Revolução tecnológica, rumo à modernidade, reinvenção do ser humano, o admirável tudo novo

As mudanças por que passou a humanidade desde a transição da idade media para moderna têm se acelerado em um ritmo cada vez mais rapido, tais mundaças alteram o modo como nós nos organizamos, a estrutura da sociedade, criando a separação do ser humano em clase em formato de piramide, isso culminou com guerras, escravização e a morte do ser individual, o qual tem se tornado mera peça nessa engrenagem chamada capitalismo

O século XIX foi palco de diversas transformações econômicas e sociais, muitas delas foram consequências de mudanças que viam ocorrendo pelo mundo, das quais podem ser citadas: A Revolução Francesa e A Revolução Industrial na Inglaterra, esta última ocorrida na segunda metade do século XVII, mas que aos poucos se estendeu a outros países do mundo.

Um desses países é os Estados Unidos, que outrora fora colônia da Inglaterra, e acaba de sair de uma batalha sangrenta, A Guerra de Secessão, vê-se agora, despontando a todo vapor, rumo a um desenvolvimento jamais imaginado, com ferrovias cortando seu território de Leste a Oeste, sistema esse que substituiu o meio de transporte até então mais usado na época, o de navegação, Cornelius Vanderbilt é o responsável pela maior parte dessas rodovias, tornando-se um dos nomes mais ricos do momento, causando disputas e rivalidades em magnatas de sua época.

Desses magnatas um é Andrew Carnegie, forte empresário detentor de quase toda a produção de aço naquela época, e John D. Rockefeller, maior nome do setor de petróleo, homens poderosos, que levarão essa disputa por poder e dinheiro até as últimas consequências, consolidando de maneira radical o modo de produção capitalista.

Andrew Carnegie compra então uma empresa siderúrgica à beira da falência, a qual tem capacidade para produzir mais aço que qualquer outra do mesmo porte, investindo milhões nessa aquisição e outro montante para reformá-la; depois que o trabalho é concluído Carnegie se depara com mais um obstáculo: a mão de obra, embora imponente, sua indústria carecia de operários que manuseassem as máquinas; imediatamente foram empregadas centenas e centenas de pessoas que pudessem juntas trabalhar, suar muito, para dar vida à siderúrgica, a qual passou a produzir um quantidade de aço nunca antes imaginada.

O aço de Carnegie então ganha mercado, se torna muito popular e passa a ser o mais usado em construções, mais do que qualquer outro metal, em pouco tempo as cidades se tornam verticais, são construídos arranha-céus por dos os lados, entretanto, a dificuldade persiste, ele ainda não é o número um, não importa o quanto ele cresça, seu maior rival, Rockefeller, parece sempre estar um passo a sua frente, e isso o faz tomar uma medida desesperada: aumentar ainda mais seu lucro, e a única forma de se conseguir isso seria reduzir os salários dos empregados e ao mesmo tempo aumentar as horas de trabalho, e muitos pagariam caro por essa atitude desumana.

Carnegie não queria se expor e comprometer a sua imagem, para pôr em prática esse plano, ele então chama para presidente de sua empresa um homem conhecido por sua falta de escrúpulos, Henry Clay Frick, que estará encarregado de fazer o trabalho sujo, sacrificar os operários, levando-os ao limite da necessidade, com trabalhos forçados e poucas horas de descanso, além disso Carnegie ainda teria a sua imagem preservada.

Com Frick no controle os operários passam a trabalhar até doze horas por dia, sem descansar, eram tratados como máquinas, em condições subumanas, e tudo isso com uma finalidade: aumentar ainda mais o lucro da empresa

Depois de algum tempo nessa situação os funcionários começam a reclamar e ameaçam fazer greves, Frick, que só visa aos lucros, não se comove, pois mesmo que isso aconteça ele pensa já ter uma quantidade de aço suficiente para fazer um estoque, então ele aumenta mais ainda a jornada de trabalho e o pior acontece: depois de inúmeros acidentes, morre um funcionário, resultado de trabalhos forçados que são consequência da produção em massa, cuja a única finalidade é aumentar o lucro e diminuir o tempo “perdido” com descanso, com isso eclode uma paralisação sem precedentes, os funcionários se reúnem em frente a indústria para fechá-la, proibir que ela continue a escravizar o ser humano, a greve se estende por dias a fio e toma proporções incalculáveis.

Os trabalhadores exigem melhores condições, Frick não cede e ameaça demitir a todos, os trabalhadores bloqueiam a passagem da siderúrgica; como medida desesperada, Frick contrata foras da lei, com o intuito de intimidar os operários, mas para a sua surpresa eles não cedem, o confronto acontece, muitos morrem e outros tantos são feridos gravemente.

Esse é o saldo do que já foi chamado de capitalismo selvagem, o qual sucateia o ser humano, sujeita-o à humilhação, tratando-o como mera extensão da máquina, o processo de industrialização alterou gravemente a vida do ser humano, exaurindo as suas forças; posteriormente com a invenção da linha de montagem por Henry Ford, a mecanização trouxe mais mudanças ainda como a busca constante de criar aparelhos cuja finalidade era otimizar o tempo, reduzir custos e organizar da maneira mais eficiente a forma de trabalho, tornando-a mais produtiva ao ponto de muitas dessa máquinas substituírem o homem.

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