RIGHTSIZING NA ORGANIZAÇÃO

Não é incomum observarmos como as organizações estão na contra mão das funções óbvias de cargos dentro de seus quadros funcionais. Enquanto se prega as famosas competências, as disponibilidades de cargos empregados nas organizações em grande parte dos casos estão saindo do contexto normal. Acredito que as mentes aguçadas estão distribuídas no universo de várias escolas, entretanto, não é isso que esta acontecendo com os departamentos de recursos humanos das organizações ao colocar alguns “The roads not taken”. No mundo coorporativo houve uma inversão de valores que em poucas épocas se viu acontecer. Uma das inversões diz respeito ao acumulo de foco dado a profissionais não formados em administração. Não tenho nada contra quaisquer profissionais de outras áreas, porém, devido a alguns poucos privilegiados que tiveram suas carreiras destacadas por brilhantes gestões dentro da função administração, hoje às empresas aderiram à campanha que a salvação da pátria esta num profissional de uma outra área, como a engenharia, por exemplo. Isto nem sempre é verdadeiro, ou poucas vezes será verdadeiro. A razão pela qual posso afirmar com segurança sobre o assunto é simples: O que o profissional de engenharia estudou durante os seus anos de faculdade? É isso mesmo, este profissional aprendeu sobre engenharia e cálculos, com raras exceções de alguns que após a graduação fazem uma especialização numa gestão de negócios ou de pessoas. Embora tenha um poder de raciocínio muito forte, entretanto sem exclusividade deste quesito, ele na grande maioria dos casos é um caos administrativamente falando, com pouquíssimos estímulos de administração de pessoal e organizacional. Não estão “
insider trading”. Diferentemente, o profissional de Administração, que nos seus anos de faculdade aprende assuntos inerentes à administração, e sente ele próprio a necessidade de aperfeiçoamento em áreas especificas. Administrar não é para qualquer um. Administrar é para profissionais preparados para tal. Há como em todas as áreas os casos de exceções, ou seja, de administradores que são um desastre como profissionais, mas não é por isso que tentará construir um prédio ou uma peça de um carro, afinal de contas, seu preparo não foi para esse fim. Felizmente, algumas empresas já estão se flagrando de suas colocações, sendo que os primeiros sintomas a serem percebidos se verificam na área de pessoal. Para a maioria destes profissionais de exatas que exercem posições de administradores a motivação é exercida em cima de planilha de custo simplesmente, ficando em ultima estância a equipe de trabalho. Verifica-se, pessoal cansado, insatisfeito e sem o devido reconhecimento por seus feitos, passando a ver sua função como um fardo, onde “tudo que se faz nunca está bom.” A conseqüência a médio e longo prazo é desastrosa para a empresa e para o próprio profissional. Tente exercer a função de médico, engenheiro ou contador sem o devido registro para ver o que acontece! Você pode se preso a qualquer instante por falsidade na pratica de função não habilitada. A Administração como graduação não pode cair na banalização. A entidade (CRA), que cobra pelo registro do profissional de administração, deve também levantar campanhas pela valorização e defesa do profissional administrador. Será que não seria hora de proteger o administrador para o exercício de sua função?
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