RH nem tão estratégico

Tanto se fala em RH Estratégico mas, na prática, infelizmente, a verdade é que muitos profissionais da área nem sabem ao certo o que isto significa...

Tanto se fala em RH Estratégico mas, na prática, infelizmente, a verdade é que muitos profissionais da área nem sabem ao certo o que isto significa. E não é culpa deles. Uma grande parcela dos setores de Gestão de Pessoas é formada por Psicólogos, o que é excelente, porque os profissionais que tem esta formação conseguem ter um olhar diferenciado quando se fala em ser humano, e podem somar à organização através desta vertente, mas, por outro lado, a maioria dos cursos de Psicologia abordam a questão organizacional de uma forma superficial e simplista, o que faz com que o mercado seja abastecido com profissionais pouco preparados para a realidade corporativa.

Na prática, o resultado disto é que uma grande parcela dos profissionais de Recursos Humanos (Psicólogos ou não) acaba por atuar em processos de Recrutamento e Seleção, alguns se aventuram um pouco em Treinamentos Comportamentais, Comunicação Interna, etc, mas na maior parte do tempo estão absortos em atividades operacionais. Arrisco-me até mesmo a dizer que muitos se envolvem tanto com a burocracia de formulários, relatórios, planilhas, que até se esquecem que o foco da área é gerir pessoas, portanto o contato com o ser humano também faz parte da rotina.

Atualmente, consultorias de qualidade podem absorver com maestria os processos de Recrutamento e Seleção, além de Treinamentos Comportamentais, Pesquisas de Clima, entre outras tarefas, possibilitando ao profissional de RH que atue de forma estratégica, mas a insegurança de muitos profissionais em terceirizar tais processos está calcada na sensação de que ficarão ociosos ou obsoletos. Afinal, se não faz o de sempre, então o que há de se fazer?

Um RH Estratégico é aquele que consegue ter um olhar amplo do negócio, o que inclui o ambiente interno e externo à empresa, oportunidades, ameaças, forças, fraquezas, etc. Além de considerar os stakeholders, ou seja, todos aqueles que podem ter interesse ou serem impactados de alguma forma pela atuação da empresa, sejam colaboradores, fornecedores, clientes, comunidade, entre outros.

Também deve considerar a Visão, o diferencial competitivo, as metas corporativas e, a partir de todas estas informações, buscar ações de Gestão de Pessoas não somente alinhadas com a estratégia organizacional, como também, que agreguem e contribuam diretamente para que os propósitos corporativos sejam atingidos. Isto é um RH Estratégico e o real desafio dos profissionais da área.

Aos profissionais de Gestão de Pessoas, minha sugestão é que não se atenham à operacionalização de processos, trancados em suas salas, enfurnados em suas mesas e com o olhar fixo em papéis e computadores. Estejam próximos ao negócio, ou seja, estejam onde o coração da empresa está: na área de Produção, na área de Vendas, junto à Direção, entre outras, continuamente buscando entender as necessidades, apoiando, orientando, conversando com as pessoas, sempre sob a ótica da área, com vistas aos objetivos do negócio.

E, por um outro lado, para suprir a empresa, busque parceiros e fornecedores, consultorias especializadas e qualificadas. Junto aos mesmos, com o olhar Estratégico, esclareça as necessidades da empresa para que eles possam lhe fornecer um serviço personalizado que realmente contribuam para a organização, dentro das premissas que a mesma necessita para a concretização de sua visão.

Fica a dica e boa sorte!

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