Café com ADM
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Variação Lingüística, temos a obrigação de compreender antes de discriminar.

Hoje irei abordar um tema que ainda contraria os administradores mais conservadores que é a arte da comunicação. Nós futuros administradores de sucesso devemos ficar atentos porque esta profissão geralmente nos privilegia e agrega uma vida sofisticada com altos salários, bons relacionamentos, alto nível intelectual e etc. E isso não é nenhum pecado, afinal somos nós administradores os responsáveis pela saúde das empresas. Mas todo este glamour pode ser comprometedor porque mesmo estando em níveis gerenciais e de alto escalão dentro de uma empresa é comum termos a necessidade de nos interar de um problema por completo para pensar em alguma sugestão de melhoria e tomada de decisão. Portanto, precisamos fazer igual o político em pré-eleição que sai às ruas fazendo o que chamam de corpo a corpo, isso nada mais é do que uma maneira simples e eficaz de saber como realmente anda a sua popularidade e aceitação. Em contrapartida temos o político conservador que se lastreia somente nos dados das pesquisas e nos comícios, porém falta-lhe a competência da comunicação com os eleitores. O Nosso presidente eleito Luis Inácio Lula da Silva foi um dos pioneiros desta modalidade eleitoral, ao longo dos anos em que Lula se candidatou tinha como praxe ir as ruas conversar com o povo e se interar mais dos problemas e saber de fato como estava a sua estratégia política. Também no cenário político do Brasil e do mundo é comum vermos políticos irem as ruas fazer corpo a corpo quando as pesquisas mostram que ambos candidatos estão empatados. Quando observar relatórios estatísticos de vendas, compras, custos, produção entre outros se tornar uma prática inócua para subsidiar a elucidação de um problema o Administrador deve fazer como o político, deve ir ao chão de fábrica falar com os operários da linha de produção e saber de fato o que ocorreu e interar-se das peculiaridades do problema, ou num departamento de vendas aonde faltam poucos dias para o cumprimento da meta e a situação mostra-se estática. São diversas as situações que se fazem necessário à presença de um Administrador. Mas como agir corretamente em uma situação destas? A arte da Comunicação e Expressão é uma das ferramentas mais importantes que o homem criou e desenvolveu ao longo de sua história. Muitos administradores ainda pregam a doutrina que para isso existem os níveis mais baixos em um organograma, mas eu afirmo que esta doutrina é como um telefone sem fio, às vezes o que nós ouvimos e o que vemos nos relatórios analíticos e sintéticos não é o que realmente acontece num departamento ou num chão de fábrica. Saber entender, ao invés de discriminar qualquer linguajar tem sido um desafio no mundo dos negócios, mundo este que é dotado de formalidades inócuas, de palavras redundantes e de termologias infuncionais. Somos cada vez mais condicionados a nos engajar neste dialeto que rege os contratos das empresas, as reuniões, as palestras e as rotinas organizacionais. Você já imaginou o que aconteceria se chegasse em uma reunião e indagasse uma gíria como seria aceitação dos seus pares e superiores? Pois é, não estou aqui para dizer que você deve se dotar de gírias e fugir das formalidades, afinal este foi o caminho que escolhemos, mas mesmos os mais formais usam uma linguagem diferente em situações e ambientes informais. O objetivo é fazer com que você possa enxergar que isto que chamamos de gírias e que discriminamos abruptamente nada mais é do que uma variação lingüística que ocorre em face de fatores sociais, étnicos, geográficos entre outros. Como por exemplo, em algumas cidades de Minas Gerias é comum chegar em uma padaria e pedir um cacete ou um cacetinho, este é o nome de um pão salgado no qual muitos conhecem como baguete. Agora imaginem pedir o tal pão com este nome de cacete no nordeste do Brasil? Estas variações lingüísticas não se limitam ao nosso linguajar tupiniquim, no mundo todo é assim e, em todas as línguas acontece esse fenômeno. Como descreve Marcos Bagno em seu livro
A língua de Eulália, segundo ele este fenômeno de variação acontece quando sentimos a necessidade de falarmos algo muito rápido ou por outros fatores, como por exemplo em algumas cidades de Minas Gerais pinga com mel pronuncia-se pingomel. Você deve estar se perguntando, Ricardo logo na sua segunda matéria você aborda um tema tão chato? Concordo, mas, chato mesmo seria ver que a produção da sua empresa parou e você precisa tomar uma atitude rápida e quando vai falar com o operário da máquina não entende uma só palavra do que ele diz e vice-versa. Ou quando a sua empresa decide adentrar em um novo segmento no sul do Brasil e você não sabe o que significa a palavra guri. E para os mais internacionalizados, imagine um jantar de negócios com parceiros portugueses e eles te perguntam qual o percentual de "raparigas" na sua linha de produção. Variação Lingüística não é para ser discriminada e sim para ser compreendida! Entendeu Vsa

Senhoria ou, Cabra Bom ou,

Sangue Bom ou, Cumpade

ou ... Um grande abraço a todos e até a próxima. Ricardo Ribeiro.
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