Uso Inteligente da Tecnologia

A arte de administrar uma organização requer muito jogo de cintura, visão estratégica, persistência e perspicácia. Ser líder hoje não é tarefa fácil, principalmente quando se trata dos desafios competitivos da globalização. Alguns questionamentos, neste sentido, são inevitáveis. Por que muitas organizações fecham suas portas nos primeiros anos de vida? Como continuar competitivo frente à concorrência cada vez mais qualificada? Quais são as armas para a nova Administração? Que caminhos devem ser seguidos? Pode-se dizer que o ambiente organizacional tem considerável influência no posicionamento do mercado. Para BRIDGES, 1997 as mudanças relevantes são aquelas que nos forçam a reconfigurar a organização para tirar proveito delas ou mesmo sobreviver a elas. Essas mudanças estão geralmente relacionadas ao desenvolvimento tecnológico, sendo a tecnologia, fundamental para elas. Primeiro, porque os colaboradores precisam aprender novas e completas formas de fazer as coisas e de se comunicar. Segundo, porque essas mudanças desencadeiam rápidas modificações em produtos e serviços, além de instigar outras empresas a acompanhar o progresso. E terceiro, porque o aperfeiçoamento da comunicação permite que mudanças antes visíveis apenas localmente, agora sejam vivenciadas globalmente. Assim, para vencer os desafios do nosso tempo e beneficiar-se das oportunidades que surgem com a globalização, um dos recursos imprescindíveis é o uso da informação. Através dela a organização fica mais forte para monitorar seus concorrentes e por conseqüência, tornar possível o desenvolvimento de novos produtos e/ou serviços exigidos pelo cliente. Os maiores trunfos da empresa são o conhecimento acumulado e a capacidade de inovação de sua equipe, pois o essencial é o processo de aprendizagem. A qualificação dos Recursos Humanos deve caminhar paralelamente com a adoção de tecnologias, a fim de não ocasionar um período de estagnação na empresa. É indispensável encontrar formas de integrar o processo de aprendizagem à maneira como os colaboradores trabalham. Quanto mais rápido eles forem treinados, sempre que algo novo for incorporado, mais ágil será o posicionamento estratégico da empresa e de seus gestores. Segundo BEUREN, 1998 a informação não pode mais ser vista como uma conseqüência ou observação descomprometida, sendo ela uma ferramenta decisiva para alcançar o sucesso ou insucesso de uma organização, em resposta aos processos de mudança exigidos por um mercado globalizado e extremamente competitivo. A tomada de decisão dos administradores necessariamente deve ter como base informações de valor, precisas, claras e quantificáveis. Desta maneira, torna-se infinitamente maior a identificação das oportunidades e principalmente das ameaças que o ambiente externo apresenta à empresa. Porém, para que isso ocorra é preciso estreitar as relações entre os Departamentos, Gestores e a Área de TI (Tecnologia da Informação), diminuindo com isso o risco de fracasso do grupo. Se o nível de integração e afinidade de todos os envolvidos for constante, os gestores podem expressar exatamente aquilo que precisam e a equipe, por sua vez, pode suprir estas necessidades sem informações equivocadas. Daí a importância de escolher o linguajar de acordo com a platéia a quem se dirigem, não utilizando somente termos técnicos de difícil entendimento. Outro aspecto relevante é a gestão do conhecimento para todos os colaboradores, transformando os núcleos isolados do conhecimento em um núcleo central, o qual comporta uma riqueza muito grande de informações. Saber aproveitar os conhecimentos, por exemplo, do trabalhador da linha de produção que atua bem mais próximo às exigências do cliente, é contribuir para o próprio crescimento da empresa. A indicação é que todos podem e devem participar da tomada de decisões, elevando com isso, os níveis de desempenho individual e organizacional. Não obstante, as empresas precisam adquirir uma competência, interpretada na forma de conceitos, atitudes, habilidades e instrumentos, que lhes permita administrar o componente técnico e o processo de inovação de forma abrangente, envolvendo não somente todas as partes da organização, mas os demais elos de sua cadeia produtiva. Da mesma forma, a tecnologia da informação torna-se não um diferencial, mas um determinante para a sobrevivência das organizações, pois permite a reação ágil, fundamental na definição de estratégias de capacitação das mesmas. Sem dúvida, o gestor necessita também de sistema de informações cuja dinâmica e flexibilidade permita assertividade nas decisões e direcionamentos. Para isso, ao se projetar um sistema de informações gerenciais, o processo de decisão e o fluxo de informações existentes devem ser cuidadosamente analisados. Como define BEUREN, 2000: o sistema de informações consubstancia-se no conjunto de elementos (humanos, tecnológicos, materiais e financeiros) que viabiliza a captação de dados, seu processamento e a geração de informações. Ele é o encarregado de prover informações, em todas as etapas do processo de gestão (planejamento, execução e controle), para os diferentes níveis hierárquicos e áreas funcionais da empresa. Vale salientar que diante das constantes regras ditadas pelos novos clientes e mercados, as organizações são obrigadas a assumir posturas diferentes, mais arrojadas, dinâmicas e de rápido impacto. Àquelas que não pró-agirem no fomento da Tecnologia da Informação, dos Sistemas de Informação, da qualificação dos Recursos Humanos e da Gestão do Conhecimento, estarão, sem nenhuma alternativa, fadadas ao fracasso. O desenvolvimento consiste primeiramente em empregar recursos diferentes de uma maneira diferente, provocando novas combinações. Schumpeter Referências Bibliográficas BEUREN, Ilse Maria. Gerenciamento da Informação - um recurso estratégico no processo de gestão empresarial. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2000. BUKOWITZ, Wendi R. e WILLIAMS, Ruth L. Manual de Gestão do Conhecimento. Porto Alegre: Bookman, 2002. BRIDGES, William. Conduzindo a Organização sem Cargos. In: O Líder do Futuro. Org. por The Peter F. Drucker Foundation. 3. ed. São Paulo: Futura, 1997. LASTRES, H. M. M. e ALBAGLI, S. Informação e Globalização na Era do Conhecimento. Rio de Janeiro: Campus, 1999. MELO, I. S. Administração de Sistemas de Informação. São Paulo: Pioneira, 1999. KRUGLIANSKAS, Isak e TERRA, José Cláudio Cyrineu. Gestão do Conhecimento em Pequenas e Médias Empresas. Rio de Janeiro: Campus, 2003.
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