Saber comprar é essencial para melhorar a lucratividade e a produtividade do negócio

As empresas já perceberam que as práticas de compras contribuem para redução de custos e no preço final do seu produto ou serviço ofertado no mercado

Toda empresa, de qualquer nicho de mercado, precisa comprar. Seja matéria-prima para a produção de seus produtos, seja materiais de escritório para a prestação de serviços. Todo negócio precisa comprar de outros para oferecer suas mercadorias no mercado. E o valor que se paga por um insumo impacta diretamente no valor final do bem ofertado, ou seja, na decisão de compra do cliente.

Justamente por isso, o profissional de compras é tão importante para o negócio. Estudos indicam que, em média, 40% dos custos finais de um produto/serviço possuem, como origem, o setor de compras.

"Mas, para saber comprar, é necessário mais que ter uma boa rede de contatos e atuar com base nos instintos e experiência de vendas. É vital que se domine os processos envolvidos no planejamento da empresa, como gestão de estoque, relacionamento com fornecedores, formação de preço, competitividade, concorrência no mercado em que se pretende comercializar este bem, entre outros fatores", afirma Francisco Cunha, coordenador técnico do curso de pós-graduação em Administração de Compras e Suprimentos do IETEC.

Um dos alunos que já entendeu estes conceitos e o tem colocado em prática com sucesso em sua empresa é Leonardo Mendonça, coordenador de Logística na Comau do Brasil. Segundo ele, o curso o ajudou a encontrar formas de negociar os processos de maneira mais rápida e eficiente. "Um dos aspectos que mais agregou ao meu trabalho foi o conhecimento adquirido sobre tributos na aquisição. Por desconhecimento, acabávamos deixando de realizar negócios mais lucrativos para a empresa. Outro ponto: é fundamental que o comprador entenda de tributos na aquisição ou fatalmente colocará a organização em risco. Muitas vezes o preço 'mais baixo' na realidade é o mais alto", analisa.

De acordo com Francisco Cunha, este é um bom exemplo para se discutir a gestão de riscos na organização. "Muitas vezes, o produto mais barato não é necessariamente aquele que me trará o melhor retorno. Ele pode ser o menor preço, mas se me gerar mais tempo de manutenção, ou possuir uma vida útil escassa, ele pode não estar gerando vantagens competitivas para a empresa. Isso tem sempre que ser levado em conta", explica.

Compras estratégicas

Além de saber comprar, este profissional precisa de um bom relacionamento com fornecedores, além de grande capacidade de negociação. De acordo com Cunha, "é importante mensurar a relevância para cada fornecedor, dependendo de sua importância para seu produto final. Esta relação pode gerar, por exemplo, algum grau de inovação para a área de compras, como por exemplo, a troca de determinado bem ou a criação de um novo nicho de mercado para a empresa".

Outro ponto muito debatido no curso diz respeito à inteligência de mercado envolvida neste processo de compras. "É vital Entendemos que trata-se de um pré-requisito que o profissional de compras compreenda o quão importante um e outro fornecedor é para o planejamento estratégico da empresa, saindo da posição de mero comprador diante das demandas que lhe são encaminhadas", afirma Cunha.

Um bom exemplo dessa inteligência de mercado seria "digamos que a empresa esteja estudando a possibilidade de abrir uma nova unidade em uma outra região do país. É estratégico que o administrador de compras analise o cenário desse local, analisando a existência de fornecedores qualificados. Esta informação pode ser estratégica para a direção da empresa decidir pela implantação dessa nova planta", analisa o professor do IETEC, instituição que já oferece o curso de pós-graduação em Administração de Compras e Suprimentos desde 2005.

Gestão de Suprimentos

O mesmo estudo que mostra a relevância do setor de compras nas organizações concluiu que a maioria das empresas já encaram como igualmente importante saber gerenciar seus suprimentos, mantendo uma base diferenciada e relevante de empresas oferecendo os serviços necessários.

"Não é possível, nos dias de hoje, que uma empresa concentre a aquisição de um insumo estratégico em um único fornecedor. Imagine se este fornecedor quebre, ou que seus funcionários entrem em greve? Até que se consiga outro, a produção do bem ou a oferta do serviço terá sido prejudicada simplesmente por não se ter percebido o risco envolvido no processo", explica Francisco Cunha, profissional com ampla experiência em economia de empresa e gestão de negócios.

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