Tudo está mudando

Nossa sociedade está em constante mudança. Quem não perceber isso e se integrar estará fadado ao fracasso na carreira e na própria vida

Com o tempo, nosso corpo vai mudando, mas nem sempre nossa maneira de pensar muda. Vemos os cabelos embranquecendo e a pele enrugando, mas, ainda assim, somos teimosos em algumas de nossas posições e até manias. Nossos órgãos internos mudam, mas nossos pensamentos permanecem os mesmos. Essa resistência em mudar acaba sendo um contraste em nós mesmos. E por quê? Porque não apenas o nosso corpo sinaliza as mudanças, mas a própria natureza, a sociedade, todas as realidades históricas apresentam um mundo em constante mudança, o ser humano em constante mudança; e qualquer pensamento contrário à necessidade de mudar acaba sendo um contraste. Ou, se quisermos usar outra palavra, uma incoerência.

Quando digo que não mudarei em minhas posições, pensamentos ou posturas diante da vida, estou no sentido contrário da história e da própria criação. Estamos em um ambiente de mudança e somos seres em constante mudança. Estar aberto a mudanças de pensamento é, portanto, natural, próprio do ser humano. Ou, pelo menos, deveria ser.

Pensar diferente, mudar de opinião, permitir-se ter novas ideias é algo que todos nós precisamos cultivar. Olhando para as mudanças ao nosso redor ou em nós mesmos, devemos nos sentir motivados e até encorajados a encarar aquelas novas situações que nos cercam e que exigem uma nova postura, ideia ou pensamento. E aqui cabe acrescentar que a questão não é mudar por mudar, mas mudar quando necessário. Afinal, ninguém acrescenta rugas ao rosto porque quer ou arranca os cabelos por uma questão de estilo. As mudanças acompanham o tempo e a história. São eles, e não nós, que provocam a mudança em nosso corpo, na natureza e na própria sociedade. E são eles que, também, nos levam a pensar diferente, imaginar o novo e considerar possibilidades nunca antes consideradas.

Tudo está mudando ao nosso redor. E dentro de nós? Quais são as mudanças necessárias? Que mudanças se tornam indispensáveis no processo de viver, de sofrer o tempo e de interagir com nós mesmos, olhando para o nosso corpo como incentivo de mudar e, à semelhança das rugas ou dos cabelos brancos, perceber que mudar não é opção: é imperativo.

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