Regulamentação de profissões

Algumas profissões são regulamentadas no Brasil e apenas profissionais graduados em determinado curso podem exercer tal profissão. Nos últimos tempo tem virado moda algumas formações descriteriosas, por isso é preciso estar atento na hora de contratar

Algumas profissões são regulamentadas no Brasil e apenas profissionais graduados em determinado curso podem exercer tal profissão. Os principais são os profissionais da área da saúde, como médico, dentista, farmacêutico, dentre outros. Em outras áreas há o contador, jornalista, engenheiro, professor, etc.

Estas são profissões que exigem responsabilidade técnica, ou seja, o profissional precisa ser habilitado e ter conhecimentos para desenvolver sua função pois lidam com atividades que tem maior potencial de causar danos à vida e à sociedade.

Outras profissões possuem curso superior, contudo, qualquer pessoa, mesmo sem ter feito tal curso, pode exercê-la, como por exemplo as profissões de administrador, design, filósofo, turismólogo, profissões da área de informática, etc.

Há debates quanto a regulamentação de tais profissões. Os argumentos são visando melhores condições de trabalho para estes profissionais e o aumento das oportunidades de trabalho. Algumas pessoas dizem que um administrador tem grandes responsabilidades, haja visto que pode contribuir para a falência de uma empresa, impactando a sociedade devido ao desemprego que irá gerar.

Podem ser argumentos interessantes mas não considero necessário que tais profissões sejam regulamentadas pois o mercado acaba selecionando os verdadeiros profissionais em detrimento dos não qualificados. No caso do administrador, por exemplo, um bom profissional, que seja graduado, terá muito mais a oferecer do que o proprietário de uma empresa que, pode ter muito conhecimento na atividade fim do negócio, mas não quanto à ciência da administração. Infelizmente há muitas pessoas e proprietários de empresas gerindo seus negócios de maneira inapropriada, não visualizando as melhorias que poderiam ter ao contratar um profissional para isto, ainda que em tempo parcial ou por meio de consultorias. Contudo, não é por força de lei que será aberto espaço para os profissionais qualificados.

Nos últimos tempo tem virado moda um grupo de profissionais que trabalham com Coach. É uma palavra da língua inglesa que significa, neste contexto, treinador ou tutor. O Coach é uma pessoa que oferece suporte, com objetivo de aumentar o desempenho, utilizando técnicas, ferramentas e metodologias, em parceria com quem está sendo capacitado (pessoas ou empresas) (Definição baseada na Sociedade Brasileira de Coaching).

Existem diversos cursos de coach e pode haver diferenças entre as metodologias empregadas, contudo, pode-se dizer que se você instruiu alguém para obtenção de melhores resultados é um processo de coaching, independentemente de você ter feito ou não algum curso. No entanto, há instituições que dizem representar este método no país e pregam uma falsa imagem de que a função é regulamentada, como se apenas quem fizer um curso, que não é a nível de graduação nem pós graduação, pode intitular-se Coach.

Com raras exceções as instituições oferecem cursos rápidos (é possível fazer em 24 horas), sem exigência de formação, sequer superior, com preços que podem ultrapassar R$ 10.000,00. Contudo, um profissional que cursou uma graduação e uma pós graduação não pode usar uma simples palavra para caracterizar seu serviço, ou seja, não pode ser um coach, mas alguém sem conhecimentos pode fazer um curso rápido e ser coach. Então quem fez o curso pode aprender técnicas de tutoria mas não precisa ter um conteúdo a ser ensinado?

Há uma grande onda de formação de profissionais que logo serão coach para coachs. Na hora de contratar um profissional, seja de que área for, esteja atento ao conhecimento e as capacidades do mesmo e não de palavras as quais este profissional utiliza para se esconder.

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