Saiba o que é storytelling e aprenda como usá-lo para impulsionar a marca da sua corporação

Veja como o marketing pode usar fatos inteligentes e excêntricos para alavancar a imagem da sua organização

As pessoas adoram ouvir histórias. Há algo muito peculiar no ser humano que faz com que ele se sinta extremamente feliz, motivado e entusiasmado ao descobrir fatos interessantes e curiosos que ocorreram no passado. Essa é a elevada proposta do storytelling: encantar o público por meio de histórias inteligentes e vastamente criativas. Em outras palavras, é saber contar de forma divertida e única acontecimentos que enriquecem o valor da marca, de sorte a seduzir corações e mentes por intermédio de episódios piamente positivos e tipicamente desafiadores.

A ideia mor é aproximar os stakeholders das origens mais remotas da empresa, fazendo essas criaturas conhecerem profundamente de onde surgiram os produtos e serviços que elas adquiriram (ou pretendem adquirir), de forma a gerar uma sintonia diferenciada entre quem compra e vende os referidos materiais.

Convenhamos, as pessoas estão saturadas dos modelos publicitários convencionais: cheios de monotonia, repetição e cenários desimaginados. Exatamente por isso, o mercado exige que os gestores sigam além das atmosferas enfadonhas e óbvias dos espelhos tradicionais para que possam entregar variáveis inovadoras e versáteis por meio do compartilhamento de suas culturas corporativas e por intermédio da revelação de seus íntimos e lúdicos tesouros pessoais.

Usando termos simplificados, o líder contemporâneo precisa seduzir seus expectadores despertando emoções e desejos fervorosos para criar uma identidade que dê significado à supracitada compra. Pense comigo: porque fazer marketing de forma habitual e corriqueira se podemos realizar isto de maneira personalizada e poderosamente singular?

Leonardo da Vinci disse: “A mais nobre paixão humana é aquela que ama a imagem da beleza em vez da realidade material. O maior prazer está na contemplação.” Essa maravilhosa reflexão do notável pensador italiano nos entrega o segredo dos segredos do storytelling, que nada mais é do que a narrativa de um propósito que vá de encontro com as necessidades e as volições do supracitado consumidor.

O marketing deve provocar as pessoas e as fazer ter um diálogo limpo com a marca, de modo que as mesmas consigam estabelecer um vínculo entrosado e sempar para trocarem figurinhas e barganharem ideais no decorrer das atividades empresariais. Invertendo propositalmente as letras, é fundamentalmente impreterível que os mentores saibam mostrar para os seus parceiros as raízes extraordinárias que brotaram no crescimento de suas organizações, concebendo um espírito de realização e satisfação para todos aqueles que desejam se aprofundar na maravilhosa biografia da crônica.

Então, é tudo uma questão de dividir com o próximo os acontecimentos de valor, buscando alegrar as almas por meio de contos fascinantes, genuínos e particularmente idealizadores.

Clube de Regatas Vasco da Gama: um exemplo de storytelling bem sucedido

O Vasco da Gama sempre foi um clube democrático. Essa nobre instituição sempre fez questão de tratar todos com igualdade, justiça e total fraternidade. Não foi atoa que a centenária organização sofreu inúmeras retaliações e condenações no início de suas atividades, pois acreditava que a cor da pele e a classe social eram apenas meras circunstâncias da vida (afinal de contas, somos todos iguais) e que não representavam nenhum impedimento para o exercício de qualquer função humana, principalmente, o futebol. Lamentavelmente, os clubes elitistas da época não concordavam com isso, porquanto eram racistas e faziam clara acepção de pessoas: escolhendo a dedo quem merecia ou não, fazer parte das partidas e eventos que eles parcialmente organizavam.

E foi no meio dessa corja de ignorantes, dessa alegoria de seres estúpidos e desalmados que surgiu o poderoso e inigualável Vasco: essa maravilhosa junção de etnias e classes que veio para abrilhantar o mundo do futebol e travar lutas épicas pela igualdade em todos os sentidos existentes no globo.

Usando tão poucas palavras, parece que tudo foi simples, mas acreditem: não foi. Esse lendário time que hoje possui seguidores de norte a sul do país foi vergonhosamente escrachado e ridicularizado por ter em seu plantel jogadores humildes, pobres, de etnias antagônicas e de tão pouca capacidade intelectual. Em outros termos, era o grupo das criaturas menores, dos excluídos, dos seres de pouca expressão, visto pela maioria soberba e mesquinha como uma afronta aos seus “palacetes de ouro” e as suas “elevadas pirâmides de cristal”.

E os problemas do Vasco começaram a aumentar drasticamente quando as vitórias começaram a aparecer, dado que os milionários não podiam aceitar o fato de que alguns jogadores cruzmaltinos eram melhores do que eles, mesmo enfrentando tantos preconceitos e perseguições. Certamente, esse time deve ser reverenciado e admirado com furor por toda a eternidade, pois mesmo sendo preterido, rejeitado e vilipendiado seguiu em frente e provou dentro de campo, com muito trabalho, suor e lágrimas que merecia fazer parte dos torneios por já ter nascido com sangue e aura vencedora.

Não duvide: a cruz de malta não é apenas um símbolo material – é a certeza absoluta de que sangraremos até destruirmos toda a sorte de indiferença, injustiça e apatia humana, porquanto ser Vasco é muito mais do que torcer por uma mera instituição futebolística, mas principalmente, é carregar uma causa extraordinariamente sublime: a do próximo.

Confesso que nesse momento não posso conter o pranto e a emoção de pertencer a essa casta que tanto fez pela dignidade humana em seus mais acentuados níveis de honradez e proeminência. É um grande orgulho ser vascaíno e poder fazer parte do exército que combateu a tirania e a politicagem beligerante dos seres que amavam as COISAS, e não as PESSOAS. Penso definitivamente que antes do esporte, do dinheiro e da fama deve vir algo muito mais representativo e consistente, a saber: o caráter.

Por isso, voltando para a administração e seus cenários voláteis, afirmo regozijadamente que o exemplo verídico e glorioso do Clube de Regatas Vasco da Gama facilita demasiadamente o nosso entendimento sobre o tema storytelling, haja vista que demonstra uma das histórias mais lindas do Brasil e prova categoricamente como o marketing da organização “bacalhesca” tem sido feliz e abençoado por poder usar tamanha preciosidade em suas excelsas e mitológicas campanhas.

Note tão somente duas coisas: a verdade em que esses fatos foram erigidos e a força que os comandantes da época tiveram para manter suas convicções e crenças em meio a um labirinto pútrido de adversidades e pelejas sem fim. Isso é o néctar do storytelling: conquistar pessoas através de ações virtuosas e opulentas, de sorte a converter personalidades com insígnias sumptuosas, magníficas e agressivamente monumentais.

Portanto, coloque essas ideias mirabolantes sob a mesa e aprenda a vender mais do que pífios itens triviais, fazendo sua organização ser forte pela maneira especial e astuta de oferecer obras assertivas e motivadoras que proporcionarão ao cliente nadar e se descobrir em um múltiplo oceano de ricas contemplações e em um vasto céu de infindáveis aclamações.

6 maneiras de aplicar o storytelling em sua empresa

1 – Crie relações inteligentes: as pessoas buscam proximidade, reciprocidade e união, ou seja, elas querem que as empresas elaborem relações personalizadas e vantajosas para ambas as partes. Ampliando simplificadamente a visão deste cenário, os consumidores estão fartos de organizações que somente visam o lucro e os seus próprios interesses materiais.

Assim sendo, é fundamental criar uma interação onde o diálogo permeie o topo da cadeia alimentar para que essas conexões sejam motivadoras para todos os participantes, fazendo o cliente ser a peça chave do sistema que ele abastece e é por ele abastecido.

2 – Venda verdades absolutas: você não conseguirá manter os resultados maximizados por muito tempo se as suas narrativas forem diferentes de suas ações, isto é, a prática precisa acompanhar a teoria para que a sua organização tenha credibilidade e confiança. Responda de forma lúcida e sensata: qual é a missão áurea da sua empresa? Qual propósito ela ostenta? Quais são os princípios e os valores que ela preserva? Quais são as normas e as regras de ouro que ela tanto estima e reverencia? Seguramente, todos esses importantes fatores devem estar entrelaçados ao seu storytelling para que tudo seja montado em conjunto como um minucioso e complexo quebra-cabeças.

Desta forma, apanhe suas pedras preciosas e as divida com os seus futuros admiradores: mostrando a eles que você não só acredita fielmente naquilo que propaga como crê integralmente que isso também os beneficiará se eles tiverem o mesmo afinco e motivação.

3 – Seduza os clientes com atitudes assertivas e planejadas: quando um comercial de TV aposta suas fichas em algo que demonstra a preocupação da marca em mudar a vida das pessoas acontece algo único e transformador: o cliente se sente abraçado, valorizado e reconhecido pelo seu poder de compra. Certamente, essa ação poderosa e agregadora é tudo que o marketing precisa para encantar seus consumidores, pois o que esse público mais espera dos seus mentores é uma atitude valente e diferenciada.

Deste modo, procure ir além do atendimento convencional, realizando coisas que façam seus clientes serem mais felizes e engajados no curso dos processos mercadológicos. E lembre-se: nada é mais gratificante e rejuvenescedor do que receber insígnias criativas recheadas de soluções inovadoramente surpreendentes.

Portanto, pense nisto, seja moderno e aja sempre com intrepidez, versatilidade e total irreverência para que todos reconheçam sua joia mirabolante, incomum e una.

4 – Aja de maneira estratégica e astuta: você precisa alinhar a narrativa a ser externada com as características do seu público alvo, de modo que seja criada uma comunicação entrosada entre as necessidades e os desejos das pessoas e a sua referida história. Em outras palavras, o perfil das pessoas que você pretende atingir necessita casar definitivamente com a história que você pretende contar, de sorte que possa ser gerado um laço inteligente de mensagens para que todas as peças se encaixem perfeitamente, tal qual uma orquestra afinada, harmônica, sintonizada e límpida.

Infelizmente, nem todos os gestores possuem essa visão periférica do campo e sofrem por montarem ideias que já nasceram parcialmente mortas. Então, descubra essas informações, as cristalize e elabore um painel tático que seja capaz de fazer o marketing da sua empresa trabalhar encima das soluções para os clientes, realizando sonhos e fantasias por intermédio de decisões antecipatórias e tipicamente torrenciais.

5 – Saiba vender a sua ideia: eu tinha um amigo que transformava qualquer conto banal e chato em algo terrivelmente motivador. Ele conseguia como ninguém, prender a atenção dos expectadores a sua volta pela maneira singular, bem humorada e impactante de suas inoxidáveis lendas. Usando palavras diferentes, ele não precisava de uma história extraordinária, visto que fazia qualquer evento simples se tornar um show de luzes, glórias, emoções e lúdicos sentimentos.

A famosa e imperiosa Disney sabe exercer muito bem esse papel, porquanto cria roteiros e contos absolutamente fenomenais que a tornam prodigiosa em todos os sentidos existentes no globo. Não se engane: a principal qualidade dessa formidável e honrosa organização não está em seus excelsos personagens, ou em sua megaestrutura física e tecnológica e tampouco em sua estupenda equipe de profissionais qualificados (e atualizados), mas sim em sua sempar capacidade de gerar ideias que mudam a consciência e a realidade do seu louvável público.

À vista disso, aprenda com essa marcante corporação (e com o exemplo do meu brilhante companheiro) e tenha esse incomparável dom enraizado em suas linhas organizacionais: desafiando a mente das pessoas para provocar seus melancólicos corações e fazer sua marca ser reconhecida por fatos verídicos, apaixonantes, inestimáveis e piamente raros.

6 – Envolva todos os colaboradores na cena: nenhum dos esforços expostos acima funcionará se a equipe estiver distante do foco principal. Não duvide: todos os integrantes da empresa precisam respirar o storytelling para que suas atitudes reflitam exatamente o que a organização tanto deseja evidenciar. Por isso, dar feedbacks eficientes, transmitir mensagens esperançosas, incitar desafios esplendorosos e fomentar campanhas internas inteligentes são ações fundamentais para que o grupo tenha solidez e força.

Por conseguinte, seja um líder ousadamente perspicaz: motivando seus pupilos no intuito de persuadi-los a abraçarem a sua enobrecida causa e a absorverem sua louvável identidade. E entusiasme-se grandiosamente com isso, pois uma trupe acesa consegue ir além da excelência pela união e a tenacidade que conseguem instintivamente criar.

O mercado está a cada dia mais competitivo, imprevisível e dinâmico, o que faz com que os gestores tenham que se reinventar sempre se quiserem manter suas organizações vivas nessa grande célula chamada globalização. Decerto, sobreviverão aqueles que melhor se adaptarem as variáveis negativas do ambiente, de modo que elas se transformem não em adversidades e cenários caóticos, mas sim em esplêndidas oportunidades de crescimento e desenvolvimento.

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