Redação como vilão maior do Enem para as escolas do Brasil

Ministério apresenta resultados do Enem 2014 para as escolas brasileiras e confirma-se mais uma vez o baixo desemprenho. Afinal, de quem é a culpa?

Ano passado, mais ou menos nessa mesma época, tratei sobre o resultado do Enem de 2013, sobretudo, com relação ao baixo desemprenho dos candidatos na prova de redação. Parece que motivos neste ano, temos ainda mais, diante dos resultados apresentados, decorrentes do exame realizado ano passado, 2014.

Em várias disciplinas percebeu-se um baixo rendimento, contudo, mais da metade das escolas públicas ficaram abaixo dos 500 pontos estabelecidos, de um total de 1000, como o máximo da pontuação na prova de redação do Enem. Já as escolas particulares tiveram um resultado melhor, porém, ainda preocupante, especialmente, diante da analise das 20 primeiras colocadas, já que regiões como a Norte e Sul, não qualificaram nenhuma escola sequer.

Outro detalhe que chamou atenção, porém, sem surpresas, até mesmo por sabermos da pouca preocupação com a educação na região, foi o registro das oito piores escolas públicas serem do Nordeste. Isso de fato ratifica toda a incompetência e desatenção a uma região com tatos potenciais.

Diante desse resultado apresentado pelo MEC – Ministério da Educação e Cultura, podemos ter a certeza que no Brasil existe de fato e inquestionável, um verdadeiro retrocesso da nossa educação, com fortes reflexos sociais, pois leva a certeza que caminhamos em passos largos para a exclusão daqueles que, por questões socioeconômicas, não podem estudar em escolas particulares, com melhores condições de preparar para as avaliações do Enem.

Muitas justificativas foram apresentadas, principalmente quando quinze das vinte primeiras escolas, particulares, são do Sudeste, região com um poder econômico bem maior que o das demais regiões do país. Parabéns ao Nordeste, que apesar de apresentar as oito piores da rede pública, qualificou três escolas particulares, sendo duas do Ceará e uma do Piauí.

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