Tecnologia e inovação Disruptiva, o terceiro lado da moeda. (SANTOS, R. S)

A inovação não é restrita aos aspectos tecnológicos e econômicos. As inovações sociais e tecnológicas na forma de gerenciar uma empresa são tão relevantes quanto as econômicas. O senso de inovação de uma organização tem que possibilitar o abandono sistêmico do que já é antigo.

Já falamos sobre inovação por aqui, delineamos os seus fundamentos, suas características, princípios e como esta importante ferramenta de gestão pode favorecer no crescimento das empresas. Em contrapartida entendemos também que o processo de inovação exige não só a implantação de novas funcionalidades e ferramentas ligadas a Tecnologia da Informação, mas também a outras modulações que abrangem um conceito sólido e não evasivo. A verdadeira inovação deixa de ser amparada por experimentos invencionistas para dá lugar a reinvenções de técnicas e utilidades já contidas no ambiente empresarial. Tratando de reinvenções, modulações e é claro Tecnologia, abordaremos por meio de paradigmas contextuais e práticos a utilização da Disrupção, um termo não muito novo mas desconhecido por muitos administradores.

O “cara” se chama Clayton M. Christensen, professor de Administração da universidade de Harvard Business School e idealizador do termo Tecnologia Disruptiva distingue-o termo como sinônimo de Inovação Disruptiva, no entanto considera que o último é considerado mais adequado. O termo Tecnologia Disruptiva nasceu em um cenário onde o estudo envolvendo as ferramentas de Tecnologia da Informação (T.I)* se tornaram base na implantação de qualquer outra ferramenta para o alinhamento nas gestões de recursos e capitais que envolveriam os investimentos nas empresas.

Esses termos vem sendo usados a décadas, como exemplo estão contidos nos livros de Geoffrey A. More em “Crossing the Chasrm “ e o guru da Administração Peter Drucker em seu livro “ Tecnologia, Sociedade, Administração e Sociedade”. Para Christensen, uma empresa bem administrada (que é um importante fator para o sucesso) também corre riscos de sobrevivência, porque a administração está comprometida com formas tradicionais de fazer negócios e não percebe o valor potencial de uma tecnologia Disruptiva. Isso acontece porque as “tecnologias disruptivas mudam a proposição de valor de um mercado. Quando aparecem, elas quase sempre oferecem menor desempenho em termos dos atributos que os consumidores tradicionais estão habituados”

De acordo com Peter Drucker, “a inovação mais produtiva é um produto ou serviço diferente, criando um novo tipo de satisfação, ao invés de uma simples melhoria”. Dessa forma, a inovação está associada à geração de valor econômico e é diferente da invenção, que tem um significado tipicamente tecnológico. A inovação não é restrita aos aspectos tecnológicos e econômicos. As inovações sociais e as inovações tecnológicas na forma de gerenciar uma empresa são tão relevantes quanto as econômicas. O senso de inovação de uma organização tem que possibilitar o abandono sistêmico do que já é antigo.

Em termos práticos o uso da inovação e da tecnologia quando trabalham em conjunto levam não só a uma melhoria a que se refere os aspectos de modernização da empresa mas que envolvem uma melhor “impressão” e aceitação das novas ideias que se visa buscar. Mais do que isso, para que uma ideia seja caracterizada e fomentada como Disruptiva deve-se considerar que o instrumento de aproveitamento foi caracterizado como algo simples e os seus resultados ultrapassaram o esperado. Esse instrumento pode ser um produto ou um serviço, a ideia é que o experimento satisfaça a unanimidade. Isso não significa dizer que irá alcançar um determinado monopólio, mas que a extração do resultado desse experimento ou instrumento que foi colocado no mercado obtenha mais do que se foi esperado até mesmo pela concorrência.

Para entender melhor vamos analisar as seguintes objeções:

  1. O produto ou serviço que estou ofertando no mercado hoje é igual ou superior ao do meu concorrente e porquê?
  2. O que caracteriza a minha empresa como agressiva e qual o nível de insegurança que meus concorrentes tem no mercado ao ver-nos alcançar novos objetivos?
  3. Quais são as oportunidades sociais que a nossa companhia estão lançando mercado afora?

Com essas perguntas, fica mais fácil compreendermos que a necessidade de inovação neste momento não está mais vinculado somente a uma (NOVA) ferramenta desenvolvida mas no seu (NOVO) comportamento exigível em caráter concorrencial, dinâmico, palpável e acima de tudo sólido. São vários os casos de empresas que lançam produtos e serviços novos no mercado, ganham e criam certeiras invejosas de clientes, mas não perduram por muito. Essa “instabilidade inovadora” só podem satisfazer duas evidencias explicativas: 1. Não houve aceitação de mercado e 2. O próprio mercado se tornou mais exigente.

A tecnologia e inovação Disruptiva pode se tornar de baixo rendimento quando os consumidores ou o Target escolhido visualizam o seu produto ou serviço como obsoleto dia após dia criando desde então um entrave nas futuras negociações.

Podemos citar como exemplo muito prático uma empresa de grande porte que utilizou dessa inovação Disruptiva mas não se manteve no mercado, nesse exemplo temos um produto e não a empresa como um todo, haja vista que a mesma está colocada como uma das maiores no ranking de inovação do mundo. Estamos falando da gigante Google e o seu produto Orkut. A imagem abaixo nos retrata uma das características da viabilidade da inovação Disruptiva.

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Todo mundo conhece a história do Orkut e a sua posição de mercado pós conhecimento do público sobre o Facebook. O site de maior pesquisa nos buscadores de pesquisa, perdeu sua “invencibilidade” em Setembro de 2014 quando a Google Inc. anunciou o término na oferta pelo serviço. Muitos céticos acreditam que a chegada de novas redes sociais como o Facebook, Likedin e Twitter diluíam pouco a pouco o interesse no acesso à rede social do Google, para as analistas de mercado nenhuma outra rede social ganhou tanto prestigio e rentabilidade o quanto o experimento de Mark Zuckerberg que começou em uma universidade para ganhar o globo terrestre.

Devemos considerar que o conceito de inovação é bastante variado, dependendo, principalmente, da sua aplicação. De forma sucinta, entendemos que a coroa das empresas (inovação) não responde mais pela cara (não inovar) pois o seu terceiro lado chamado Disrupção ganhou forma ao explorar o sucesso das novas ideias. O sucesso das empresas depende dessa agressividade, da maneira como encaram os três lados dessa moeda tendo como não inovado a visibilidade dos concorrentes, inovando os seus conceitos e criando ferramentas Disruptivas que levem a alcançar o tão sonhado diferencial simplista e improvável sucesso que talvez não se esperava receber. Um abraço !

1* T.I ( Tecnologia da Informação )

Referências:

Drucker, Peter. Tecnologia, Administração e Sociedade – Peter Drucke. Editora: ELSEVIER – CAMPUS. 1973.

Disruptive Innovation ,The Innovator's Dilemma: The Revolutionary Book that Will Change the Way You Do Business (Collins Business Essentials)

Público (clayton m. christensen disruptive technology), "Disruptive Innovation?", Página consultada a 21 de Fevereiro de 2016<http://www.claytonchristensen.com/key-concepts/>

Público (Inovação disruptiva para a mudança social), Página consultada a 21 de Fevereiro de 2016<http://hbrbr.com.br/inovacao-disruptiva-para-a-mudanca-social/>


Ficha Técnica do colunista:

http://www.taperatv.com.br/ramon-santos/

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