Sociedade que acrescenta no negócio

Para ter uma sociedade próspera e lucrativa é fundamental manter uma comunicação clara e fluida com os sócios, para que unam forças para alcançar os resultados. Mas as vezes na empolgação do negócio isso fica de lado, o que pode gerar conflitos que afetam os lucros do negócio

Já é até consenso popular que uma sociedade é como um casamento! E é mesmo. Mas diferente do casamento em que, na maioria das vezes, temos um tempo para conhecer e nos relacionarmos de modo profundo com a pessoa para daí decidir casar, uma sociedade por vezes é definida sem este tempo de maturação.

Ficamos sócios de um amigo, um conhecido, um parente, por ocasião, porque surgiu a oportunidade. Com a empolgação natural em abrir o negócio pensamos em melhorar o produto para por no mercado, na captação e controle de recursos financeiros para a empresa, nos clientes e em inúmeros outros importantes assuntos quando se trata de plano de negócios.

E esquecemos de entender e clarear bem quais os interesses de cada um dos sócios no negócio, quais são as habilidades individuais, como serão distribuídos os papéis e tarefas na gestão e qual a visão em comum para que todos unam forças para um objetivo único.

Daí, depois, a empresa não dá lucro ou até dá lucro as custas de muito estresse! E como um casamento falido, os sócios continuam no negócio sem paixão, deixando as discordâncias em primeiro plano.

Primeiro o que levar em conta na hora de escolher um sócio? Objetivos e visão em comum. Refletir em conjunto o porquê de vocês estarem abrindo a empresa. No que vocês acreditam? Qual o sentido de fazer o que fazem? Não importa se o sócio é amigo, parente, investidor ou o diabro a quatro. Ele deve acreditar no que você acredita. Isso não quer dizer que vocês tem que ser iguais, muito pelo contrário: talentos diferentes para somar capacidades fazem com que a gestão fique mais sólida e rica.

Segundo: formalizar expectativas. Uma conversa aberta e clara sobre o que cada sócio espera para si do negócio. Quanto cada um terá de proporção na sociedade? O que cada um acredita ser bom para assumir um papel em uma das áreas de gestão do negócio e quanto receberá por isso? E isto deve ser documentado, como um Acordo de Sociedade, que deve prever inclusive o que acontecerá com as partes caso a sociedade seja desfeita.

Terceiro: definir estratégias e metas para cada área do negócio, para com isso, em reuniões periódicas, os sócios possam medir, controlar e discutir melhores ações para a empresa. Isso cria limites para os sócios e um norte de atuação para melhorar processos, gerando maior confiança nas decisões.

Como em qualquer relacionamento não dá para empurrar com a barriga o problema e fugir da conversa por medo de machucar a outra pessoa ou afetar a relação com o sócio. O objetivo é justamente deixar tudo às claras para que a energia e trabalho sejam direcionadas para o sucesso do negócio e não para discussões que não levam a nada.

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