Café com ADM
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um adeus a Peter Drucker

Se Peter Drucker não tivesse nascido homem teria nascido empresa.

Parafraseando Armando Nogueira, eu diria que se Peter Ferdinand Drucker não tivesse nascido homem teria nascido empresa. Nascido em Viena, na Áustria, em 1919, jornalista e escritor. Formou-se em direito e fez seu doutorado em Direito Público e Internacional em Frankfurt, na Alemanha. Em 1933, começou a trabalhar como jornalista econômico na Inglaterra e, no final da década de 1930, mudou-se definitivamente para os Estados Unidos.

Durante a Segunda Guerra Mundial, realizou um estudo na General Motors no qual descrevia o processo de descentralização, a estrutura multidivisional e onde apareciam os primeiros passos da administração por objetivos, que se concretizou plenamente a partir de 1954, quando Drucker publicou o livro Prática de Administração de Empresa, no qual caracterizou pela primeira vez a administração por objetivos.


Foi um puro analista da gestão empresaria.

A seu favor teve um saber enciclopédico que não se viu em nenhum outro estudioso de empresas. Quem lê a obra de Drucker tem uma sensação de perplexidade e de satisfação, tal a facilidade com que dominava uma erudição tão competente da administração. Conheciam bem demais as surpresas, os disfarces e as reviravoltas do meio empresarial. Tinha uma noção clara do verdadeiro papel do gestor.

Ele foi o primeiro a perceber a transição da era industrial para algo novo ainda no final dos anos 50. Idealizou um mundo pós-moderno e detectou o aparecimento do trabalhador do saber.

Drucker foi quem verdadeiramente descobriu a gestão, o coração de uma sociedade de organizações como diria Amitai Etzioni um dos grandes nomes do estruturalismo. É verdade que, antes de Drucker a gestão já existia, mas foi ele quem deu consciência aos gestores da sua profissão e criou uma disciplina que podia ser ensinada e estudada e não privilégio de alguns iluminados.

Embora o processo de crescimento das organizações esteja repleto de acidentes, eventos aleatórios, acontecimentos fortuitos, coincidências, azar, sorte, etc., é inegável que uma boa gestão ajuda em muito o processo de crescimento. Captar e compreender as grandes tendências que estão se delineando para os próximos anos é um exercício e um desafio que deve tornar-se uma rotina na vida de todos, uma vez que uma gestão desatrelada da realidade presente pode tropeçar em obstáculos mais imediatos e até comprometer a sobrevivência da organização e Peter Drucker mais do que mestre foi gênio neste quesito.

Durante toda sua vida chamou a atenção para as mudanças fundamentais na economia mundial que afeta a natureza das organizações o que exige de cada gestor uma abordagem fundamentalmente inovadora na maneira de pensar e compreender as novas realidades.

Em que pese o exagero, a excitação pelas mudanças, o deslumbramento e até mesmo uma boa dose de leviandade É inegável que vivemos em uma época de transformações significativas onde mais do que nunca as organizações precisam ser extremamente adaptativas para poderem sobreviver.

Como sabemos a competição hoje é verdadeira e cruel, qualquer que seja o setor, a empresa, a nacionalidade, há sempre um competidor pronto para a batalha de mercado. Assim, toda empresa necessita de uma estrutura que oriente a todos à medida que convertem escolhas estudadas em ações oportunas.

Por tudo isto, Drucker é um marco deste século.


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