Um dia ruim
Um dia ruim

Um dia ruim

“Basta apenas um dia ruim para reduzir o mais são dos homens a um lunático”

A motivação é encarada como uma espécie de força interna que emerge, regula e sustenta todas as nossas ações mais importantes, contudo, é evidente que motivação é uma experiencia interna que não pode ser estudada diretamente.

Por outro lado, o ser humano sofre dentro de si ao longo de sua vida uma grande crise mental, existem estudos que tentam explicar como a mente humana lida com fatores adversos e contrários a nossos desejos e vontades, a motivação é inserida neste contexto como uma válvula de escape, pois de maneira intrínseca faz frente a esses conturbados momentos.

A psicologia é muito complexa e de imensurável compreensão, não pretendo muito me aprofundar neste paradoxo, mas é inevitável citar estes gatilhos mentais sem ao menos referenciar a ciência responsável de estudo.

Neste texto quero apresentar de maneira superficial uma visão sobre como a psiquê que se torna vítima de ataques mentais fatídicos do cotidiano, pode lhe encaminhar diretamente ao abismo, “Basta apenas um dia ruim para reduzir o mais são dos homens a um lunático”.

Todos sofremos estes ataques, porém em diversas escalas e intensidades, obviamente a maneiro como vivemos influencia muito em como absorvermos essas informações, quem nunca passou por momentos difíceis na vida, não é? Seja por motivos financeiros ou a perda de familiares próximos, tudo isto segue uma linha que nos liga a nossa mente impactando negativamente em como vivemos a partir deste momento.

As pessoas vítimas das injustiças e da loucura da sociedade se mostram o quão são vulneráveis a perder sua sanidade. Ao longo da história foi registrado muitos casos específicos que apresentam a nós estes aspectos de mudança de persona do ser humano. Alguns ainda hoje inexplicáveis para a ciência moderna, o ponto que quero chegar é enfatizar a relação em comum entre eles.

Este não é nem um pouco um texto motivacional e muito menos cientifico ao pé da letra, eu diria realístico a tal ponto que joga em nossa cara a fonte do problema e a pergunta que não se sabe ainda a resposta é “Como lidar com este problema?” que no fim das contas pode se tornar uma bola de neve e um pequenino problema se torna o maior dentre todos eles.

O foco é transmitir essa mensagem, que em único dia tudo pode mudar, podemos perder o controle da situação e como um carro não conseguir parar, acredito na motivação e procuro sempre manter me direcionado a ela, a nossa mente é um labirinto que pode nos levar a dois caminhos distintos, tanto para o bem como para o mal.

A resiliência do ser humano pode ser fator crucial para não se perder a sanidade a curto período, mas ela é limitada e as pessoas ainda tem dificuldade em compreender a complexidade dessa transição mental. Alguns estudiosos dizem que a perca de sanidade se refere a conflitos internos, como fossemos uma balança que pende entre dois lados o espiritual e o racional, quando este não estão de acordo a confusão mental abala seu sistema interno.

A obra que me inspirou a escrever sobre este tema, é uma das criações de Alan Moore um escritor britânico conhecido principalmente por seu trabalho em histórias em quadrinhos, já me considerava fã do Batman porém depois de ler uma HQ em especial chamada de “Batman a Piada Mortal” devo confessar que virei meus holofotes ao Coringa, está obra me impressionou me fazendo refletir sobre tudo que foi citado, a história se tornou famosa, sendo considerada uma de suas origens nos quadrinhos como um personagem trágico, é fascinante ter a percepção de como um homem de família que falhou como comediante tendo sua vida alterada diante a “Um dia Ruim” o levou à loucura, e como influenciou a todos a sua volta.

Lendo um pouco mais profundamente sobre a obra em si, percebe que tem fundamentos contundentes e inspirados em variados aspectos específicos da psiquê humana e suas fragilidades. Assim como o Coringa estamos suscetíveis a estes acontecimentos talvez não igual ao dele, mas em variadas escalas ou quem sabe até pior.

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