Ter ou não ter um site? O dilema Wix

Se você quer um site apenas por ter e não o enxerga como uma ferramenta, esses serviços até quebram seu galho. Mas se você enxerga valor e um site faz parte da sua estratégia, se você quer alcançar o topo do Google e ser referência em seu mercado, então faça do jeito certo

Na semana passada, os usuários do Wix tiveram uma desagradável notícia: simplesmente o site/buscador mais acessado no Brasil e no mundo deixou de indexar os sites criados na plataforma referida.

Em tempos de era digital, onde nunca se esteve tão conectado e onde o mundo cabe literalmente na palma da sua mão, não aparecer para o cliente quando ele procura seus serviços é um passo para a morte.

Afinal, se você não é encontrado, você não existe. Se torna um “404” no cemitério da Web. Esse ocorrido suscita duas questões.

Em primeiro lugar, a importância de se ter um site. Vale ou não a pena? A resposta clássica: depende.

Ter um site tem seus benefícios. Dentre tantos, vou destacar três deles:

Credibilidade: No mundo digital, o jogo fica mais equilibrado. Empresas de qualquer porte podem apresentar e atestar a qualidade daquilo que oferecem. É raro encontrar empresa ou profissional que em seu site não possua uma página chamada “clientes” ou “portfolio”.

Quebra de barreiras: A internet não tem fronteiras. Um usuário que não seja da mesma cidade ou estado em que o seu negócio está, pode encontrá-lo em suas buscas. Isso nos leva ao próximo benefício.

Encontrabilidade: Você, como um usuário, já pesquisou dezenas de vezes no Google quando procurava determinado produto ou serviço. Com seu cliente não é diferente. Ele está lhe procurando. É preciso facilitar o trabalho e ser encontrado em suas buscas.

Porém, mesmo com esses benefícios, você pode fazer negócios na web se não tiver um site. O importante é ter presença digital. De alguma forma. Seja uma fanpage no Facebook, produzindo vídeos no youtube, capturando leads via landing pages. Não importa. Mas de alguma forma você precisa ter presença na internet.

Se você decidir ter um site, não faça apenas por fazer ou porque é “legal” e todo mundo faz. Um site envolve muito mais que a criação das páginas e as informações que você coloca lá. É preciso considerar SEO, blog, conteúdo, captura de leads, otimização para dispositivos móveis, mensuração constante dos dados de acesso via Analytics.

Ter um site não é barato e demanda profissionais especializados para criar e gerenciar um.

Em segundo lugar, esses ”sites para fazer sites”, ao estilo drag-and-drop (arrastar e soltar), invadiram a web. Em uma rápida busca você encontra pelo menos 10, sendo que a maioria possui um plano gratuito.

A princípio, eles são uma “mão na roda”. Para quem não tem um designer e um programador à disposição por que não quer/não pode pagar, criar você mesmo um site apenas arrastando e inserindo alguns elementos é realmente tentador.

No entanto, a maior vantagem também se torna um problema. O dono do site não tem controle total sobre os dados, por exemplo, impedindo que o usuário faça backup do seu conteúdo.

Outro fato a se considerar: uma infinidade de ferramentas e recursos avançados disponíveis para otimização não tem qualquer compatibilidade com sites feitos nesse tipo de serviço. Um exemplo? O Google Webmasters.

“Não dá para ser bom, bonito e barato. Se é barato, não pode ser bom, nem quem sabe, bonito. Se é bonito e bom, não dá para ser tão barato.” (Enrico Cardoso, Excited Storytelling)

Se você quer um site apenas por ter e não o enxerga como uma ferramenta, esses serviços até quebram seu galho. Mas se você enxerga valor e um site faz parte da sua estratégia, se você quer alcançar o topo do Google e ser referência em seu mercado, então faça do jeito certo.

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