Sustentabilidade e a lei de ação/reação – Volkswagen em foco

Uma investigação da Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos, descobriu que a empresa automobilística Alemã Volkswagen ludibriou testes que detectam a emissão de poluentes dos motores a combustão de automóveis. A ação fraudulenta consistia em utilizar um programa de computador que ativa o sistema de controle de emissões de gases apenas durante os testes oficiais, mas no uso diário os carros da montadora emitiam tantos poluentes quantos os carros normais. Em tempos de crise na economia mundial e tentativa de redução de gases poluentes em vários países ao redor do mundo, uma ação fraudulenta pode ter consequências devastadoras para a empresa

O tema sustentabilidade nunca esteve em tão grande evidência desde a publicação do conceito de desenvolvimento sustentável (DS), que foi apresentado pela World Commission on Environmental Development, em abril de 1987, através do relatório “Nosso Futuro Comum”, também conhecido como “Relatório Brundtland”. Dentre muitas definições, o desenvolvimento sustentável pode ser definido de maneira simples e objetiva como sendo “o desenvolvimento que encontra as necessidades do presente sem comprometer a habilidade das futuras gerações de encontrar suas próprias necessidades”. Mas qual o impacto que uma empresa pode ter ao negligenciar os princípios da sustetanbilidade, ou tentar maquiar dados para vender um produto que emite menos gases poluentes, mas que na verdade não é bem assim?

O escândalo da montadora Alemã de automóveis veio a tona no mês de setembro de 2015 causando um série de efeitos em cascata. A empresa que construiu seu prestígio no setor automobilístico em oito décadas, perde sua credibilidade em um momento de turbulência economica mundial. Notícias publicadas na imprensa apontam que uma investigação da Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos, descobriu que a companhia ludibriou testes que detectam a emissão de poluentes. A ação fraudulenta da gigante do setor automobilístico consistia em utilizar um programa de computador que ativa o sistema de controle de emissões de gases apenas durante os testes oficiais. Porém, no uso diário os carros da montadora emitiam tantos poluentes quantos os carros normais. O que consiste em fraude. A empresa automobilística admitiu que 11 milhões de carros em circulação nos Estados Unidos e na Europa tiveram seus testes de emissão fraudados. A pergunta é: o que leva uma empresa multinacional a efetuar uma fraude de tamanha proporção sem levar em conta os riscos e consequências da descoberta da fraude? Dinheiro? Falta de profissionalismo? Descaso? A empresa parece ir para um caminho inverso a tendência mundial que é a redução de gases poluentes. E as consequências para tal fraude não serão poucas.

As consequências não foram somente na imagem da empresa. O prejuízo total pode chegar a 300 bilhões de reais. Além de multas e a desvalorização de suas ações nas Bolsas de Valores. Michael Horn, diretor-executivo da Volkswagen nos Estados Unidos disse: “Nossa companhia foi desonesta com todos vocês”, e em seguida o presidente mundial da empresa pediu demissão e reconheceu o erro. Vale ressaltar que a empresa automobilística Alemã emprega 270 mil pessoas no país sede e vendeu para o exterior no ano passado 225 bilhões de dólares, o equivalente a um quinto das exportações totais da Alemanha. A apreensão dos cidadãos alemães e funcionários no país sede e em diversos outros países em que a montadora atua não é para menos, pois em um momento de crise na União Européia e outros países, a bancarrota de uma empresa não é algo assim pouco improvável.

Mais do que vir a público e admitir o erro, resta a empresa uma retratação pública, tentar evitar o colapso total, elaborar um novo plano estratégico de negócios e evidentemente, a partir de agora, investir em tecnologias mais limpas nos motores a combustão para evitar e liberação de gases poluentes.

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