Tudo tem consequência

Toda consequência tem uma causa ou várias

Toda consequência tem uma causa ou várias. A relação causa/consequência intriga os pensadores, desde sempre. Qual foi a causa primeira para estarmos aqui? Como originou o mundo? A vida seria consequência de uma evolução gradual ou surgiu de inspirações divinas? Independente da resposta correta para essas dúvidas existenciais, se é que ela existe, nós somos consequência de uma série de decisões tomadas ao longo do desenvolvimento da humanidade, pelos nossos ancestrais. Quase um milagre estarmos aqui. Por isso o cuidado especial que devemos ter com as pessoas, o respeito mútuo, a troca de interesses para o bem comum.

Com as empresas não é diferente. Todas são consequências de uma série de medidas tomadas anteriormente, seja pelos seus idealizadores, sócios, ou o próprio mercado. Medidas que se consolidaram decorrentes da formação de um estado de espírito anterior propenso ao ato de decidir e constituir um negócio. Ou seja, a criação de um empreendimento também pode ser entendida como um milagre. Por isso a necessidade de se conhecer as técnicas de gestão e métodos de condução dos negócios, para preservar o milagre de sua existência.

Em um país caótico, com um governo que não mede as consequências dos seus atos, um empresariado atônito em meio à tormenta, é quase um milagre conseguir segurar um empreendimento em pé. Se os colaboradores não colaborarem para que a empresa resista, um simples descuido pode colocar tudo a perder. Por isso toda a equipe precisa estar ciente de que faz parte dessa realização. Isso não é mística, não é religião. É fato concreto.

Evitar escorregões é fundamental a um estrategista, a um gestor, que precisa pensar muito antes de agir. Entra nessa equação, portanto, a ‘responsabilidade’. Ser responsável é ter noção das consequências dos seus atos e medi-los em função do bem comum. Isso vale para o patrão, para o chefe ou para o colaborador. É saber ouvir, compartilhar ideias antes de seguir um caminho que possa causar algum dano previsível a si próprio ou a outrem.

Hoje, a maior dificuldade no meio empresarial é encontrar gestores preparados para enfrentar essa complexidade e mostrar que todas as ações têm consequências. Seja uma palavra lançada no corredor, uma decisão tomada no bastidor, um erro operacional não comunicado, enfim. Ações que muitas vezes são negligenciadas no dia a dia e vão minando o negócio gradativamente, a ponto de implodi-lo. Porque não medimos suas consequências.

Geralmente nos preocupamos com grandes acontecimentos para entendermos o que significa “consequência”, mas na verdade as grandes consequências estão nos detalhes. Os detalhes são os indivíduos e como cada um compreende o todo e está ciente da importância dos seus gestos, dos seus atos. O equilíbrio e a maturidade dessas relações é um exercício permanente que deve ser praticado diariamente pelos gestores. Os colaboradores são os indivíduos que precisam ser ouvidos e formados para que eles sejam respeitados e integrem o todo, como peças fundamentais. Por isso entendemos que nos mínimos detalhes estão as grandes decisões. É na capacitação do individuo, que compõem a equipe, que está o segredo da virada da empresa, para que ela se aproprie do milagre de seu nascimento.

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