Tempo é dinheiro

Já dizia minha mãe quando eu demorava para vestir o meu uniforme da escola: "não perca tempo meu filho, tempo é dinheiro". Até hoje eu não entendo por que eu ficava matando tempo se minha mãe já deixava a calça, camisa e meias sobrepostas na cama, devidamente passadas e prontinhas para vestí-las. Mas era assim mesmo, eu sentava na cama e ficava pensando na vida, inerte, sem mover uma palha. O que eu ficava pensando?? não me lembro, se fosse algo importante com certeza lembraria até hoje, felizmente a única coisa que me lembro era minha mãe dizendo: "Tempo é dinheiro". Talvez pensasse em jogar bola logo mais a tarde, talvez pensasse no que iria aprontar durante o horário de recreio ou talvez ainda pensasse na morte da bezerra, mas nunca pensava que o tempo valesse dinheiro. O que importava pra mim é que o tempo passava, eu enrolava e nada proveitoso saia da minha cabeça e muito menos ação que era tão somente vestir aquele uniforme. E minha mãe sempre dizendo: "anda logo porque o tempo é dinheiro". Engraçado que hoje em dia, traduzo ao pé da letra o que minha mãe tanto queria dizer com "tempo é dinheiro". Entendo, por exemplo, porque as pequenas empresas entram mais facilmente em crise financeira e porque muitas delas não resistem aos abalos e dificuldades e "quebram". Muitas tentam se justificar alegando descaso macroeconômico, concorrência acirrada, ausência de recursos de capitais, arrocho ao crédito condizente à pequenas empresas, política de juros elevados, etc. São muitos os argumentos que poderiam contribuir com os abalos e as dificuldades financeiras das empresas, mas nada, nada, nada mais justificável do que as decisões tardias no combate à crise, não a crise econômica do país, longe disso, mas a crise pessoal de quem devesse tomar ações e atitudes rápidas no confronto da crise empresarial. "Tempo é dinheiro" se não for tomada ação e atitudes a tempo de se aplicar o tratamento, corre-se o risco de perder todo o dinheiro investido na empresa. Lamentavelmente são muitos os pequenos empresários que a beira de um colapso financeiro, ficam a mercê do tempo, com pensamentos vazios, esperando a morte da empresa chegar. Vejo muitos desperdiçarem seu tempo aguardando possibilidades de algo de bom acontecer, sonhando com o amanhã, na expectativa de uma melhora milagrosa e... nada fazem, não se mexem... e o pior, resistem a ajuda de terceiros, quando bem da verdade, viriam em boa hora. É triste perceber quando boa parte dos pequenos empresários se fazem de desentendidos, principalmente, quando o objeto da conversa é a necessidade de ação rápida . Parece não compreenderem que a prática de reverter dificuldades é a atitude propriamente dita, tão simples como vestir as peças do uniforme dispostas à nossa frente. É como se tudo fosse melhorar, faturar, faturar, faturar... captar mais clientes, fechar mais negócios, lucrar mais para sair da lama... a espera de um milagre?? ... não!... de um suicídio! Mais triste do que se suicidar pela resistência de tomar alguma atitude para conter a iminência do desastre, é o tempo desperdiçado para a decisão. O passado não paga a conta, as bobagens que já foram feitas não se arrumam sozinhas. Minha mãe tinha razão, "tempo é dinheiro".
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