Resiliência: ferramenta essencial para o sucesso na vida pessoal e profissional

Espero que com estas pequenas ações, a resiliência possa, pouco a pouco, ir transformando seu dia a dia e sua percepção de como as situações difíceis são passageiras e que a solução para estas situações você mesmo irá encontrar.

Resiliente: adjetivo de dois gêneros:

  1. Que apresenta resiliência.
  2. Que se refere à elasticidade.


O termo resiliência quer dizer em seu significado original, na Física, o nível de resistência que um material pode sofrer frente às pressões sofridas e a capacidade de retornar ao estado original sem dano ou ruptura. A Psicologia emprestou a palavra, criando o termo resiliência psicológica para indicar como as pessoas respondem às frustrações diárias, em todos os níveis, e sua capacidade de recuperação emocional. De forma simples, é passar pelas adversidades da vida e não entrar em “parafuso”.

Então, como se apresenta a resiliência em cada um de nós, e no que a elasticidade se relaciona em cada um de nós?

Para muitos o dia inicia antes mesmo do sol nascer. São horários necessários a cumprir, agendas a participar, situações corriqueiras a resolver e tudo isto nos traz questões de estresse, desde colocar os pés (no meu caso o pé) para fora da cama até que nos deitamos novamente. Durante este período, não há como escapar de situações que nos aguardam: o trânsito, o dia a dia do trabalho, ou a falta dele, esses momentos turbulentos de nossa economia e como suportamos isso tudo, sem rupturas, sem sair da “caixinha”. Todos somos resilientes, aprendemos inconscientemente a lidar com frustrações diariamente e a retomar nossas ações no dia seguinte, fortalecidos. Não são as horas calmas que nos aprimoram, são as horas turbulentas. “Mar calmo nunca fez bom marinheiro”, e quem aqui adquiriu algo bom na vida somente na calmaria, sem passar por nenhum “perrengue”?

Ao longo da história, existem países e pessoas que, ao atravessar por momentos de adversidade, superam e se mostram ainda mais fortes ao se reestabelecer. O Japão, por exemplo, foi bombardeado em Hiroshima e Nagasaki no final da Segunda Guerra Mundial. Mesmo diante de tanta fatalidade, o País não esmoreceu. Sem contar que passa por tremores de terra constantes, às vezes resultando em catástrofes como o tsunami de 2011, que destruiu boa parte da estrutura do país. Detentor da terceira maior economia do mundo, quarta em poder de compra e segundo país mais desenvolvido do mundo, embora com pouquíssimo espaço para cultivo, o Japão, após todas essas tragédias, poderia ter sucumbido, mas toda essa adversidade gerou força para a população ressurgir, e continuar a demonstrar essa força. A diferença está na resiliência deste povo.

E o que isso tem a ver com você? Como potencializar isso no seu dia a dia?

Ser resiliente não é algo de outro mundo. Você pode desenvolver esta habilidade e é esta a vantagem de muitas pessoas no ambiente organizacional: conhecer suas limitações e trabalhar para ampliar suas potencialidades a fim de compreender o que acontece ao seu redor e lidar com as situações de maneira coerente e produtiva. Para tanto, é essencial ater-se a alguns pontos:

  • Ouvir – estar aberto a novas ideias não é somente pensar em algo inédito, mas trocar ideias com outras pessoas, se propor a desligar de tudo que lhe permeia (smartphone, computador, etc) e ouvir quem está ao seu redor. Treinar sua forma de ouvir, de estar presente em uma reunião, podem lhe auxiliar neste processo. Um bom conceito para ampliar a compreensão deste quesito é o mindfulness (segundo Jon Kabat-Zinn, um dos responsáveis pela “ocidentalização” das práticas de mindfulness com foco na saúde, mindfulness é a simplicidade em si mesmo. Trata-se de parar e estar presente. Isso é tudo).
  • Network – converse, troque ideias e ideais com pessoas de fora de seu círculo de trabalho. Conheça pessoas, proponha-se a experimentar o novo. Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?

  • Inteligência emocional – desenvolva este quesito que é inerente a você. Por mais racional que você seja, suas decisões geralmente são baseadas em emoções. Trate de conhecê-las e, desta forma, ser mais resiliente em suas ações.

  • Aprenda a ajudar os outros – neste ponto, friso a participação em um trabalho voluntário, encontraros mais diversos pontos de vista e, assim, transformar, mobilizar, fazer algo diferente para o outro, e consequentemente para você também. Ver outras realidades nos ajudam no processo de transformação para a resiliência.

  • Empatia – se você é uma pessoa que responde a um “Bom dia!” com “Só se for para você” busque melhorar esta conexão para com o outro. Existem diversos textos para isso, mas a melhor forma de desenvolver é o contato com o outro. Buscar entender a situação como se fosse algo pessoal, seu, e abster-se de julgamentos e pré-conceitos. Simplesmente pense da seguinte forma: E se fosse comigo?

  • Cuidar de si – física e emocionalmente. “Mens sana in corpore sano” (Uma mente sã, em um corpo são)”. Desconecte-se do mundo, medite, faça exercícios físicos e busque, dia após dia, algo que propicie um momento pessoal de conexão com seu eu interior. Para entender o outro, comece por si mesmo.

  • Viaje – para qualquer lugar ou para dentro de seus pensamentos. Contudo, viaje sempre!

  • Seja grato – estamos em um momento no qual críticas e reclamações permeiam nosso dia a dia de forma tão áspera e rude, que dificilmente paramos para agradecer. Diante disso, pare todos os dias, independentemente de qualquer crença e, antes de deitar, agradeça pelas coisas boas que tem. Ao ver o lado positivo do que tens, perceberá que existe muito mais para agradecer do que para reclamar. Seja grato consigo e com os que lhe rodeiam.

Gostaria de que você leitor, pudesse viajar comigo em uma pequena história que retrata a questão da resiliência no contexto da sua vida. Você profissional, que tem aquele projeto relevante para o negócio da empresa onde trabalha e uma única data para apresentar. Você sabe o quanto se preparou para que este trabalho superasse as expectativas dos seus chefes e colegas, mas minutos antes de apresentar os equipamentos não funcionam, sua apresentação não abre, e todas aquelas coisas que só acontecem às vésperas da mais importante apresentação da sua vida. O que você faz? Apresenta sem a tecnologia aliada, visto que você se preparou e pode surpreender de forma positiva por fazer diferente, ou desiste e prejudica você e toda equipe envolvida? Uma ação pequena como esta acontece todos os dias conosco.

Quando nosso projeto pesquisado e desenvolvido com envolvimento acima da média, cai por terra diante de um retorno negativo, seja do ambiente, chefe, parceiro de trabalho, familiar ou algum amigo próximo, a forma que vamos responder a negatividade imposta demonstra quão resilientes somos. Cabe a cada um, decidir, se vai ruir mediante fatores externos negativos, ou, se vai utilizar isto como força propulsora para impulsionar a ir mais longe.

Gosto de imaginar que na vida, a resiliência pode ser comparada a vara que o atleta utiliza para realizar o salto. Ela enverga, se estressa ao máximo, porém, ela junto com a técnica no atleta faz com que estes consigam alturas fantásticas juntos. Nós somos assim, precisamos desta mola propulsora que é a resiliência interna para atingirmos nosso maior potencial.

Espero que com estas pequenas ações, a resiliência possa, pouco a pouco, ir transformando seu dia a dia e sua percepção de como as situações difíceis são passageiras e que a solução para estas situações você mesmo irá encontrar.

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