Rasgando dinheiro!

O Jornal A Folha de São Paulo informou em uma das suas edições que o Estado do Rio de Janeiro ocupa a liderança do ranking dos Governos estadual e municipal que mais gastaram com publicidade em 2004. No ano passado, segundo o jornal, o Rio gastou R$ 22,429 milhões com publicidade, levando-se em conta anúncios relacionados diretamente com a imagem do Estado. Este ano já gastou até o mês de julho, R$ 51 milhões em nova campanha. Um relatório divulgado pela Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica SECOM mostra um aumento de 40,5% nos gastos do Governo Federal em contratos de mídia, de 2003 para 2004. No ano de 2003, as despesas com anúncios de televisão, jornal, rádio, revista, outdoor e internet totalizaram R$ 857,1 milhões, devendo chegar em, 2004, a R$ 1.052 bilhão. O orçamento do BNDES alocou só para publicidade, em 2005, R$ 30 milhões. O que justificaria esse gasto, em um Órgão governamental que tem por objetivo financiar projetos de cunho social ? Tudo isso em um país em que a saúde está na UTI, a educação sem os investimentos necessários, os servidores mal pagos e desmotivados, sem recursos para a Segurança Pública, em que apenas 25% dos municípios contam com rede de esgoto e em que as estradas, tanto estaduais como federais, não têm nenhuma conservação, causando milhares de acidentes a cada ano. Se os Governos Federal, Estaduais e Municipais investissem tudo o que gastam em publicidade, na maioria das vezes para cultuar a personalidade dos governantes e com claros objetivos eleitoreiros, não teríamos tantos problemas sem solução. Quantos hospitais não poderiam ser construídos, equipados e mantidos com esse volume de dinheiro gasto com publicidade! E qual a razão de se fazer uma publicidade tão cara, se o Governo não vende nada e não faz mais do que sua obrigação ao executar políticas públicas que melhorem a qualidade de vida da população brasileira? Copiamos tantas coisas dos Estados Unidos, mas três idéias, que são excelentes, nós não damos o devido valor: 1ª. - Lá, o Poder Público não pode gastar o dinheiro do contribuinte com publicidade, exceto em campanhas institucionais, de utilidade pública; 2ª. O Poder Executivo não tem a iniciativa de qualquer Projeto de Lei, muito menos Medida Provisória; 3ª. O Orçamento Público é impositivo. O que se aprova no Legislativo é para ser cumprido, acabando assim com as famigeradas liberações de emendas dos parlamentares que só servem para desvirtuar todo o processo político. Por que não transferir para cá idéias tão revolucionárias e que certamente teriam a aprovação do povo brasileiro? Os gastos com publicidade, sem controle, como temos aqui no Brasil, geram mensalão, caixinhas, financiamento de campanhas políticas e criam outras fontes de corrupção, como estamos vendo na atual crise política. São os Governos, todos em crise, rasgando o nosso dinheiro, para dizer coisas que muitas vezes não são verdadeiras e dessa forma se perpetuarem no poder. Por que não discutir, de fato, com a população a melhor forma de gastar o dinheiro, implantando, definitivamente, o famoso Orçamento Participativo, que de participativo não tem nada...ou melhor, a participação é nossa, com o nosso dinheiro, mas a decisão é deles...! . . . COMENTE ESTE ARTIGO NA COMUNIDADE POLITIC NO
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