Sua carreira é você quem faz

Independentemente da organização em que se trabalhe e qualquer que seja o ramo de atuação, as pessoas trazem como expectativa de seu desenvolvimento o tão desejado Plano de Carreira

Ao longo de minhas experiências na área de Recursos Humanos — às quais estou envolvida com desenvolvimento humano nas organizações há mais de uma década —, venho sempre me intrigando com algo que chamamos de Carreira.

O fato é que, independentemente da organização em que se trabalhe e qualquer que seja o ramo de atuação, as pessoas trazem como expectativa de seu desenvolvimento o tão desejado Plano de Carreira.

Mas, por que isso me intrigaria? Isso não seria natural?

O incômodo se dá pela estranha surpresa provocada pelo fato de que as pessoas, em geral, não assumem para si o rumo de suas próprias vidas e, consequentemente, de suas carreiras. Um percentual bem significativo de pessoas acredita que o Plano de Carreira deve ser oferecido pelo empregador e atribui seus sucessos e fracassos à organização em que trabalha ou, muitas vezes, a um vilão chamado Mercado de Trabalho.

Oito entre dez pessoas perguntam ao entrevistador, no momento da entrevista de admissão, além do salário e benefícios que serão oferecidos e as atividades a serem desempenhadas no cargo, se a empresa lhes oferece um Plano de Carreira.

A pergunta é: as empresas devem determinar a sua própria carreira?Ou devem oferecer uma chance para que você possa fazer o seu melhor?

E se eu lhe apresentar um novo percentual — o indicador das pessoas que realmente fazem de sua carreira um sucesso? Você imagina qual é? Acredite: o índice se modifica para apenas uma entre dez pessoas. Isto quer dizer que apenas uma entre dez pessoas realmente planeja sua própria carreira.O restante, como diria uma canção brasileira, “deixa a vida levar”.

A pessoa que consegue ser bem sucedida, em qualquer ramo de atuação, é simplesmente aquela que determina para si mesma seus objetivos profissionais e sabe aonde quer chegar. O profissional que conhece suas melhores habilidades e suas competências a desenvolver, e utiliza-se disso para sua evolução pessoal, mantém vivo o foco no futuro e, assim, atinge seus objetivos. Em consequência disso, torna-se um profissional com visibilidade e determinação, daqueles a quem muitos invejam e/ou admiram, pois recebe convites para assumir cargos de confiança nas organizações ou desponta como empreendedor promissor.

É bem mais fácil chegar a uma cidade a que você nunca foi quando você tem um mapa, certo? E quando essa cidade é o lugar em que você sempre desejou estar? E, quando além do mapa e do desejo de chegar, você ainda tem um veículo, e também sabe dirigir? Isso se chama Maestria Pessoal. Ser maestro é possuir o controle de sua própria vida. É um impulso de dentro para fora, e não o contrário. É ter em mente todos os passos a serem seguidos e percorrê-los obstinadamente.

Você pode mudar a sua carreira ao longo da vida, e a decisão é somente sua. Se você não sabe muito bem como fazer isso, inicie listando em um papel seus objetivos de vida, incluindo, é claro, os objetivos profissionais. É importante que eles sejam mensuráveis e realistas, e que tenham prazo para serem alcançados.

Primeiro sonhe, depois execute.

Você é quem faz a sua carreira. Seja mudar de profissão, alcançar um determinado cargo na empresa ou abrir o próprio negócio. O que importa é que é sua carreira, sua chance, sua vida.

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