Se você pedir, eles vão ajudar
Se você pedir, eles vão ajudar

Se você pedir, eles vão ajudar

Uma das atitudes mais simples pode revolucionar aquilo que você está fazendo

Parece simples, é simples, mas normalmente as pessoas esquecem ou ficam receosas de fazer – pedir ajuda. Ok, você lendo aqui e pensando um pouco, deve vir na sua mente: “Ora, mas eu sempre peço ajuda, é algo natural”. Será mesmo?

Hoje em dia a quantidade de ideias e novas possibilidades é, de uma certa forma, enlouquecedora. É coisa que não acaba mais, a dinâmica está insana... Portanto, se o jogo está ainda mais corrido e complicado, não seria mais sensato ter ajuda?

Um dos maiores conceitos que as startups trouxeram para o mundo foi o crowdsourcing, que é você contar com o seu público e clientes para construir aquilo que eles mesmo querem. Diversas empresas e movimentos revolucionários surgiram assim. Veja o quanto nossa querida Wikipédia fez por nós e esse é só um exemplo.

Ainda que você fique meio receoso de deixar os clientes fazerem o próprio serviço ou o produto para eles mesmos, ainda é muito sensato buscar a ajuda deles para ver se você está no caminho certo ou não.
Você pode ainda estar intrigado, pensando: "Mas isso é tão banal!". Também acho, mas quase ninguém faz.

Na turnê que fiz pelo Brasil, a Revolução das Startups, ao perguntar para as empresas e pessoas se pediam ajuda para os clientes, a maior parte dos poucos “sim” que recebi eram inseguros, daquele tipo – “uma vez eu perguntei para o cliente o que ele achava” e por aí vai.

A questão é que não é um hábito nosso pedir ajuda e a opinião das pessoas sobre aquilo que estamos fazendo. A maioria faz o que acredita, ou pergunta no máximo para duas ou três pessoas, e já deu.

Esses tempos, resolvi testar isso em algo simples, um grupo de Facebook (Mundo Empreendedor). Eu tenho esse ambiente para lançar conteúdos de empreendedorismo de Alto Impacto e provocar discussões, porém, ao pensar sobre as startups, notei: "Será que está adequado o grupo? Penso nisso para as empresas, mas em algo mais simples, tem sentido?".

Resolvi pegar 90 pessoas e perguntar a cada uma como fariam o grupo melhor? O que tirariam? O que colocariam a mais? O que estava faltando?

E, para a minha surpresa, em primeiro lugar, o que mais recebi foram agradecimentos. Exatamente isso, a maioria estava simplesmente feliz por alguém querer ouvir a sua opinião e poder participar de algo. Apesar de sempre ter deixado isso explícito, notei que é um grande fator você pedir a opinião do seu público e clientes. Eles se sentem queridos e amados.

Em segundo lugar, percebi a vontade em ajudar. Vieram vários comentários super interessantes do que estava dando certo e no que deveria focar.

Óbvio, e como já era esperado, grande parte ficou receosa de me falar coisas que não curtiam tanto. Afinal, era eu perguntando ali, e não deveria ser fácil jogar na cara do dono o que não gosta. Porém, essa era a grande questão: o que deveria parar, o que não agrada às pessoas.

Tive que incentivar e dizer a importância disso, e o quanto ficaria feliz de saber o que não estava dando certo... E as pessoas começaram a falar. Foi ótimo!

Imagine: várias coisas lá no grupo não eram pertinentes às pessoas, outras elas queriam mais e outras sentiam falta. Pois bem, se eu ficasse adivinhando talvez levasse centenas de anos até que eu acertasse. Agora, simplesmente ao perguntar, descobri isso bem mais rápido e mostrei o quanto me importo com o que faço para aquelas pessoas que eu amo tanto e me acompanham.

Não deveria ser assim com toda a empresa? Seus clientes e público, eles não são seu grande amor? Afinal, você existe por causa deles...
E eles são tão demais que, se você pedir, eles vão ajudar... Vocês juntos construíram algo que fará melhor aos dois. Por que não começar agora?

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