Café com ADM
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Sem meias palavras

Se sua empresa falasse, o que ela diria da gestão que lhe é imposta?

Que resultados positivos alcançou sua empresa no ano de 2012?

Abaixo relaciono algumas perguntas, todas sérias, que, exigem muita honestidade de resposta e comprovação, quais sejam?

a) Houve incremento do seu faturamento? Em que percentagem?

b) Houve incremento qualitativo do número de clientes? Em que percentagem?

c) Quantos talentos humanos sua empresa conseguiu contratar, desenvolver e reter?

d) Que índice de aprovação e satisfação sua empresa obteve dos clientes e fornecedores?

e) Que planejamento estratégico (sério) foi desenvolvido e atingido?

f) Que plano de negócio tem sua empresa que lhe garanta a sustentabilidade de longo prazo?

Tenho afirmado que as empresas de modo geral, são reféns, respeitadas todas as exceções, do que pensam e agem seus donos, ou, os pseudos: diretores, executivos, gerentes, supervisores, chefes, encarregados e toda uma espécie desses cargos muitas vezes meramente titulatórios e apenas ilustrativos, albergando pseudos profissionais extremamente incompetentes.

Na verdade, a maioria das empresas com suas naturezas apenas físicas, constituídas “legalmente”, nos Órgãos de Registro das atividades mercantis, permanecem inertes, enquanto dentro das suas ambiências se engendram e conspiram planos insustentáveis, na maioria das vezes apenas mirabolantes, que saem do nada para lugar nenhum.

Se esses pseudos empresários ou gestores se submetessem a um severo teste de aptidão de visão empreendedorística, obteriam zero como nota máxima.

Tenho convicta opinião de que só se deveria admitir sócios ou esses pseudos gestores, mediante contrato de risco, ou seja, cada desses cidadãos teria que apresentar previamente um plano viável de negócios e suas remunerações seriam comissionadas, com base nos resultados apresentados. Assim, quem não agregasse nenhum valor, conforme cláusula contratual seria mandado embora sem nenhum remorso. Isso sim é que seria a perfeita parceria, a parceria de resultados. Aliás, a CLT - Consolidação das Leis do Trabalho, uma leizinha antiquada, anti-empreendedora, cruel e perversa, já deveria ter se modernizado, permitindo esse modelo de contrato, dessa forma, muito mal se evitaria dentro das indefesas e imprevidentes empresas.

Vivemos em um mundo globalizado e plugado em “On line”, porém no Brasil, os trabalhistas de plantão ainda saudosos de um presidente suicida, mantêm intocável um mundinho medíocre, o mundinho da anciã CLT, uma lei escandalosamente protecionista, feita para empregados que pensam e agem como empregados. Nesse mundinho em que a promiscuidade de resultados beira à insanidade empresarial, aboletam-se pachorrentos sindicatos laborais, as Secretarias do trabalho e os anti-empregados que sonham com FGTS, 13º. Mês, férias e seguro-desemprego, licença paternidade, licença médica, ou seja, uma verdadeira orgia feita à custa do consumidor final (o cliente).

Muitas vezes umas poucas cabeças pensantes dentro de alguma empresa, até imaginam um plano razoável de oportunidades e de negócios, mas, não tem quem os implemente com profissionalismo. Dessa forma entra em cena uma metodologia operacional comum aos brasileiros: o achismo, a intuição pela intuição, o instinto cego, a fé irresponsável e prevendo o possível fracasso, criam uma linha de transferência de responsabilidade com Deus, na celebrizada, preguiçosa e irresponsável expressão: “Se Deus quiser vai dar certo”. Não vai. Ora, Deus sempre quer que seus filhos evoluam na escala humana, mas, a imprevidência, a incompetência e a falta de estratégia de negócios, não estão nos planos de Deus, dessa forma, os que empreendem, mas não dispõem de um viável plano de negócios, com certeza estarão fadados ao insucesso e Deus não poderá assumir a irresponsabilidade de ninguém.

As empresas, pelas ações de quem por elas decide, têm vida positiva ou negativa. Estamos no século XXI em que a tecnologia e a evolução do aprendizado estão ao alcance de todos, além de eméritos profissionais de consultoria empresarial espalhados por esse Brasil afora. Assim, se os negócios de uma empresa não deram certos, é porque lhe faltou um consistente Plano de Negócios, aliás, elaborado antes mesmo de sua constituição. Mas, ainda é possível corrigir o percurso.

Neste País de pouquíssima longevidade empresarial, ainda é grande o número de empresas que rolam seus passivos financeiros de janeiro a dezembro de cada ano, como se fosse coisa normal e, nesse modelo e também respeitadas as exceções, a contabilidade é feita apenas para fiscal ver, desprezando-se a realidade dos números como instrumentos de Tomada de Decisão. Nesse modelo falido de empresa, desconhece-se ou esvaziam-se os órgãos de SDSH - Setor de Desenvolvimento de Seres Humanos (antigo e fora de moda RH), assim, os profissionais que nessas empresas trabalham, deixam de ser cabeças pensantes para se transformarem em meras e vulgares peças da engrenagem do obsoleto Setor de Pessoal. Não raro, nesse modelo de empresa, há um ou mais diretor turrão com “pró-labore” invejável, mas, zero de visão de negócios e pronto para abater, sabotar ou anular carreiras e competências.

Neste País de uma triunfante, porém, escorchante política tributária, de projetos públicos desfocados e/ou mal elaborados, ainda temos milhões de brasileiros miseráveis e sem cidadania, vilipendiados pela falta de políticas públicas sérias e duradouras. Contam-se aos montes hospitais públicos sucateados, distritos sem médicos, ruas sem iluminação pública e pavimentação, escolas que só existem no nome, tudo dentro de um aparato de corrupção engendrada dentro de alguns gabinetes transformados em covis políticos, como constam de inúmeras denúncias feitas pelos meios de comunicação.

Que soberania nacional é essa que se pensa tem este País, com milhões de brasileiros sem saúde, instrução, moradia, transporte e sem vida digna?

Vez por outra a mídia divulga alguns números oficiais, nos quais o governo se mira, como se os resultados ali fossem de gestão governamental. Não são. Os números expressivos conquistados, são frutos do trabalho de empresários com visão vanguardista que, são obrigados a repassar para a população a endiabrada carga fiscal embutida no preço da venda de cada produto ou serviço.

É nesse cenário que o empreendedor brasileiro precisa aprender a conjugar o verbo empresariar, dotando sua empresa de cabeças pensantes e modernos mecanismos de gestão.

Nesse contexto é preciso vislumbrar oportunidades, onde os comuns mortais só enxergam dificuldades. Avaliar e reavaliar se tornam palavras-chave para qualquer projeto, pois a qualquer momento poderá ser necessária uma correção de rota.

As empresas precisam eliminar terminantemente o tempo despendido em reuniões infrutíferas que nada agregam de valor. Geralmente nessas reuniões pessoas de cargo superior, aproveitam para falar um português arrastado e proferir pensamentos e idéias vazios, muitas vezes coadjuvados pelo servilismo. Nessas reuniões dogmáticas e sem pauta prévia, perde-se um interminável tempo, sem hora para começar ou para terminar e o que é pior, promove-se reunião generalizada, quando muitas vezes o assunto a ser discutido só diz respeito a uns poucos.

Neste tópico lanço a sugestão tempestiva de se substituir o nome reunião para “Hora da Verdade” e ao invés de uma reunião modorrenta, sem pé, sem cabeça e sem fim, faça-se diariamente no final de cada expediente, uma “Hora da Verdade” com duração de apenas 5 minutos, cujo tema básico seja: “Em que erramos hoje?” Assim, diariamente ter-se-á uma resposta dos problemas empresariais, encontrando-se as falhas do processo e não as falhas das pessoas. Assim diariamente, ter-se-á também a oportunidade de se corrigir a rota da empresa e das pessoas envolvidas, evitando que um pequenino problema, transforme-se num pesadelo.

Empresas há que falam em mudança, mas, o mudar para muitos significa processar mudanças nos outros e não em si, principalmente quando a mudança ameaça quebrar o “Status Quo” de pessoas interesseiras que sob todas as formas, se beneficiam da desorganização.

Mudar significa sair de um cenário para entrar noutro. E aqui está o entrave, pois os pseudos citados acima, não querem perder a boquinha, não querem largar o osso, eis que, são incompetentes para conduzir um trabalho sério com início, meio e fim definidos.

O mundo dos negócios baseado no Relógio Universal, não perdoa modelo ineficaz de gestão, seja de um simples carrinho de pipoca operando com capital próprio a uma grande empresa movida com dinheiro público. Nada passa despercebido aos olhos universais dos negócios, exigindo mais e mais que, qualquer empreendimento disponha de plano criativo que o blinde contra ameaças naturais, mas que o torne extremamente competitivo.

Cruzar os braços a espera de clientes, bem como enxotá-los com mau atendimento, poderá ser fatal para qualquer negócio. Manter apenas empregados será reconhecer a incapacidade de gerir pessoas e negócios. Hoje não há mais lugar para empregados, mas, para agentes de negócios.

Todos sem exceção têm que gerar resultados. Todos sem exceção têm que ser agentes de negócios, produzindo resultados positivos o tempo todo, como única forma de manterem seus postos de trabalho e sua renda. “Poucos, mas excelentes, esse é o lema”. Só neste contexto sua empresa poderá ter sucesso duradouro e sustentável. Este é o desafio.

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