Todos somos iguais perante a lei, só que não

Lema político: Faça o que eu digo e não o que eu faço! Quem está fora quem entrar e quem está dentro não quer sair

A crise que o Brasil está enfrentando já era esperada depois de tanta corrupção, fraudes e roubos com o dinheiro público, que aos poucos está vindo à tona através da mídia de uma forma geral.

Como podemos exigir uma reforma política se quem dita as regras e aprova as leis está diretamente envolvido nos escândalos divulgados?! Com toda certeza eles não vão querer dar um tiro no próprio pé, arriscando perder as regalias que um cargo como o deles oferece: salários fora da realidade brasileira, com benefícios que já deveriam estar inclusos na remuneração, dentre outras coisas que ameaçam a sua estabilidade dentro desse mundinho a parte que eles criaram.

Se todos somos iguais perante a lei, porque o regime aplicado a eles não é CLT, com 45 dias de experiência, que podem ser prorrogados por igual período? Porque a jornada de trabalho não é de 40 a 44 horas semanais com direito a hora extra, de segunda a sábado, recebendo em dobro se for em domingos e feriados? Porque não recebem o salário mínimo mais comissionamento caso a meta do governo seja cumprida dentro do prazo e qualidade estipulados pelo mesmo? Que acompanhem de perto a construção de hospitais, escolas, estradas... desde a sua aprovação até a entrega do empreendimento?

Muitos dizem por aí que a responsabilidade é nossa, que devemos cobrar, exigir e monitorar o que está sendo feito ou mesmo o que eles tem deixado de praticar, mas é certo parar o que estamos fazendo ou encaixar essa tarefa na nossa rotina de trabalhadores e assumir essa responsabilidade que deveria ser deles? Afinal, não foram elegidos justamente pra isso? O poder foi dado para que eles nos representassem, caso contrário, nós nos revezaríamos para realizar essas atividades.

O exemplo geralmente vem de cima, mas isso não pode ser aplicado ao nosso país, porque se assim fosse, ele teria sido extinto há muito tempo. Um rombo nos cofres públicos maior que sua área territorial se recebêssemos o que eles recebem e pudéssemos aumentar nosso salário como eles fazem. Como justificam esse aumento se a economia, a inflação e as taxas de juros são as mesmas que as de um assalariado? Porque devemos sobreviver com tão pouco, fazer inúmeros sacrifícios pra tentar ter uma vida digna que deveria ser oferecida pelo próprio governo, pois, pagamos tudo duplicado: saúde, segurança, educação... sem falar do valor exorbitante dos impostos embutidos nos produtos e serviços que comercializamos diariamente.

Mas agora sabemos para onde vai todo nosso esforço e suor pra pagar nossas contas em dia, pra dar um futuro melhor para nossos filhos e netos. Ele é desviado para as contas dos pobres políticos e seus amigos que não conseguem viver com que lhes é oferecido. São anos que dedicamos sendo honestos como cidadãos e o que ganhamos em troca? O Leão nos exige transparência e é dessa forma que ele também age conosco? Tentamos realizar os nossos sonhos enquanto estamos vivos, mas infelizmente nem todos conseguem, porque estão ocupados demais trabalhando para deixar o rico cada vez mais milionário e em contrapartida, a minoria manipula o seu dinheiro para te deixar cada vez mais pobre e totalmente dependente deles.

Por isso deixo aqui a minha sugestão, de mudar o nome do Brasil para Pirâmide, já que o sistema tem mais semelhanças com uma do que com a árvore que o originou, mas que infelizmente não faz mais sentido, porque praticamente ela nem existe mais e muito menos a sua representatividade.

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