Como as redes sociais estão definindo nossa alimentação
Como as redes sociais estão definindo nossa alimentação

Como as redes sociais estão definindo nossa alimentação

A execução dos pratos e drinks serão cada vez mais dependentes das técnicas e conceitos do design visual

O que vem primeiro: um prato delicioso... ou um prato incrivelmente fotográfico?

Ao mesmo tempo que o Instagram tornou-se uma ferramenta poderosa de divulgação dos bares e restaurantes, tornou-se também em uma enorme pressão para que a execução do prato ou drink seja feita sob uma direção fotográfica, da mesma forma que muitos comerciais, filmes e outras manifestações da imagem são feitas.

Esta pressão para ser esteticamente impecável tem levado a um esforço imenso dos chefs, bartenders e da gestão do empreendimento em transformar todo o espaço em uma ferramenta de fotografia. A escolha de cada elemento da mesa: toalhas, copos, talheres, pratos, iluminação, design visual, espacial, dos cardápios etc em um espaço que aprimorem e aprofundem as fotos dos clientes e hóspedes, por isso essa era hiperimagética fará com que todos se aprofundem nas teorias, ferramentas, elementos e fundamentos do design.

A execução dos pratos e drinks serão cada vez mais dependentes das técnicas e conceitos do design visual.

Teoria das cores, formas, e da linguagem visual como um todo aparecerão cada vez mais nas mesas de bares e restaurantes, a fim de que a experiência sensorial seja completa e que possa ser experimentada em diferentes camadas de complexidade. Isso inclui também a velocidade com que o prato ou drink esfria, esquenta, derrete, etc. Afinal a experiência de comer e beber só estará completa após tirar aquela foto perfeita que gerará “likes” e “novos followers” e não dá para fazer a foto perfeita se o prato se decompõe e se desmancha em 5 minutos.

Para trazer o prato perfeito e que ele não seja só visualmente perfeito e intragável, é essencial que os chefs e bartenders participem da formatação do conceito de alimentos e bebidas, e mais ainda de compreender como todo aquele espaço irá se comunicar, ressaltar, amplificar a experiência gastronômica.

A ideia é partir da construção gastronômica, e refiná-la passo a passo a partir das técnicas de design e composição fotográfica

Como o título, não adianta nada o prato ser fotográfico e intragável, então primeiro deve-se construir a gastronomia, e todo seu impacto sensorial de sabor na boca e aroma, e a partir daí desconstruir e reconstruir a experiência visual, aromática, tátil, sonora e gustativa dentro de uma estratégia que inclui a escolha da louça, talheres, copos e taças, iluminação etc.

Assim podemos pensar no prato ou coquetel de forma 360º, onde todo o impacto sensorial está coeso com o ambiente, com o serviço, com a expectativa do cliente etc... sem correr o risco de o prato ficar desarmonioso ou de fato, intragável.

Esse profundo controle de todos os detalhes da experiência do cliente será, deste ano em diante, cada vez mais crucial para o posicionamento e direcionamento do bar ou restaurante na conquista do seu público alvo, e se utilizado da forma correta, a experiência será o motivador geral de que os clientes criem divulgação espontânea para você, e amplificando seus esforços de marketing.

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