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Tecnologia Social

O objetivo da Tecnologia Social está em aproximar as necessidades do cotidiano, como: alimentação, educação, energia, habitação, recursos hídricos, saúde, meio ambiente, melhoraria da renda, ao conhecimento das mais diversas inovações tecnológicas, nas áreas citadas e outras de igual importância ao povo brasileiro. Neste contexto existem 2 agentes que pouco se conhecem, a população de modo geral e os cientistas e inventores, detentores do domínio técnico-científico. Para os pesquisadores a aproximação de suas pesquisas nas mais diversas áreas, com os seus possíveis consumidores, podem se tornar uma via de duas mãos, pois de um lado estão pessoas ávidas por tornarem sua vida mais digna e do outro a inteligência científica precisando encontrar meios para realizar análises e conseqüentes adequações dos projetos à realidade de uma região e sua população. Porém, para efetivar a tecnologia social, apenas o estudo sintomático de uma comunidade, não trás benefícios diretos e efetivos, se faz necessária a transformação da pesquisa em produto, material ou idéia passível de ser empregada, que atenda uma ou mais necessidades de um determinado território, a um custo nivelado às disponibilidades do país. Neste momento começam as divergências entre os dois extremos, pesquisador e população. O pesquisador, detentor da patente, segundo o INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial www.inpi.gov.br), pode oferecer a tecnologia desenvolvida, das seguintes formas:  O titular do pedido de patente depositado ou patente, seus herdeiros ou sucessores poderão conceder licença para sua exploração. A licença pode ser exclusiva, quando então o próprio titular é excluído do direito de exploração, ou não exclusiva, o que permite ao titular fornecer várias licenças a diferentes pessoas ou companhias e/ou explorar por si próprio, se for possível e achar conveniente.  A concessão da licença, da qual deverão constar as condições de remuneração bem como as condições relacionadas com a exploração do privilégio, está sujeita à averbação no INPI (Art. 62 da LPI).  Concedida a licença e explorada a patente pelo detentor da mesma, terá o titular da patente direito de receber "royalties", que é a remuneração paga pelo detentor da licença pelo direito da exploração. Assim, apenas a publicação dos desenvolvimentos técnico-científicos, que podem ser acessados livremente, mas somente poucos interessados conseguem encontrar, visualizar e entender sua efetiva aplicação, não basta, seria fundamental a integração: tecnologia X necessidade comum. Por mais interessado que possa ser o pesquisador pela melhoria da condição de vida do seu próximo, ele deveria ser remunerado de alguma forma pelo seu trabalho de anos de estudos e pesquisas, para criar o interesse de outros inventores a depositarem patentes e de alguma forma atender as carências tecnológicas do Brasil. Muitas vezes o cientista faz parte de alguma instituição pública de ensino, como as Universidades, Faculdades ou Centro de Ensino Superior Federais, Estaduais ou Municipais, o que deveria tornar mais fácil o contato entre a necessidade comunitária e a tecnologia, mas nem sempre isto acontece. Instituições como o Instituto de Tecnologia Social (ITS Brasil www.itsbrasil.org.br) e a Fundação do Banco do Brasil, através do Banco de Tecnologias Sociais e o Prêmio da Fundação do Banco do Brasil de Tecnologia Social (www.tecnologiasocial.org.br), procuram incentivar e fomentar a difusão das diversas tecnologias sociais, com o foco em novos empreendimentos que atendam a promoção da cidadania no Brasil. Este pode ser um dos caminhos para aproximar as necessidades brasileiras dos nossos cientistas.
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