Vida, pessoas, respeito e o trânsito

Agressividade e estresse da maioria dos motoristas são os vilões do trânsito. Vale a pena “perder a cabeça” com o seu semelhante? Será que seus “problemas” são diferentes dos problemas das outras pessoas?

O nosso trânsito é pauta diária na nossa mídia. E não por motivos animadores, afinal o Painel da Vida tem registrado resultados nada satisfatórios. Mas, infelizmente nada muda e, se muda, é algo que não influencia nas estatísticas. Nada mudará se não houver a conscientização de cada motorista que deve respeitar a vida, a sua e a vida dos outros envolvidos.

O comportamento do motorista é inaceitável e não é uma questão de conhecimento e sim de educação e respeito. Os motoristas são imprudentes, andam em alta velocidade, dirigem após ingerirem bebida alcoólica, atendem ao celular dirigindo, mudam de pista como se estivessem sozinhos, principalmente nas curvas, não usam devidamente a seta, cruzam o sinal vermelho, fazem conversão proibida, não respeitam os pedestres e por ai vai.

Motociclistas ultrapassam pela direita, não dão seta e passam sobre as calçadas. Pedestres não respeitam as leis de trânsito, não atravessam na faixa e não observam o sinaleiro. Ciclistas não usam a ciclovia (onde existe) e trafegam na contramão.

E não é uma questão de sinalização, afinal Campo Grande (MS) tem boa mobilidade e planejamento urbano adequado. Segundo Luís Miura, especialista em trânsito, “Às vezes você tem uma excelente sinalização no lugar e, ao mesmo tempo, um número enorme de acidentes.

Agressividade e estresse da maioria dos motoristas são os vilões do trânsito. Vale a pena “perder a cabeça” com o seu semelhante? Será que seus “problemas” são diferentes dos problemas das outras pessoas? E o que as outras pessoas tem a ver com isso? E, se vivemos em uma sociedade, se necessitamos uns dos outros, se vendemos, se compramos, se prestamos serviços a outrem, será que não é o seu cliente que você está agredindo?

Infelizmente, o comportamento das pessoas no trânsito tem sido inaceitável. Percebemos claramente que uma mudança de atitude reduziria exponencialmente o número de acidentes

E para encerrar, fica este texto de autor desconhecido, mas que mostra claramente qual deve ser o comportamento no trânsito, aliás, na vida:

Lei do caminhão de lixo

Um dia peguei um táxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa, quando de repente um carro preto saiu do estacionamento na nossa frente. O taxista pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz!

O motorista do carro preto, sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente. Mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amigável.

Indignado lhe perguntei: “porque você fez isto?” Este cara quase arruína seu carro e nos manda para o hospital!

Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo de “A lei do caminhão de lixo”. Ele explicou que muitas pessoas são como caminhão de lixo. Andam por ai carregadas de “lixo”, cheias de frustrações, cheias de raivas, traumas e desapontamentos. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu.

Apenas sorria, acene, deseje-lhes o bem e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, EM CASA ou nas ruas. Fique tranqüilo...respire E DEIXE O LIXEIRO PASSAR.

O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta, não leve lixo. Limpe seus sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustrações. Ame as pessoas que te tratam bem. E trate bem as que não o fazem.

A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe! Tenha uma boa vida, livre de lixo! (autor desconhecido).


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