhor, vivo e bem, sem (muitos) hematomas e com todos os membros intactos. Você mira e atira no primeiro flash explosivo que aparece, certo que ali estará um batalhão inimigo. Mas atrás dele vem outro. Você quer apenas rebater o que recebe, buscando paz. Mas os estrondos nos ouvidos fazem você, cada vez mais, reagir sem rumo. É então que acabam-se as balas e você fica sem reação. Neste momento dramático, onde a visão capta mais do que o cérebro pode compreender, e os sons excitam cada músculo buscando uma resposta, você só quer um meio de continuar na batalha. É nesta hora que ele chega, botas reluzentes, farda bem alinhada, quepe de general. Traz uma caixa de balas e lhe entrega contente, pedindo apenas para que ao final da batalha você lhe devolva as balas e dê as botas como compensação. Diz ainda que você pode apanhar quantas caixas precisar, pois é um guerreiro, e por isso tem crédito na infantaria! Você sorri, se sente forte, apanha as balas e sai atirando. Derruba mais adversários, e no caminho, vai deixando um rastro de TVs, Computadores, Carros, Restaurantes. Então, de repente, quando você menos espera, surge um batalhão, e você pensa prontamente: reforço! Mas eles lhe agarram, tiram suas botas, metade das balas que sobraram e vão embora, com uma rapidez tamanha que você quase não percebe o que aconteceu. Mas enfim, o importante é guerrear.... Que vivemos uma guerra, isto todos já perceberam, ou pelo menos deveriam. É guerra de preços, de mercado, de share, de popularidade, de qualidade, enfim, a busca incessante por vitória. E por isso somos constantemente bombardeados com uma infinidade de ofertas e argumentos para gastar. Mas tanto empresas como cidadãos tem muitas vezes visão da conquista, mas conta com a omissão do seu arsenal. Sem prever o tiro, e sem armazenar munição, fica a mercê dos empréstimos e créditos, juros e hipotecas, boa vontade alheia a seu desejo de bem sobreviver. Do consumismo exacerbado à simples omissão, são muitas as razões da negligência neste assunto, e é por isso que as finanças tem se tornado o grande inimigo, silencioso sorrateiro e, o pior, morando dentro de casa. A cultura brasileira não premia a poupança. Pune. Vamos ver? Deposite uma quantia na poupança em um banco. Agora tome a mesma quantia emprestada. No fim de um mês, o que a poupança rendeu paga os juros do empréstimo tomado? Você provavelmente recebe ligações oferecendo cartões de crédito, mas não conheci até hoje alguém que foi abordado por um operador de telemarketing oferecendo um CDB ou coisa parecida. Mesmo assim, nós, pobres mortais, embebidos nos anúncios coloridos das revistas (um verdadeiro tiro) e na harmonia de jingles maravilhosos (chegam como uma bomba), agimos no instinto. E este prioriza eternamente o gasto. E a consciência só tranqüiliza se ele for imediato. Vejam, nunca precisamos tanto de um Laptop de titânio ou um tênis com tração off-road quanto agora. Como vivi até hoje sem eles? Assim como minha estimada empresa, que está deficitária, quem sabe porque não fez o sexto up-grade de sistema este ano, mas vou corrigir isto agora junto com a mudança de cortinas e a nova cafeteira, nada planejado ou orçado, simplesmente adquirido. O campo de batalha é um campo de emoções. Por isso os generais são reclusos aos acampamentos. Vamos, portanto, conquistar nossa patente. Ó combatentes, ouçam o clamor do front, mas, acima de tudo, de seus bolsos. Poupem energia, percam batalhas, mas ganhem a guerra. Diz o ditado que no amor e na guerra, vale tudo. Ele só esqueceu que, em ambos, é preciso ter bala na agulha. André Luiz Carvalho é Administrador
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