Sua curiosidade pode levá-lo mais longe. Por onde você anda hoje?

Questionar procedimentos, propor inovações, rever metodologias de trabalho era uma afronta ao bem estar da empresa em um tempo passado próximo

A nossa sociedade é cheia de mantras limitantes, quem nunca escutou o velho ditado popular “a curiosidade matou o gato”? E quem nunca ficou incomodado com os tantos “porquês” indagados pelas crianças que não se contentam com respostas simplórias?

Fomos formados socialmente para aceitar padrões e nos adaptar às regras das comunidades em que vivemos. Ah Fernando, quer dizer então, que você é contra as regras? Não, de maneira alguma. Elas são importantes e direcionam comportamentos, porém, não podemos nos prender em uma bolha normativa absoluta sem refletir sobre o novo.

Hoje quero falar aqui em especial sobre uma habilidade até pouco tempo vista como algo negativo no mercado: a curiosidade. Questionar procedimentos, propor inovações, rever metodologias de trabalho era uma afronta ao bem estar da empresa em um tempo passado próximo.

Etimologicamente, o termo curiosidade significa ambição por conhecimento. Podemos dizer que existem três tipos de curiosidades inerentes ao ser humano: ativa, passiva e inexistente.

A curiosidade inexistente, como o próprio nome sugere, não está presente no comportamento da pessoa. É aquele profissional que não sente interesse pelo novo, chegando inclusive a temê-lo.

Quando falamos sobre a curiosidade passiva, nos referimos àquele profissional que precisa ser estimulado a correr atrás de algo, seja uma informação, por exemplo, ou ainda, a resolução de um problema.

Todavia, a curiosidade ativa, valorizada hoje no mercado de trabalho, é aquela busca incessante por novidades. Ela está presente naquele profissional inquieto, chamado muitas vezes de inovador por suas ideias que desviam da curva normativa social. O “curioso ativo” é alguém aberto às possibilidades, geralmente interdisciplinar e com facilidade para interagir com qualquer ciência. Os profissionais realmente bons de qualquer área são pessoas muito curiosas, que perguntam, questionam, buscam novos conhecimentos dentro e fora da sua área e utilizam isto como elemento de inovação.

Quando perguntamos “e se?”, “como?”, por que?” ou “por que não?” passamos a enxergar o mundo de forma que as pessoas menos curiosas não veem. Pessoas curiosas conseguem transformar necessidades em oportunidades e levar frescor para os seus negócios.

E você? Qual o seu nível de curiosidade? A história não glorifica quem mantém o status quo, e embora a sociedade demonstre maior apetite para o estático, nenhum tempo prosperou com a política do retrocesso.

Pense nisso! E inclusive, pode questionar tudo o que eu falei (ou parte disso)

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