Quer ser o maestro da sua equipe?

A necessidade de dividir socialmente o trabalho foi apontada por Adam Smith em sua obra “A Riqueza das Nações” (1776) como uma das formas de economizar tempo, aumentar a produção e exercer maior controle gerencial

A necessidade de dividir socialmente o trabalho foi apontada por Adam Smith em sua obra “A Riqueza das Nações” (1776) como uma das formas de economizar tempo, aumentar a produção e exercer maior controle gerencial.

Nessa obra o autor divide a tarefa de fabricação de alfinetes executadas por uma única pessoa em numerosas operações diferentes (18) executadas por diferentes trabalhadores.

Segundo Harry Braverman em “Trabalho e Capital Monopolista” (1981), nesse momento ocorre à separação entre trabalho intelectual e trabalho manual traduzida por Karl Marx como a alienação do trabalhador.

Até então um único trabalhador que desenvolvia, executava, controlava e conhecia todo o processo produtivo passa a conhecer apenas uma fração transferindo o controle para um novo ator “o capitalista” que iria desenvolver um sistema de mercado.

Com o tempo houve a necessidade de organizar a divisão dos trabalhos em cargos considerando todas as atividades desenvolvidas por uma pessoa e assim atender a necessidade de definição de uma posição definida dentro do organograma da nova organização capitalista.

Segundo Chiavenato em “Gestão de Pessoas: O novo Papel do Recursos Humanos nas Organizações (1999)”, O cargo é uma composição de todas as atividades desempenhadas por uma pessoa – o ocupante – que podem ser englobadas em um todo unificado e que figura em certa posição formal do organograma da empresa.

A evolução do mercado nos conduziu ao desenvolvimento de novas tecnologias onde um único equipamento agrega funções e atividades que exigiriam diversas habilidades e contratações passando a ocupar lugar de destaque nas organizações impondo vantagens competitivas.

Mesmo com a chegada dessas tecnologias ainda necessitamos de mão de obra humana para poder operar esses equipamentos cada vez mais numerosos advindos das necessidades de desenvolvimento de novos produtos que atendam as necessidades dos consumidores.

Com toda essa transformação ampliou-se à necessidade de um profissional com habilidades de um maestro para gerenciar, conduzir, desenvolver, influenciar as relações entre as pessoas dentro das organizações com perfil de líder.

Assim, o líder desejado pelo mercado deve deter conhecimentos intelectuais e comportamentais que englobem o pensar, questionar, encontrar respostas e soluções atuando nos conflitos das relações.

Aqui a frase “De médico e de louco todo mundo tem um pouco” passa a exercer sentido em nosso dia-a-dia.

Se antes o desafio era descentralizar o trabalho que era executado por um único trabalhador e que, portanto regulava produtividade, preços, ofertas e demandas, agora o desafio é compactar em um número cada vez menor de pessoas os conhecimentos necessários para o desempenho de diversas funções e atividades.

Atender a essas necessidades são fatores cada vez mais preponderantes para proporcionar as empresas redução de custos, maior economia com as diversas contratações e salários e assim permitir a sobrevivência da organização em um mercado cada vez mais competitivo.

Trazendo para o ambiente corporativo vamos usar a metáfora da figura do maestro e da orquestra sinfônica onde o primeiro representa a liderança e o segundo os trabalhadores.

“Maestro, regente ou condutor, é o profissional que trabalha regendo e dando unidade a um grande contingente de sons instrumentais ou vocais. O maestro conduz os músicos para que todos sigam o tempo, a harmonia e a marcação, fazendo cumprir a partitura em conjunto”. Fonte: www.brasilprofissoes.com.br/profissao/maestro/

O profissional, o líder que queira se tornar “o maestro” da sua equipe e assim alcançar o sucesso em sua carreira tem que estar disposto a investir continuamente em sua formação buscando desenvolver esses conhecimentos, habilidades e competências sem esperar contrapartida de suas organizações.

De outra maneira, como fazer para acompanhar, medir, direcionar, conduzir o desempenho dos trabalhadores, e saber se estes estão verdadeiramente trabalhando e onde está sendo investido o seu tempo, se nas atividades propostas ou nas redes sociais?

Estar disposto a usar eficientemente “a batuta” que representa o ouvir sempre o circular entre as pessoas, fazer leituras de materiais e matérias especializadas as suas participações em cursos, palestras, seminários, hangouts, painéis, cursos de MBA’s, são habilidades, competências e atitudes desejadas em um maestro que direciona sua “orquestra” a melodia dos seus sonhos!

Pense nisso!

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