Respeito na forma como nos relacionamos

Toda relação violenta é uma relação onde o respeito foi desconsiderado e, portanto a educação de amor também.

Quem sente autoamor é incapaz de ter atos de desrespeito. O autoamor se dá por meio da educação, confiança, transparência e da humildade.

Estou aqui citando valores, pois eles são pilares básicos para relacionamentos de respeito e de amorosidade.

Quando falo em autoamor ou amorosidade, sei que muitas pessoas olham com espanto, pois vincularam essas palavras à interação de um homem e uma mulher ou de duas pessoas que vivem relações de afeto. Quero convidar o leitor a ampliar a sua visão sobre o amor.

O amor é talvez o sentimento mais profundo de respeito, pois ele nos mostra a nossa fragilidade como seres humanos, a nossa beleza e as nossas possibilidades. Quando isso ocorre podemos olhar para o outro verdadeiramente sem receios ou comparações, afinal o padrão de se comparar ao outro é um dos fatores geradores da violência.

Quando há respeito reconhecemos que temos vidas diferentes e que isso tem uma razão e que somos livres para irmos à busca do que valorizamos, todos nós somos capazes, independentemente da cor, raça ou condição, internamente todos somos capazes do que desejamos - nosso cérebro tem essa condição -, basta investir e alimentar todos os dias nossa mente com pensamentos que nos aproximem do que realmente queremos e acreditamos.

Essa fonte de fortalecimento de amor gera o autorespeito, que é outro componente básico para uma ausência de violência nas relações e na vida.

Quando há respeito, os critérios para escolher com quem e onde estarei, e quais são os meus objetivos, minhas atitudes diante da vida e meu compromisso com o meu bem estar e com as minhas realizações, se torna singular e único, sem querer terceirizar ou encontrar culpados sobre as minhas decisões.

A violência ocorre em partes, por que as pessoas querem encontrar um responsável para sua insatisfação, e agridem por palavras, atos ou expressões extremas o outro, quando verdadeiramente está agredindo também a si mesmo.

Para termos consciência da nossa dignidade é importante utilizar bem nossa mente, uma pessoa com dignidade tem outro forte componente ou competência para estabelecer relacionamentos de respeito e de amorosidade, normalmente o ato de violência vem pela falta de dignidade.

Costumo afirmar que relações que preservam a dignidade são relacionamentos que trazem a expressão de respeito e amor naturalmente, isso também poderia acontecer na mais terna idade dentro dos lares, com os pais educando, porém nem sempre isso ocorre.

Uma pessoa que pratica a violência como uma forma de comunicação foi educada por pais que também foram educados em ambientes com violência, aqui quero realçar que isso, nada tem haver com condição social, ou nível social. A violência ronda sorrateiramente vários lares que tem estrutura financeira e social.

Então se torna muito importante perceber nas relações que estabelecemos, o quanto de dignidade existem nessa relação, e o quanto de respeito, transparência e ausência de comparação existe para que ela se estabeleça em solo fértil, para prosperar os bons vínculos e os bons frutos.

O padrão mental e emocional de alguém que viveu o padrão de violência, solicita uma nova forma de pensar e de se organizar mediante as informações, reestruturando as suas experiências e dando a elas um novo significado aos fatos. Ter isso em mente é essencial, para começar uma relação pautada no respeito e no amor!

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