Um bom líder preocupa-se com o treinamento de sua equipe

Um grande problema que encontramos ao fazer parte de uma empresa é a rapidez com que nos deparamos no chamado “treinamento”. Talvez devido à necessidade das empresas responderem rapidamente às demandas de mercado, é que erroneamente não se valorize a qualificação daqueles que deverão assumir papéis fundamentais para o sucesso da mesma!

Acostumamo-nos a ouvir “leia o manual”, “faça desse jeito que estou dizendo”, “não pergunte muito”, “sempre foi assim então continue fazendo desta forma”, quando estamos sendo “preparados” por aquele colega com má vontade que o gestor instruiu. Mas esta má vontade não é algo pessoal, mas sim devido à quantidade de serviço acumulado que deve dar fim, portanto, algo que poderia levar meio dia, leva em torno de 1 hora no máximo, sempre com o questionamento “ta entendendo”? “Sim, estou...” mentira!

Mais uma vez digo e não canso de repetir. Não se dá o devido valor ao treinamento do colaborador! Porém, somos cobrados de tal forma que pensamos “onde eu estava quando isso foi ensinado, pois não me lembro!” Há uma transferência de responsabilidade que nos traz certa angústia, pois desejamos entregar 100% daquilo a que nos propomos. Não desejamos ser mais um número nas estatísticas, desejamos ser diferentes, vistos com olhos diferentes por parte da alta cúpula. Nos parece que por diversas vezes incomodamos o indivíduo ao lado quando perguntamos algo que nos é importante para a resolução de determinado problema, mas que é tido como preguiça por parte daquele que já criou raízes na cadeira e está acostumado a ler aquele velho manual escrito a milênios e que está incorporado no ser de cada membro da empresa.

Evidentemente que, vale ressaltar, cabe também ao colaborador correr atrás das informações que lhe serão pertinentes a curto, médio e longo prazos, não devendo, obviamente, esperar sentado!

A grande questão que queremos levantar é que somos um espelho da gestão. Cabe ao gestor fazer com que a comunicação chegue da forma mais cristalina a todos os setores da empresa. É dever dele que haja esta mudança de comportamento e mentalidade a seus colaboradores. Deixemos de lado o “adivinhômetro” e o “achismo”, afinal, treinar é fazer com que a informação correta chegue por meio da comunicação fluida e eficaz!

Para tornar mais fácil, podemos resumir tudo isso dito até o momento, numa única palavra: Dinheiro!

Eu explico.

Se a gestão é clara em sua forma de comunicar-se, ou seja, se esta gestão transmite aos colaboradores o que se quer realmente, os objetivos de tal ação a ser implementada, é claro que será evitado o retrabalho, a desinformação, o desinteresse, a perda de tempo das forças empregadas dos colaboradores A, B e C, por exemplo. Isso é dinheiro. Dinheiro é tempo ganho para a empresa. É fazer com que todos os funcionários saibam o que está acontecendo na empresa, e estejam preparados, habilitados e focados na obtenção do resultado!

Para ilustrar o que dissemos até agora, lembremos do Império Romano e seu exército:

“Quando o Exército romano surgiu, séculos antes de Cristo, representava a força militar mais poderosa e avançada que o mundo já vira. Todos os seus oficiais e legionários eram treinados, disciplinados, inovadores e destemidos em sua sede de vitória. Os romanos foram responsáveis pelo conceito de se ter um grande número de soldados funcionando coordenadamente, executando ordens com precisão, formando e também desfazendo diversas configurações ofensivas e defensivas para suprir as necessidades sempre novas geradas pela confusão da batalha. O treinamento intensivo e a férrea disciplina desse exército, o uso de uniformes, a estrutura de comando claramente definida e a organização em unidades foram conceitos militares revolucionários em seu tempo, e o legado romano tem influenciado o pensamento e a organização militar até os nossos dias. (...) os romanos implementavam um rigoroso treinamento que incluía instruções e manobras de precisão em que formações inteiras se moviam em combate como uma entidade única, erguendo e baixando os escudos num só movimento, com cada homem assumindo seu lugar, como se integrasse uma poderosa e invencível máquina de guerra. (...) cada soldado era treinado no manuseio de suas ferramentas.” (grifo nosso) (SMITH, Hyrum W. O gladiador moderno: o treinamento e a experiência como armas para vencer as batalhas no mundo corporativo. Tradução de Alexandre Feitosa Rosas. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. PP. 22-23)

Percebe-se, portanto, a preocupação da gestão romana quanto à preparação de seus colaboradores a fim do atingimento dos resultados, ou seja, as vitórias nas batalhas que estivessem travando.

Se esta preocupação se dava a inúmeros anos, por quê estão parece-nos menos importante quando iniciamos uma jornada em nova empresa ou já fazemos parte da mesma? O mercado acirrado? O tempo? Tudo isso é desculpa esfarrapada e principalmente cegueira por parte da gestão se o resultado lucro e dinheiro em conta são os objetivos almejados. Trata-se, desta maneira então, de uma gestão despreparada que não investe nos seus soldados de frente (colaboradores) mas quer o resultado positivo (vitória na batalha da fatia de mercado), trocando em miúdos, podemos dizer que é uma gestão que anda em círculos tal qual um cão querendo pegar o próprio rabo!

Ficará desnorteado, não chegará a lugar algum e fará papel de incompetente!

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