Uma questão de Ética!

Você tem que admitir que o primeiro valor de qualquer empresa seja o lucro. Tem de ser. Mas eu acho que o segundo valor não é matar ninguém. O que me incomoda é a forma de pensar dos administradores. Não há nada errado em querer ganhar dinheiro só que isso não deveria ser o único objetivo. LAURA L. NASH Por que será que as pessoas tem tantas desconfianças em relação às diversas classes profissionais? Valores morais de, Médicos, Políticos, Advogados, Religiosos, etc. estão sendo julgados constantemente pela sociedade, tornando-se até assunto das rodas de bate-papo. O que foi que mudou? Até os anos 50 pouco se falava e se conhecia sobre Ética. Hoje este é um grande paradoxo do mundo profissional moderno. Como fazer com que os princípios éticos conciliem com o crescimento profissional, se torna a questão. Após a primeira Revolução Industrial a atividade de ganhar dinheiro se tornou a cada dia mais profissional. A urbanização, o avanço tecnológico, e o dinamismo das informações foram alguns dos fatores que fizeram com que a partir do século XIX a atividade do artesão fosse aos poucos substituída pelas empresas. O Crescimento econômico fez com que aumentasse a competitividade do mercado comercial, efeito provocado pelo surgimento de inúmeras empresas. Em busca da fulga desta competitividade, as organizações passaram a desenvolver estratégias para sua sobrevivência, que ao decorrer do tempo foram perdendo seus valores de Honestidade, Justiça, Confiabilidade e Respeito envolvendo os diversos membros do grupo. Manter os padrões éticos é fácil, desde que você seja suficientemente forte (NASH, Laura. 2001). Os Gestores, em maioria, almejando o crescimento da empresa e individual, muitas vezes abandonam seus princípios morais. Estas renúncias fazem parte de um infeliz cotidiano social, são muitas vezes práticas gananciosas e individualistas que infringem a moral da sociedade. O Administrador ao se deparar com uma situação economicamente favorável a sua empresa, dificilmente abrirá mão dela por uma opção eticamente adequada. Os princípios éticos raramente coincidem com os princípios Capitalistas, pré-missas Éticas de Honestidade, Justiça e Palavra são facilmente trocadas pela viabilidade econômica. Uma pesquisa feita nos Estados Unidos na década de 80 constatou que 55% dos estudantes de Administração de Negócios admitiram que abandonariam a boa conduta e os padrões éticos em benefício do sucesso profissional. Esta pesquisa nos mostra a naturalidade com que as pessoas deixam para traz seus valores morais em favor de interesses próprios. O mais interessante é que esta pesquisa foi realizada com os futuros administradores das empresas, serão eles que terão que optar pela conduta ética ou não, e eles já demonstraram qual será a escolha. Agir com ética e desenvolver trabalhos sociais viraram regra de mercado para as empresas. Posturas passadas de negligencia, omissão e falta de compromisso já ficaram para trás. Estamos inseridos em uma sociedade vigilante e consciente das responsabilidades em que as organizações possuem. Práticas que anteriormente eram aceitas pela sociedade hoje já não tem mais espaço diante da alta concorrência em todos os setores empresariais estão envolvidos, os substitutos estão logo ali ao lado. Condutas não éticas e políticas que não incluam a responsabilidade social podem até inicialmente trazer algum resultado, mas será algo passageiro. Em tempos no qual busca-se estabilidade e bons resultados, este tipo de escolha não condiz com este objetivo. Serão mantidas no mercado as organizações que souberem retribuir a sociedade os benefícios que ela lhes fornece, aquelas que adotarem políticas de inclusão social e de honestidade para com a comunidade e o meio-ambiente.
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