VIBRAÇÕES VERDES E AMARELAS

Torcer é bom, mas jogar é fundamental para superar desafios e ser um vencedor. Mais uma Copa do Mundo e novamente as pessoas se unem, se mobilizam para torcer pela Seleção Brasileira conquistar o hexa campeonato. Nos escritórios ou nas fábricas, nenhum lance será perdido e isto não significa menos produção ou deixar para amanhã as tarefas de hoje. São nesses momentos que me espelho para falar de motivação; para falar desse tema recorrente e tão controverso no dia a dia das organizações. Quantas vezes vemos nossas equipes de trabalho tão mobilizadas pelos programas de mudanças organizacionais? Por que a contagem regressiva para uma certificação é munida de tensão e não de alegria pela possibilidade de uma conquista? Por que, com dificuldade ainda maior, não nos mobilizamos pela manutenção das nossas conquistas e de alcançar novos patamares coletivamente? E várias outras perguntas poderiam complementar esta série de questionamentos, como acontecem nos momentos em que estou diante dos vários públicos empresariais. Daí não demoram as explicações e teses motivacionais com programas sempre sofisticados de benefícios e participação nos lucros. Creio que todos esses programas são interessantes e importantes para a motivação das pessoas em direção aos projetos organizacionais. Mas, dentro da minha experiência, observo que a maior parte das pessoas cresceu aprendendo a ser os torcedores e não os jogadores. Isto acontece no ambiente familiar, onde sobre um determinado filho, tio ou sobrinho será depositada toda a expectativa de sucesso. Aos demais parece caber o irrefutável e fabuloso papel de torcedores. E, ainda, existe uma pequena parcela, mas com grande poder de fogo, que apenas menosprezará o sucesso alheio; na empresa são reconhecidos como os pessimistas de plantão aqueles que sempre torcem contra. Em linhas gerais, isto significa dizer que poucas são as pessoas que têm como premissa a coragem de ser e enfrentar desafios; de colocar a bola debaixo do braço e entrar no jogo. Esta é a diferença dos vencedores; eles se responsabilizam pelos os resultados de sua vida, de suas carreiras, do seu sucesso, dos seus sonhos seja lá qual for a dimensão. Por outro lado, os torcedores são aqueles que se empolgam, mas sempre estão esperando, passivamente, por alguém que faça a coisa acontecer. Como não têm a coragem de se responsabilizar pelos resultados, dentro das organizações, durante os processos de mudanças, é comum que suas mobilizações emocionais se prendam mais ao medo de um possível fracasso do que ao sucesso de conquistar novos horizontes. É para esses torcedores que as empresas, periodicamente, destinam recursos para programas motivacionais num ciclo muito perigoso. São shows, palestrantes caros, muitos risos e descontração que não se transformam em resultados práticos de lucratividade. Afinal de contas todos nós conhecemos os torcedores... muita festa, muito rojão e pouca interferência no resultado. Raramente a torcida é décimo segundo jogador quando se fala em resultado direto, pois emite sua opinião sem se comprometer com o fazer. Portanto, os avanços e técnicas desenvolvidas pelas áreas de recursos humanos devem considerar que a motivação que transforma as organizações em ambientes altamente produtivos e criativos, trata-se da (re)estruturação comportamental das pessoas para que se tornem os autores de suas vidas, de seus trabalhos... de seus processos. É provável, que toda essa distorção sobre o movimento da motivação coletiva nas empresas resida na hipótese de que se está em um jogo mais de ter do que uma construção do SER. Que a nossa vibração inspire os jogadores da seleção brasileira na conquista de mais uma Copa do Mundo. Depois, renovadas as energias, pensemos em nosso jogador interno, na motivação para buscar nossos sonhos e refletir sobre os desafios do crescimento humano e profissional. Vibrações verdes, amarelas, azuis e brancas... e dias fantásticos para todos!
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