Somos todos iguais

Este artigo foi desenvolvido para reforçar que somos todos iguais, independente de crença, etnia ou sexualidade

Sem duvidas o preconceito ainda é um dos temas mais relevantes e ofensivos. Minimizar os efeitos do preconceito seja na subjetividade (brincadeiras), quando nas relações objetivas já é umaforma de descriminação, uma vez que uma das mais eficientes armas pela quais a humanidade realiza a descriminação de si mesma é justamente pelo silêncio do outro ou, pela ridicularizarão da condição do sujeito a ser discriminado. O sofrimento do outro é, portanto, diminuído, assim como este outro, por sua condição de cor, sexo, sexualidade deve ser diminuído.

Com um exemplo mais recente tem o caso de ataques racista feito na internet contra a jornalista Maria Julia Coutinho, garota do tempo do tempo do Jornal Nacional. Ela foi vítima de comentários racista, pelo simples fato de ser negra. Os comentários foram publicados durante a madrugada por leitores da página e expectadores do jornal foram extremamente pejorativos e racistas, não demorou muito e os comentários foram removidos pela equipe do jornal que administra a rede social. Em contrapartida, outros usuários, revoltados com os comentários preconceituosos, saíram em defesa da jornalista e se manifestaram rebatendo os comentários no post. William Bonner seu colega de trabalho, se manifestou nas redes sociais e a partir da declaração dele, outros famosos entraram no movimento e divulgaram a hashtag #SomosTodosMajuCoutinho.

Na edição do Jornal Nacional exibido no dia 03 de junho, William Bonner noticiou o fato logo após a previsão do tempo. “Pelo menos 50 criminosos colocaram mensagens racistas para a Maju”, ele relatou. “Mas milhares de internautas saíram em defesa dela”.

Renata Vasconcellos completou, dizendo que o caso será investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e que a próprio Globo está estudando as medidas judiciais cabíveis. Em seguida, os âncoras abriram espaço para que a própria Maju fizesse seu pronunciamento. Ela disse:

“Muita gente imaginou que eu estaria chorando pelos corredores, mas a verdade é que eu já lido com essas questões desde que me entendo por gente. Eu não esmoreço. Tive a sorte de ter pais militantes, que sempre me orientaram a enfrentar o ódio da maneira correta. Fiquei muito feliz com as manifestações de carinho, recebi milhares de e-mails me dando apoio. A minha militância é fazer o meu trabalho bem feito, com carinho e competência. Os preconceituosos ladram, mas a caravana passa! ”

Esse caso só mostra que o preconceito está enraizado em nossa sociedade, e que não vai ser fácil acabar com um preconceito que já vem de anos, e que passa de geração em geração. Nós devemos definir uma pessoa pelo conhecimento, estudo e atitudes perante nossa sociedade e não descriminar as pessoas por sua etnia, religião ou sexualidade.

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