Startups: como fazer um pre mortem (e previnir o post mortem)
Startups: como fazer um pre mortem (e previnir o post mortem)

Startups: como fazer um pre mortem (e previnir o post mortem)

A ideia é que você reúna a sua equipe e finja que o produto falhou. Isso mesmo: falhou, caiu aos pedaços, implodiu ou "disse Aloha Oe", como dizemos no Havaí

Médicos conduzem post mortems para descobrir por que as pessoas morreram. Eles fazem isso para resolver um crime, previnir a morte de outros e satisfazer suas curiosidades. Entretanto, uma vez que uma pessoa morre, é tarde demais para ajudá-la.

Empresários e seus investidores geralmente analisam porque um produto, serviço ou companhia morreu - especialmente se é a empresa de alguma outra pessoa. E, assim como no caso de pessoas mortas, um post mortem é muito tarde para fazer algum bem para um produto, serviço ou companhia defunto. Entenda abaixo o conceito de pre mortem, cunhado por Gary Klein, cientista chefe da Klein Associates e autor de "Sources of Power: How People Make Decisions".

A ideia é que você reúna a sua equipe e finja que o produto falhou. Isso mesmo: falhou, caiu aos pedaços, implodiu ou disse "Aloha Oe", como dizemos no Havaí. Você pede para a equipe apresentar todos os motivos que causaram o fracasso. Então cada membro tem que enumeram uma razão até que todas estejam na lista. O próximo passo é descobrir maneiras de previnir cada uma das hipóteses de acontecer.

Você não pode pedir para que a equipe relate os problemas e desafios porque reuniões regulares são regidas por jogos mentais e regras não escritas, como por exemplo, não envergonhar seus amigos, não parecer um mau jogador em equipe e não fazer inimigos. Você não pode me dizer que todos são completamente abertos e honestos nestes encontros.

Em contraste, as pessoas não estão colocando a culpa uma na outra e em outros grupos em um pre mortem (ao menos nos realizados corretamente). Todo mundo está compilando uma lista de todos os fatores hipotéticos que podem aparecer. E "todos" significa "todos" porque seria uma pena se alguém pensasse em um problema, mas o julgou não importante o suficiente para mencionar.

Este artigo é um trecho do meu livro "The Art of the Start 2.0".

Conteúdo publicado no blog do autor e gentilmente cedido para publicação no Administradores.com.

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    Guy Kawasaki

    Guy Kawasaki

    "Evangelista-chefe" do Canva, ferramenta online de design. Ele foi assessor da unidade de negócios da Motorola no Google e "evangelista-chefe" da Apple, além de ser o autor de livros como "Encantamento: a arte de modificar corações, mentes e ações" e "A arte do começo". Mais recentemente, ele lançou "The Art of the Start 2.0: The Time-Tested, Battle-Hardened Guide for Anyone Starting Anything", ainda sem versão em português.

    Mais informações em seu site: www.guykawasaki.com

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