SEMENTES DE EMPREENDEDORISMO

<b>Despertar e ensinar empreendedorismo nas escolas significar semear novos "motores" para história econômica brasileira.</b>

O imigrante Francesco Matarazzo foi despedido do seu primeiro emprego no Brasil. Depois de certo tempo escreveu para os parentes que viviam na Itália: Abri uma venda em Sorocaba e não procurei, nem jamais procurarei ter o que por aqui se chama de patrão. Foi o primeiro passo de um empreendedor que construiu um império de 365 fábricas e durante décadas ditou os rumos da industrialização no Brasil. Fica a pergunta: como seria hoje a economia brasileira se o Matarazzo não tivesse vindo para cá ?

No início do desenvolvimento industrial brasileiro praticamente inexistiam direitos trabalhistas, a figura do empresário confundia-se com a de explorador de trabalhadores e o lucro pegou um sentido pecaminoso. O termo tubarão foi usado durante muito tampo como sinônimo do grande empresário que devorava os pequenos e explorava os trabalhadores. No Brasil, maior pais católico do mundo, o sucesso empresarial costumava ser visto por muitos como algo não muito correto, como fruto da exploração dos outros, como maneira pouco honesta de vencer na vida. Felizmente, essa visão preconceituosa dos empreendedores vem mudando. A sociedade atual e os políticos, independente da ideologia que professam, sabem que a maioria dos empresários não pode mais ser tratada como tubarão. Sabem que nos empresários se sustenta toda a enorme pirâmide capitalista. Sabem que neles repousam as possibilidades da geração de empregos e riquezas.


A sociedade passou a considerar e respeitar os empresários e os políticos planejadores porque passou a entender o papel fundamental exercido por esses verdadeiros motores da história. Ela sabe que o progresso humano seria lento e monótono se não existissem pessoas visionárias, ousadas, quebradoras de paradigmas, inovadoras e revolucionárias. Fica até difícil de imaginar em que estágio de desenvolvimento estaria o Brasil se não tivessem nascido aqui pessoas empreendedoras e com visão de futuro como, por exemplo: Barão de Mauá, Intendente Câmara, Delmiro Gouveia, Antonio Ermírio de Moraes, Getulio Vargas, Juscelino Kubistchek, Israel Pinheiro, Sebastião Camargo, Jorge Gerdau, Assis Chateaubrian, Roberto Marinho, Silvio Santos, , Abraham Kasinski, Ruben Berta, Rolim Amaro, Abílio Diniz, Norberto Odebrecht, Flavio Gutierrez, Gabriel Andrade, Sérgio Andrade e José de Alencar.

O empreendedorismo é um movimento educacional tão revolucionário quanto pouco conhecido. Ele pesquisa com metodologia científica esse fenômeno que faz com que determinadas pessoas modifiquem o rumo da história de um município, nação ou do próprio planeta. A partir desses conhecimentos, o ensino do empreendedorismo busca formar empreendedores forjando atitudes e criando mentes planejadoras. Sabe-se agora que aquelas características empreendedoras que se acreditavam inatas podem ser desenvolvidas até em crianças. A pedagogia empreendedora que já está sendo aplicada em algumas escolas do primeiro grau, com o apoio de algumas prefeituras municipais brasileiras, com certeza trará mudanças. Esses prefeitos não estão fazendo como a maioria, que se preocupa apenas com o seu mandato. Eles estão à frente de seu tempo, semeando o progresso e contribuindo para a construção de pessoas diferenciadas, que antigamente só apareciam de forma espontânea. Novos motores para a história estão sendo despertados ou construídos em diversos pontos do nosso País, graças ao ensino do empreendedorismo.

Eder Luiz Bolson autor do livro Tchau Patrão! ( www.tchaupatrao.com.br ) Editora SENAC.


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