Tsunamis

A terra estremeceu com o estrondo da sua queda; e, do seu grito, até ao mar Vermelho se ouviu o som. (Jeremias 49:21) Tsunami em japonês significa onda bem grande. É gerada por abalos sísmicos, originados por movimentos de placas submarinas e erupções vulcânicas, provocando maremotos. Os surfistas chamam a tsunami de "Rainha” Estes últimos acontecimentos da Ásia me levaram a refletir, principalmente sobre como evitar que o fenômeno venha a atingir tantas vítimas. Parece que é possível. O Centro de Alerta de Tsunami registrou o terremoto no oceano Índico, mas não havia nenhum lugar para enviar essa informação naquela área. Esse foi o problema. A falta de equipamento não permitiu aos governantes, elaborar um plano para salvar a população da catástrofe. A menina inglesa Tilly, por ter estudado duas semanas antes sobre o assunto, conseguiu se salvar da fúria das ondas, trazendo consigo, uma centena de pessoas. Andei estudando sobre algumas ocorrências sísmicas e tenho a impressão que escapou aos militantes da área, o registro sobre o mar vermelho, onde tudo configura um evento repleto de tsunamis. Veja por favor, a cronologia abaixo: Ano Local Vítimas 4000 AC Mar Vermelho Exército de Faraó 1755 DC Lisboa, Portugal 60.000 1883 DC Krakatoa, Indonésia 35.000 1896 DC Honchu, Japão 26.000 1946 DC Havaí, EUA 159 1964 DC Califórnia, EUA 120 1976 DC Mindanao, Filipinas 7.000 1983 DC Japão, 104 1992 DC Nicarágua 100 1998 DC Papua-Nova Guiné 2.900 2001 DC Arequipa, Peru 20 2004 DC Ásia (vários países) 150.000 Pensava no assunto, quando minha memória fez um “link” com o relato de um importante empresário de São Paulo, que chamarei de Grosse Wasser. Por uma questão de ética, estarei preservando o nome verdadeiro do ilustre cidadão. Estava a negócios no Canadá, quando Grosse, uma pessoa extremamente dinâmica, hospedado no mesmo hotel que eu, deixara uma mensagem na recepção dizendo que ia para Montreal. Não pude acompanhá-lo pois decidira anteriormente ir até Cobourg, outra cidade industrial. Dois dias depois nos encontramos em Toronto e fomos passear no lago Ontário, onde passei a conhecer um pouco mais da história do meu amigo. -- Gil. Hoje você me vê morando em São Paulo, em bairro de elite, com imóvel próprio. Além de meus filhos estudarem nos melhores colégios, minha esposa não precisa trabalhar e nós viajamos para onde queremos, sem qualquer preocupação financeira. Atrás da minha história existe uma luta que você não faz idéia. – disse Grosse Wasser. -- Gil, papai era um homem alemão, muito divertido, mas exageradamente sério em seus compromissos. Ele vivia rindo, porque amava demais nosso povo, nossas tradições e costumes. Gostava mais daqui, do que da própria Alemanha. Sua atividade constituía-se de uma excelente e moderna gráfica, bem instalada no sul do Brasil. Nossa vida era excelente, porque ele tinha muito prestígio e as empresas faziam questão de contratar seus serviços. Quando ele faleceu, minha idade era 14 anos. Mamãe, não entendendo nada de negócios, assinou um documento, passando a empresa para um espertalhão. -- Mas que sufoco! Como você saiu dessa situação e chegou onde está? – falei. -- Comecei a vender serviços gráficos e fui estudar contabilidade para entender se meu pai fizera alguma coisa errada. Após a conclusão do curso, apenas ratifiquei que papai era muito correto, não falhando em nada. Pelo contrário, sua tônica era sempre o esmero. Durante esse anos mamãe tentou reaver a gráfica, mas sem qualquer chance – disse Grosse. -- Como contador, procurei um amigo que era dono de uma enorme empresa de software. Perguntei se podia ser um dos seus vendedores. Meu salário tornou-se o segundo da organização. Eu passei a vender o equivalente a dez pessoas.Trabalhando nessa firma, eu casei e construí um bom patrimônio. -- E a gráfica do seu pai? -- perguntei? -- Gil, o passeio está terminando, posso contar o resto da história depois? -- Sim, poderia virar um seriado. Que tal GW, de Grosse Wasser? Agora em São Paulo, Grosse, com seu espírito alegre e muito brincalhão, telefona e diz: -- Landim! Vamos almoçar, para eu terminar aquela história da gráfica? Comíamos um gostoso bacalhau. Grosse falava de tudo quanto é assunto, menos na história da gráfica. Fingi que não estava lembrando e chegou o momento da sobremesa. -- Gilberto Landim! Como faltava só o finalzinho da história, deixo para concluir agora na sobremesa. A gráfica do papai serviu para mim como modelo para fugir de ondas como aquela menina inglesa escapou lá na Tailândia. Como é mesmo o nome dessas ondas? -- Respondi: Tsunamis.
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