Sonhos: você está disposto a entregar tudo para realizá-los?

Seja consumido pela causa, montando ações servidoras em prol de resultados assertivos e maximizados

Ás vezes fico triste, cabisbaixo e nada é capaz de me alegrar. No topo do lúdico edifício, meus olhos melancólicos fixam as luzes da cidade e meu pensamento paira para além dos cenários instituídos, me fazendo chorar sem poder derramar uma lágrima sequer, tal qual uma alma escravizada que perece perpetuamente acorrentada na casca abjeta de uma reles marionete.

Tudo isso porque minha joia se foi, apagando a formosura do meu coração e trucidando a esperança contida nas profundezas mais longínquas de minha aura. Ah se eu pudesse voar, tocar as galáxias e regenerar a moldura – eu conceberia um universo de amor onde ela seria singularmente minha única e magnificente estrela: reluzente, cintilante, puríssima e imaculada, comparável apenas as doces e encharcadas pétalas celestiais, visitando-me todos os dias para me agraciar com a glória sui generis de suas tempestades estelares e com a aurora sempar de suas excentricidades oculares. Oh minha dama de sopros angelicais, porque levastes minha insígnia de cristal, obrigando-me a habitar um mundo preto e branco longe dos traços coloridos e majestosos de seu meiguíssimo e sereníssimo olhar...

Tudo que tenho agora é um reino fantasioso e imaterializável, vívido nas lembranças monumentais que jamais poderei extirpar, como um solitário querubim que fora lançado para longe de sua morada, penando duradouramente nas masmorras de um passado perfeito que se perdeu na areia do tempo e nas gélidas correntezas do oceano. Se eu fosse dono da lua, construiria um palacete de diamantes no santuário mais titânico dos campos elísios para ti e eu habitarmos, como duas almas inseparáveis e interdependentes, vibrando eternamente na sumptuosa presença de duas essências que apaixonadamente se complementam e se amam, mas para meu sinuoso dissabor, não tenho tamanho poder e jamais teria a audácia de desejar tão excelsa condição, pois existo para uma causa que paira a milhas e mais milhas dessa supracitada e complexada atmosfera.

Destarte, cabe a minha lúgubre face abraçar heroicamente essa missão: enfrentando o mórbido destino com garra e valentia mesmo com as penas despedaçadas e as asas ensanguentadas de uma galáxia chorosa, buscando encontrar tesouros nas terras mais remotas do horizonte inexplorado – semelhantemente a um sádico e enlouquecido andarilho que passeia astutamente por terrenos nunca antes povoados na ínfima busca por edifícios enigmaticamente irreais e ilusórios.

Esse conjunto de sentimentos e emoções externado nos quatro parágrafos acima pode parecer tão somente excesso de sinceridade ou um ovante orgulho sufocado de uma torre colossalmente despedaçada, contudo é exatamente assim que eu me sinto por ter substituído meu maior desejo pelo meu chamado existencial: não sou o homem mais feliz do planeta, mas tenho a ciência plena de que fiz a coisa certa. Chaplin conforta a minha decisão com palavras análogas e sempre que debruço em suas reflexões me sinto como seu irmão mais novo – pronto para receber retaliações, condecorações e convicções que elevarão demasiadamente o meu espírito e me farão gozar de uma consciência poderosamente lúcida.

Batalhando contra seres que mal posso ver, tudo o que eu queria era voltar as sublimes madrugadas onde tudo que existia eram sons, gestos e delicadezas, como a melodia ternurosa de uma harpa afinadíssima que emana acordes celestialmente perfeitos e imaculadamente santificados. Todavia, esse é um sonho definitivamente impossível para quem perdeu as remotas chaves do próprio coração.

Tendo esses espaços traçados, vou dominando minha saudade, guardando os momentos que se perderam nas profundezas mais extintas do meu núcleo, deixando para trás os pedaços que uma hora me pertenceram sem esquecer que um dia eles habitaram carinhosamente dentro de mim: meu santuário opulento de louvores, minhas egrégoras safiras do zodíaco, meu palacete de figuras raras, minha cidadela de inapagáveis vagalumes, meu ataúde quebrantável de sagradas alegrias, minha catedral de extintas sinfonias...

Decerto, minha imaginação sempre estará a abençoar e contemplar tais preciosidades, como uma sinagoga intrínseca de momentos especiais que brotam dos meus esplendentes, portentosos e irretocáveis pensamentos. Neste lugar, verei claramente a elfa de passos prateados reger com seu báculo dourado as numerosas constelações do meu ser, como uma deusa de inextinguível formosura e resplendor que aguça e desperta minhas adormecidas e inesgotáveis fascinações.

Em qual direção o seu canhão está apontando?

Até onde você está disposto a ir? Qual o grau de determinação e disciplina deseja aplicar? Qual nível de competitividade quer permear? Essas respostas banais farão toda a diferença no jogo, pois seres diferenciados entregam TUDO para terem seus objetivos materializados.

Isso não quer dizer que você deve encontrar um demônio na encruzilhada e fazer um pacto para encurtar sua estrada, porque é exatamente o contrário: o plano máster é achar uma coisa tão preciosa que valha todas as outras coisas juntas (inclusive a sua alma).

Aprendi com o padre Antonin Sertillanges que existe uma separação interplanetária entre homens comuns (que vivem para si mesmos) e homens extraordinários (que vivem por um ideal). Os primeiros são levados por vaidades e desejos que quase sempre não os completam, já os segundos vivem por seus estigmas firmados, se entregando integralmente na incansável busca por suas rijas e sublimes convicções, gerando certezas que confortam seus corações por se tratarem de castas enobrecidas e vastamente elevadas.

De uma maneira mais pratica, procure ter o seguinte insight: porque não enxergar essa vida como um simples protótipo, matando o fantasma da morte por criar uma existência voltada para um porvir transcendental? Isso exigirá uma conduta laboriosa, consagrada e devotada, de sorte que as coisas visíveis se tornarão totalmente secundárias frente às ocultas que não podem ser captadas sensorialmente.Em outras palavras, estou falando de eternidade, de valores que dinheiro não compra, de coisas que superam o fluxo casual do mundo, de mentes que alcançam patamares infinitamente grandes. Você se sente preparado para encarar essas estupendas e raras sublimidades, ou preferirá ostentar uma conduta mais parecida com a maioria dos seus pares, ou seja, onde um simples duelo contra criaturas do mesmo nível é o topo supremo do universo?

Estou plenamente convicto: quando o pensamento se situa fora desses sábios arraiás o medo toma conta da atmosfera e acaba reduzindo nossas capacidades mais avantajadas, transformando nossos entendimentos em fluxos atrasados e apequenados por conta de adentrarmos uma coluna limitada racionalmente (padronizada). Na realidade, o fato de vivermos apenas para as coisas do presente faz com que sejamos absolutamente desprovidos de inteligência, haja vista que a dimensão espiritual é infinitamente superior à terrena. Quer provas conclusivas? Olhe para Jesus Cristo e responda imparcialmente: como um singelo carpinteiro seria capaz de realizar tamanhos prodígios e feitos possuindo uma reles natureza tangível? Impossível não? Certamente, ele tinha uma consciência que habitava anos luz desse painel visível que conhecemos, agindo com destreza e sapiência que brotavam do alto, dos píncaros inacabáveis, dos clarões imensuráveis, nas mais elevadas neblinas do firmamento.

Ora, não é claramente lógico - ele fazia tudo para Deus e esse era o segredo do seu inigualável sucesso. Ele sabia como ninguém que uma vida de olhos vendados para o paraíso sempiterno fomenta apenas um amontoado de personagens que transitam em círculos, rodando perpetuamente para chegarem a lugares vazios – semelhantemente a um cão que quer abocanhar a própria calda e que idiotamente se cansa de tanto pelejar.

Com toda certeza, grandes profissionais possuem esse “algo a mais”. Eles não estão no mercado apenas para auferirem lucro, dado que reconhecem a importância de suas existências para que o globo seja mais colorido e polido. Usando letras diferentes, essas personalidades plantam suas positividades e acendem suas lareiras na escuridão, inflamando os corações gélidos para conceberem novas figuras capazes de dar ao planeta um especialíssimo requinte de luzes criativas e sinteticamente diferenciadas.

Mercado de trabalho: uma selva de mortais e insaciáveis predadores

José - um dos personagens mais injustiçados da Bíblia - foi vendido pelos seus irmãos (por inveja) e viveu como escravo no Egito durante longos anos. Contudo, o filho mais querido de Jacóconseguiu por meio da sabedoria, da humildade, da inteligência e da fé superar essas adversidades e se tornar o braço direito do general mais importante daquele tempo, regenerando suas forças para conquistar uma gloriosa patente no palácio faraônico e provar definitivamente que o bem sempre prospera contra o mal, independentemente dos refratários desenrolares momentâneos que a vida nos traz.

Charles Chaplin, o revolucionário do humor e das superproduções cinematográficas morava na rua, era rejeitado por todos e tinha que comer comida estragada para sobreviver, como um fétido e pífio animal imundo. Todavia, jamais deixou sua alma perecer, encontrando forças para se reerguer e criar um império colossal que encantou milhares de pessoas, fazendo seu nome ser universalmente conhecido por pertencer a um artista que fez do amor a expressão mais bela do seu indizível portfólio de atribuições.

Walt Disney, um dos maiores gênios da inovação que esse mundo já viu foi vergonhosamente demitido na época em que trabalhava num jornal com a estranha justificativa de que ele não tinha o dom da criação e tampouco os límpidos traços da criatividade (apanágios imprescindíveis para o exercício da supracitada função). Não dando ouvidos a essa inacreditável inverdade, Disney se levantou e superou a miopia estrambólica dos seus antigos comandantes, criando um império nunca antes imaginado dotado de magias e encantamentos surreais que ganhou não só o reconhecimento das pessoas, mas principalmente a certeza de que ele havia nascido exclusivamente para brilhar.

Todos esses vencedores tiveram histórias antagônicas entre si, porém tinham algo em comum: o foco. Jamais se deixaram levar por opiniões frívolas e por gente que não tem o mínimo de respeito pelo ser do outro, acreditando em si mesmos independentemente dos orbes demoníacos que circulavam malignamente sob suas cabeças.

E essa é a grande sacada de qualquer profissional de sucesso: a persistência e a crença nos genuínos talentos que brotam intimamente no coração, porquanto o pensamento positivo é uma qualidade que impulsiona os atributos mais notáveis que moram em nossos âmagos, fazendo nossas faculdades fenomenais serem poderosamente ativadas pela confiança que temos em nossos núcleos cerebrais.

Os “NÃOS” que recebemos constantemente, o meio medíocre em que transitamos, as falsas amizades que fazemos ao longo do circuito, a falta de ética e equidade dos nossos governantes e as perspectivas duvidosas são alguns dos motivos que impulsionam nossa falta de motivação no dia a dia. Daí a necessidade de uma postura equilibrada para solapar esses obstáculos e transformá-los em oportunidades de desenvolvimento, fomentando sabedoria para tripudiar essas contrariedades e usá-las como verdadeiros trampolins.

Normalmente, as mentes lerdaças vendem seus sonhos porque foram condicionadas a ostentarem uma vida de servidão eterna, onde não podem ter suas liberdades intelectuais e suas sagacidades pessoais, sofrendo por seguirem uma fila alienada de criaturas sem personalidades originais. Em outras palavras, de tanto moldarem seus pensamentos para uma conduta derrotista acabam gerando atitudes tontas, débeis e fracas, o que faz com que o insucesso seja a bússola mais marcante de suas apequenadas e “hiper-minimizadas” inclinações.

Não é por acaso que o símbolo mor dos vencedores é a mitológica ave fênix, haja vista que para enfrentar o mercado com fibra e valentia é necessário reviver por inúmeras vezes, saindo do inferno para vislumbrar novamente um oásis de passividade que desgraçadamente se perdeu no curso das variáveis descortinadas. Foi seguindo exatamente essa linha de convicção que Confúcio sabiamente disse: “Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha.”

Aprendi com Gary Shapiro no livro “O ninja corporativo” que a preparação é fundamental para o êxito de qualquer sonhador, porque um profissional forte é aquele que aprendeu a controlar seus medos por intermédio da disciplina e do equilíbrio, gerando condutas meticulosamente calculadas tendo como alvo máximo a resistência frente aos referidos problemas encontrados. Com isso, cai por terra imediatamente a lenda de que para se dar bem no mercado basta ter uma dose de confiança e três quartos de sorte, haja vista que é impreterível se desenvolver em pontos específicos para aflorar os talentos que outrora ficavam adormecidos em nosso variegado condão de qualificações.

Então, que aprendamos a arte da perseverança e da competência para que as nossas passadas sejam dotadas de ideais rochosos e tipicamente diferenciados, criando pontes inteligentes para que os nossos objetivos tenham uma sustentação rija - livre completamente dos tornados e tempestades que tanto prejudicam aqueles que não acreditam nas genuínas e intrínsecas potencialidades.

ExibirMinimizar
Digital