Um novato no setor

Sempre sonhei em fazer uma segunda faculdade, mas devido a uma série de dificuldades que não consegui administrar de imediato, acabei deixando de freqüentar os bancos acadêmicos por dez anos de minha vida. Apesar de ser formado em uma carreira que sempre sonhei e de ter me realizado profissionalmente, nesses dez anos de formado, a administração sempre permeou minha vida nos mais diversos momentos. Um dos primeiros sinais de que a administração ainda seria um caminho a percorrer, foi uma tentativa frustrada de administrar uma pequena empresa de prestação de serviços do setor de Comunicação, já que sou jornalista por formação. Vontade não me faltava, muito pelo contrário, tinha o "gás" necessário para me dedicar de corpo e alma a empresa. Capital não tinha muito, mas com um pequeno esforço poderia estruturar uma pequena organização. De imediato também não contratei ninguém, já que pretendíamos, eu e mais duas sócias, "tocar" a empresa por nossas próprias capacidades... esse foi nosso principal erro administrativo..., mas continuemos com o histórico da firma. Tínhamos eu e minhas sócias, praticamente cinco anos de formados, todos jornalistas com passagens por diversos setores da comunicação, já que nessa profissão a rotatividade nos mais diversos setores é comum. Estávamos conscientes de que apenas com nossos conhecimentos técnicos e com algum aperfeiçoamento em alguns setores administrativos poderíamos fazer aquela empresa se desenvolver. Mas logo de início nossas intenções foram frustradas. Onde estavam nossos clientes? Como poderíamos chegar até eles? Outras questões começaram a povoar nossas mentes: Como faremos para divulagar nossa empresa? Temos que formalizar a criação da empresa? Quais os produtos que colocaremos no mercado? Como controlar o fluxo de dinheiro que entrará na empresa? Precisaremos contratar um escritório de contabilidade? Como formalizaremos o setor financeiro da empresa? Onde investir recursos primeiro? Essas e uma série de outras questões foram se aglomerando, mas continuamos passando por cima de tudo sem parar para refletir sobre essas questões. Através de contatos com amigos e parentes conseguimos alguns clientes e como atuávamos no setor de Comunicação, tínahmos muitos contatos, isto é, nosso Networking era invejável, mas não foi suficiente para manter o bom andamento da empresa. Aos poucos as dívidas foram aumentando e os sócios começaram a se virar para tentar pagar as contas que se avolumavam. Ao cabo de um ano, para não contrariar as estatísticas levantadas pelo Sebrae sobre a duração das microempresas, a ArtMídia Comunicações acabou entrando em um processo de fechamento. As minhas sócias resolveram abandonar o barco e eu que tinha posto meu nome na cabeceira do negócio, acabei ficando com uma massa falida. Mas apesar de toda a problemática que havia vivido, por um período, após o rompimento da sociedade, ainda tentei manter a empresa e consegui alguma coisa, mas não pude sustentar por muito tempo a situação. Mas eu estava convencido que um dia eu reergueria a ArtMídia e resolvi não fechá-la. Chegando aos dias de hoje, após retroceder à 1999 quando surgiu a ArtMídia Comunicações, o destino, ou por sorte, ou sei lá, me colocou na mesma situação daquela época, mas agora estou mais preparado e pretendo em breve retomar a empresa. Estou cursando o primeiro ano de Administração de Empresas na Faculdade de Jaguariúna (FAJ) e não vejo a hora de colocar em prática todos os conhecimentos que venho adquirindo nestes poucos meses. Espero que consiga e gostaria de contar com todos os usuários deste site em minha nova investida pelos caminhos da Administração, mas como um novato no setor...
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